Reitor-Mor de 1965 a 1977
Siciliano. Desde o momento de sua eleição exprimiu, numa sintética declaração, a que depois se tornaria seu programa fundamental de governo: ' Para a frente com Dom Bosco vivo, hoje, para corresponder com as exigências do nosso tempo e as expectativas da Igreja'. Esta intenção foi coerentemente seguida até o fim do mandato, na véspera do qual o Pe. Rícceri ainda reafirmava: 'Os destinatários de nossa missão são os jovens, elevados, nesta época, a uma importáncia primeira que se tornaram uma força explosiva e imcontida (...). O Dom Bosco de que os jovens precisam é o Dom Bosco dos momentos de emergência, o Dom Bosco que arregaça a mangas...'.
É preciso lembrar que o seu reitorado, em anos de profunda inquietação social e cultural, foi acompanhado e aprovado, desde o início, pelas inquietações juvenis de 68. Estas inquietações envolveram não só os jovens mas também as várias instituições conexas: escolas e associações, educadores e legisladores, entidades estatais e eclesiásticas... No perceber a 'força incontida' dos jovens e no referir-se a Dom Bosco e aos firmes princípios da sua mensagem, Pe. Rícceri manteve firme o timão que recebeu de seus predecessores. Ao mesmo tempo impulsionava a congregação toda a corresponder às urgentes exigências dos tempos a à grande expectativa da Igreja.
Esta 'fidelidade dinámica' ao espírito de Fundador volta como tema emergente nas palavras e nos escritos do superior, mas sobretudo nas iniciativas concretas, expostas nas freqüentes viagens ao exterior, sempre rápidas e operacionais, e nos últimos encontros com os responsáveis pelas estruturas religiosas e pelos outros setores específicos.
Entre outras coisas, Pe. Rícceri realizando em tempos maduros uma 'hipótese' já meditada pelos precedentes Reitores-Mores transferiu para Roma a Direção Geral da Sociedade Salesiana, separando-a da 'Casa Mãe' de Valdocco e inserindo-a mais no coração geográfico, organizativo e espiritual da Igreja.