Estreia 2017 - reflexões julho

Amabilidade, alegria salesiana           juillet

Em nosso mundo, em nossas famílias, com quem nos rodeia, sempre havemos de ser amáveis. Sobretudo com os jovens. Há que pedir essa amabilidade como um dom. E elevá-la, tornando uma virtude. Mais: através de gestos que favoreçam a comunicação e o relacionamento, deve brilhar evidente o amor de Deus. Mas tudo começa com uma palavra gentil, um detalhe sutil, delicado, cortês. Amável!
Já São Paulo, em sua Carta a Timóteo, considerava a amabilidade importante, recomendando que todos os cristãos fossem amáveis com todos. Amável, pois, é a pessoa que, por seu modo de ser afável, gentil, solícito e afetuoso, é digna de ser amada.
Dom Bosco – como ‘pedagogo’ do jovem – sabia por experiência que não basta amar. A “caridade pedagógica” pede mais: exige “fazer-se querer bem, isto é: saber traduzir o amor em atitudes de bondade e amabilidade; numa metodologia de amizade; na familiaridade do diálogo; e na alegria do viver juntos” (cf. ACS 310, pp. 11-12).
Trata-se, afinal, de “fazer-se querer bem”, o que é o resultado de uma espiritualidade e de uma metodologia apostólica particularmente originais.
Este continua sendo o desejo de Dom Bosco para os seus salesianos e um aspecto fundamental da sua proposta educativa: entre os jovens, “cuide de ser benquisto”. A amabilidade produz paz. É contagiosa. Tem o poder de “desarmar os corações”. Em outras palavras: a cortesia tem a capacidade de libertar os outros de emoções negativas. É que perante um gesto aprazível, o outro se desarma. O outro se tranquiliza.