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Newsletter - abril 2012

SSCS News

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SSCS


Boletim n. 32.                                        
 abril de 2012


Animação - Carta do P. Filiberto

Fili


C
aríssimos Irmãos e amigos da CS,


A todos um Feliz Tempo de Páscoa, tempo que já a partir das mesmas celebrações litúrgicas, vividas em comunidade, na escuta da Palavra, na participação sacramental, comunicam vida e esperança, graça e conversão, envio e missão.

Parece-me que a comunicação social salesiana possua na Páscoa a sua melhor fonte de inspiração, o centro da sua espiritualidade: discípulos amados, chamados, perdoados, salvos e pois apóstolos, mandados a comunicar pessoalmente uma experiência inaudita de salvação.

Há já algum tempo que o Dicastério está em busca de alguns traços particulares da espiritualidade salesiana, traços que deem sustentação à vocação e missão do comunicador, vividas na fidelidade e convicção, arraigadas no Evangelho e em Valdocco, a fim de ser profetas numa sociedade que se empenha por silenciar a Deus e afastá-Lo da consciência e da experiência dos jovens. Não seremos comunicadores se não tivermos sido testemunhas do amor de Deus por nós, se a cruz e a ressurreição – juntas – não tiverem tocado o centro das nossas vidas. Não seremos profetas se, por medo ou acomodação, deixamos de proclamar a Quem nos chamou e enviou, a todo o mundo, a ser suas testemunhas.

Vale a pena perguntar-nos: que ou a quem comunicamos "quando comunicamos"? O que sustenta a nossa vocação de profetas do Deus da vida, do Ressuscitado?

Reitero nossos Votos pascais com o convite de fazer-me suas propostas acerca de quais julguem sejam os principais traços fisionômicos da espiritualidade do comunicador salesiano...

Em Cristo Ressuscitado,

P. Filiberto González,

Conselheiro para a comunicação social.

Informação: Espiritualidade através de blogs salesianos

En el corazón de la ciudad
en el corazon de la ciudad
Un blog de José Miguel Nuñez

BLOG DO GLAUCO
Glauco
Sou salesiano de Dom Bosco, professo perpétuo desde 22 de janeiro deste ano e fui ordenado diácono no 12 de fevereiro deste mesmo ano. Atualmente resido na comunidade salesiana Santo Tomás de Aquino, no Alto da Lapa, em São Paulo/SP. Estou no quarto ano de teologia e realizo minhas atividades pastorais na Paróquia São João Bosco (Alto da Lapa) onde exerço o ministério diaconal e atuo na assessoria da dimensão bíblico-catequética e na coordenação do curso de Teologia para leigos que acontece semanalmente no condomínio Ilha do Sul. Concluí recentemente uma especialização na área de Catequese

Salesianos São Carlos, Brazilsao carlos
Trabalhamos na promoção à criança e ao jovem carente, impulsionando-os a uma tomada de consciência, de construir um projeto de vida

Palabra de DIos y vida salesiana
Verbum tuum
P. Juan José Bartolomé.

    Formação: As pessoas consagradas no continente digital


    Jose Miguel Nunez
    P. José Miguel Núñez SDB
    Conselheiro Regional para Europa Ocidental

    Se nos séculos passados as paredes do convento, com todas suas implicações, pretendiam ser o ‘muro de contenção’ da cultura do mundo e protegiam os monges e monjas e/ou freiras dos perigos de “lá de fora”, faz tempo que uma nova maneira de ver a realidade vem derrubando as muralhas.

    A nova era digital se abriu espaços nas comunidades religiosas, que possibilitaram uma enorme interação com a cultura, o acesso imediato às informações disponíveis para todos e a participação em novas comunidades virtuais. Estas, ampliam os vínculos e estabelecem novos ambientes informativos e formativos. É verdade que tal situação não está tampouco isenta de riscos, no entanto os mesmos não dependem  apenas da bondade ou maldade dos novos espaços comunicativos, mas da própria pessoa, que deve interagir de forma equilibrada e madura com eles.

     O uso habitual do celular, o acesso instantâneo a internet quase sem limites ou as possibilidades que oferece a televisão digital criam situações novas diante das que a vida religiosa deve situar-se adequadamente e diante das quais a formação de nossos institutos deve se confrontar com os desafios que de tal contexto se derivam. Naturalmente, as questões surgem não apenas no âmbito moral (mesmo que também) nem pela preocupação pelo abuso do uso destes, que podem prejudicar o tempo de convivencia fraterna ou para missão, mas também pelas implicações que derivam no campo da comunicação ou seja com pessoas reais com as quais compartilho a vida de cada dia que com as comunidades virtuais com as quais me relaciono.

    Universalizar, pois, este novo paradigma comunicativo na vida religiosa ( como na sociedade em geral ) tem implicações em nossa maneira de viver as relações com as demais. A pergunta é inevitável: Como e com quem me comunico? Em nossa vida cotidiana, uma rede de relações configura nossa existência como crentes e consagrados. Compartilhamos a vida com pessoas que necessitamos e que necessitam de nós, irmãos e irmãs aos quais expressamos afeto e  dos que recebeemos também apoio e alento. A Fraternidade, sabemos bem, é uma aposta de nosso projeto de vida, ao mesmo tempo que uma autêntica profecia que nos torna credíveis neste nosso mundo dividido e disperso.

    Nossa comunidade real não se contrapõe às novas comunidades virtuais ( que por outra parte também são reais). Nem a primeira nega o valor deste novo modo de relacionar-se e comunicar-se nem as comunidades virtuais podem ser substitutivas das reais e muito menos um refúgio afetivo diante da frieza das relações de convento. Ambas podem retroalimentar-se mutuamente e estão chamadas a integrar-se, enriquecendo o mundo relacional e equilibradamente afetivo dos religiosos que habitam o continente digital.

    Os novos espaços devem ajudarnos (religiosos e religiosas) a impulsionar um estilo de comunicação mais humano, que enriqueça nossas próprias relações interpessoais, ao mesmo tempo que se converta em um veículo de transmissão e anúncio de Jesus Cristo, homem em plenitude, para a vida e a esperança das pessoas.

    Como cidadãos criativos e responsáveis, nós religiosos sentimos a urgência de ir ao centro da aldeia, à praça pública, para comunicar o que somos e vivemos, a serviço da comunidade humana.

    Entre tanta confusão, separando o joio do trigo, podemos ser uma presença significativa, que faça surgir novas redes que promovem um mundo diferente e possível segundo o coração de Deus, contribuindo assim ao desenvolvimento humano. O ciberespaço é uma nova oportunidade de atualizar a parábola de Jesus, quando se refere ao Reino, presente entre nós, comparável a um pouco de levedura de fermento misturado na farinha que faz fermentar a massa.
     

    Produção:  Geração net


    Geração net

        O Salesiano Gildasio Mendes dos Santos lançou recentemente seu mais recente livro: "Geração NET: Relacionamento, Espiritualidade, Vida profissional".

         Este livro se propõe lançar luzes sobre o nosso entendimento quanto ao universo da denominada geração net, que nasceu no contexto da cultura midiática e foge dos parâmetros que imprimimos às nossas análises

    Tem ainda como objetivo tentar estabelecer, entre os membros das diferentes gerações, uma relação interativa que abarque a troca de experiências, posibilitando a apreciação mútua e o crescimento tanto dos relacionamentos quanto da espiritualidade e do campo profissional.

    Considerando-se que as macrofronteiras foram rompidas com o advento das tecnologias, especialmente as digitais, estamos diante de um novo impasse, o de resgatar o proximo o outro para avançar em percepções e sensibilidades. Mais do que a busca de conhecimento, trata-se agora de descobrir como articvular esse saber levando-se em conta as relações humanas tão necessárias à totalidade do ser.

    Da Introdução  

    "Geração net: computadores, celulares, câmeras digitais, Facebook, redes sociais. Este é o mundo onde navigam e vivem os jovens, os adolescentes e as crianças de hoje. Como já nascem inseridos nesse contexto, eles desenvolvem um poder especial de comunicação. A internet constitui o que podemos denominar "continente digital". Nesse continente, a atmosfera que envolve as novas gerações é formada essencialmente pelo universo midiático. Os que aí habitam não sobrevivem sem celulares, Ipods, redes sociais e outros meios mais sofisticadas de comunicação. Esse é o ar que respiram. Este é o mundo em que vivem.

    Parece nítida a constatação de que, por trás da utilização massiva da internet e das mídias sociais, está a contínua busca por relações humanas. Não estamos vivenciando simplesmente uma mudança tecnológica, mas humana. Essa mudança passa pelos membros das gerações Y e Z, os novos autores da comunicação, autores criativos que, nas famºilias, escolas e empresas, estão transformando as formas de comunicação e relacionamento.

    Nós concebemos uma simbiose com as tecnologias: a internet, o celular, o rádio, a televisão, o Mp3, o Facebook, os e-mails. E formamos uma ambiência, um ecosistema comunicativo. Imersos no universo das linguagens, dos símbolos, dos sentimentos e realidades do dia a dia, através das mídias, rompem-se as fronteiras que nos separavam geograficamente.

    As tecnologias vivem, em nós e são parte de nós. Interagimos naturalmente com o universo midiático. Assumindo esta perspectiva, ficamos abertos para compreender, dialogar e caminhar com as novas gerações.

    Diante dessa realidade, este livro quer ser um instrumento para que pais e educadores, membros de diferentes gerações, possam estabelecer uma relação interativa de troca de experiências, enriquecendo-se mutuamente tanto no relacionamento, na espiritualidade, quanto na vida profissional".