Conselho Recursos

Boletim de Animação Missionária Salesiana junho 2012

MISSÕES


1     2

missões na Amazônia. Ele entregou-se totalmente a
cada uma das atividades confiadas à Inspetoria
missionária da Amazônia. Mas creio que foi na Igreja
do Rio Negro, especialmente em Iauareté, que ele
aceitou os desafios maiores; onde viveu os anos mais
intensos da sua vida; e onde ele se sentia muito
feliz. Como a ‘irmã morte’ o visitou de surpresa, não
teve tempo de escrever as suas memórias; mas
deixou um testamento escrito com o coração e com
os pés. S. Agostinho nos diz que "são os nossos
sentimentos que movem os nossos pés".
“A sua última atividade foi acompanhar o P. Václav
Klement, Conselheiro para as Missões Salesianas:
juntos visitaram as cinco presenças situadas no Rio
Negro, Amazônia, sendo a última a missão de
Iauareté. Intencionalmente, a visita ali coincidiu
com as celebrações e as festas da Semana dos Povos
Indígenas e o P. Benjamim presidiu também a sua
última Eucaristia.
“Falei com o P. Benjamim quando passou por São
Gabriel, um dia antes de voltar a Manaus com o P.
Václav. Quatro dias depois estava morto. Mas ele
descreveu-me com entusiasmo a vitalidade dos
povos indígenas de Iauareté: a organização das
comunidades, a beleza das danças, o trabalho de
líderes leigos, as vocações salesianas para a próxima
ordenação sacerdotal. Sussurrou-me que previa
aumentar a missão sobre o Rio Negro. Por último
disse-me: “A evangelização inculturada se dará
quando tivermos mais vocações e quando os
missionários indígenas nesta região permanecerem
aqui”.
Perdemos um salesiano, mas ganhamos um
intercessor no Céu. A santidade dos missionários
salesianos passa através do caminho da inculturação!
P. Václav Klement, SDB
Conselheiro para as Missões
Titolo n otiziario
Nome società
N. 42 - Junho de 2012
Boletim de Animação Missionária Salesiana
Uma publicação do Dicastério das Missões para as Comunidades salesianas e os Amigos da missão
C aríssimos missionários salesianos e
amigos das Missões Salesianas!
Quero desta vez recordar a vida e fazer a memória
de um grande missionário, isto é, do Superior da
Inspetoria do Brasil-Manaus (BMA), P. Benjamim
Morando SDB (1943-2012), nascido na Itália, e que
expendeu 48 anos da sua vida na Amazônia
brasileira. Durante a minha visita de animação à
Inspetoria do BMA, depois de haver-me
acompanhado, durante duas semanas, às cinco
presenças missionárias do Rio Negro, na selva
amazônica, veio a falecer no dia 5 de maio de 2012
de morte imprevista, devido a embolia.
Algumas semanas depois, meditando sobre sua
morte e sobre a mensagem que oferece a vida do
P. Benjamim, julguei que a palavra-chave devia
ser: ‘INCULTURAÇÃO’. De fato, na missão de
Iauareté – sua missão preferida –, ele fundou em
1994 um aspirantado para vocações indígenas.
Agora já temos quatro sacerdotes indígenas do
lugar e um bom número de jovens salesianos em
formação. Um caríssimo amigo do P. Benjamim,
Dom Edson Damian, Bispo de São Gabriel da
Cachoeira, Brasil – Amazonas, compartilhou na
Eucaristia de exéquias, em Manaus, no dia 7 de
maio de 2012, o seguinte testemunho:
“Dos seus 69 anos, o P. Benjamim doou 48 às
Te Testemunho
e sonho
de um grande missionário
O P. Benjamin Morando com o P. Vaclav Klement
A vitalidade juvenil das quatro Inspetorias polonesas faz-nos perceber um grande
recurso para a nova evangelização do Continente Europeu. Rezemos para que os
nossos irmãos da Polônia saibam caminhar com os jovens, ajudando-os a amadurecer
uma fé profunda e ativa, também nas sociedades pluriculturais e plurirreligiosas de
hoje.
Para que os jovens crentes na Polônia, confiando em sua vida cotidiana no
Sacratíssimo C. de Jesus, possam, cada vez mais, tornar-se verdadeiras
testemunhas de vida cristã, na Europa.
Intenção Missionária Salesiana
Empenho-me por viver, aprofundar e transmitir
o carisma de Dom Bosco em Bangladesh
O meu primeiro contato com as missões começou quando passei a fazer
parte do grupo missionário, no teologado, em Cracóvia, Polônia. Já na
primeira reunião-encontro fiquei fascinado pela atividade missionária
da Congregação. Depois da ordenação sacerdotal, o inspetor mandou-me
trabalhar numa escola salesiana, em Świętochłowice. Nessa escola cabiam-me
várias responsabilidades: era também o animador do grupo «Voluntários
Missionários Akwaba» – ramo do voluntariado ‘SWM’, de Cracóvia. Estive
envolvido com um grupo de jovens que estavam preparando uma colônia para
crianças e adolescentes, em Gana (África). Graças a essa experiência decisiva, o
meu desejo de ser missionário aprofundou-se e cresceu. Em Gana vivi e
experienciei uma grande satisfação. Dei-me conta de que o sorriso de uma
criança de favela vale mais do que qualquer outra coisa. Vi que o mundo tem
realmente necessidade de pregadores do Evangelho e de testemunhas de Cristo.
Esta experiência levou-me à decisão de manifestar o meu desejo de ser missionário. O Reitor-Mor mandoume
para a presença salesiana recém-iniciada em Bangladesh.
Em 2010, antes de partir, tive a oportunidade de participar do
Curso para Novos Missionários, em Roma e Turim. Durante esse mês,
tanto a possibilidade de encontrar-me com outros missionários quanto
a assistência às aulas e a escuta de experiências em clima de real
amizade ajudaram-me a aprender ‘como’ ser missionário. Entretanto,
foi só quando cheguei aqui, no Bangaldesh, que compreendi o alcance
e a utilidade de quanto se aprende no curso.
Sou imensamente grato a Deus por haver-me chamado a ser
um sacerdote salesiano. Dom Bosco continua o seu trabalho, também
hoje por meio de nós, Salesianos, e do Sistema Preventivo. Como
missionário em Bangladesh, onde a maioria é islâmica, sinto-me feliz
por viver, aprofundar e transmitir esta preciosa herança de Dom Bosco, num país em que a presença
salesiana conta apenas seis anos. Procuro praticar o Sistema Preventivo em minhas atividades missionárias
de todos os dias e de modo mui concreto, nos meus relacionamentos com os jovens do nosso internato, com
as crianças no oratório e com a povo em geral, na missão ultimamente aberta em Lokhikul.
Apesar de o Bangladesh ser um dos países mais pobres do mundo e com tantos problemas, quero bem
a este país e à sua gente. Uma coisa que procuro fazer todos os dias é ‘encontrar-me com o povo do lugar’.
P. Paweł Kociolek
Polonês, missionário em Bangladesh
Todos os números anteriores de ‘Cagliero 11’ encontram-se em purl.org/sdb/sdl/Cagliero
EUROPA -- Jovens criisttãos da Pollôniia
15 de jjunho de 2012 -- DIIA MUNDIIAL
DE ORAÇÄO PARA O SANTIIFIICAÇÄO DOS SACERDOTES