Conselho Recursos

Manual do Delegado Inspetorial para a Animação Missionária

Dicastério para as Missôes Salesianas

 

Editrice S.D.B.

Edizione extra commerciale

Direzione Genérale Opere Don Bosco

Via della Pisana, 1111 00163 - Roma

 

Stampa: Tip. "Don Bosco" - Via Prenestina, 468 - Roma - Gennaio 1998

 

Índice dos conteúdos  
Documentação e siglas 5
Apresentaga 7
I GÉNESE DA FIGURA DO DELEGADO INSPETORIAL -
PARA A ANIMAÇÁO MISSIONÁRIA  9
  • A tradição missionária salesiana
11
  • Eventos históricos significativos
 
  • Os Capítulos Gerais pós-conciliares
12
  • O Delegado Inspetorial para a Animação Missionária
13
   
II - A ANIMAÇÃO MISSIONÁRIA SALESIANA  15
  •  A animação missionária
 18
  •  A animação missionária na sua dimensão Antropológica
 
 e teológica 19
  •  A animação missionária salesiana
24
  •  Objetivos
 31
   
III - O DELEGADO INSPETORIAL PARA A ANIMAÇÃO  
MISSIONÁRIA - Identidade e atribuições 33
   
  • A Identidade do Delegado Inspetorial para a Animação Missionária
 35
  •  As atribuições do Delegado Inspetorial para a Animação Missionária:
 36
   
   
  •  - Promover o interesse pelas missões ad gentes
 
  • -Favorecer a formação de todos os membros da comunidade
 
 educativo-pastoral 39
2.3-Propor vias de concreta realização par facilitar o empenho pelas  
 missões ad gentes. 41
   
IV – ORGANIZAÇÃO 47
   
  •  A animação missionária salesiana em nivel Inspetorial
 49
  •  A animação missionária salesiana em nivel Regional
51
  •  A animação missionária salesiana em nivel Mundial
 52
   
CONCLUSÃO  53

 

Documentaçáo

GIOVANNI PAOLO II, Redemptoris Missio.

PAOLO VI, Evangelii Nuntiandi,

CONCILIO ECUMÉNICO VATICANO II, Costituzioni, Decreti,

Dichiarazioni. EDB, Bologna, 1992.

Costituzioni e Regolamenti - SDB. Roma 1984.

Capitulo Genérale 19° - SDB. Roma, ACG 244, 1966.

Capitulo Genérale Speciale 20° - SDB. Roma, 1971.

Educare alia Dimensione Missionaria, Dicastero per le Missioni Salesiane. Roma 1995.

DIREZIONE GENÉRALE OPERE DON BOSCO, L'ispettore Salesiano. Un ministero per l'animazione e il governo della Comunitá Ispettoriale. Roma, 1987 2.

DELEGACIÓN NACIONAL SALESIANA DE PASTORAL JUVENIL, La propuesta pastoral de la ANIMACIÓN MISIONERA SALESIANA, Madrid, 1991.

MELIDA Antonio, La figura del delegado inspectorial para la Animación misionera: responsabilidades, competencias, método, in Animación Misionera Salesiana. Primer Encuentro de Delegados Inspectoriales de

América Latina. Lima - 1991. Roma, 1991.

ODORICO Luciano,

Lectura misionera del CG XXIII: "Educar a los jóvenes en la Fe", in Animación Misionera Salesiana, Primer Encuentro de Delegados Inspectoriales de América Latina. Lima-1991. Roma, 1991.

Missionary Animation according to the Encvclical "Redemptoris Missio", in
Missionary Animation, First Meeting of the Provincial Delégales of Missionary Animation for Asia and Australia. Bangalore - 1992. Roma,
1993.

La prassi missionaria secondo la tradizione carismatica salesiana. Roma,
1997.

SOCOL Cario, Description of the Provincial Delegate for Missionary Animation:

Identity, Responsibility, Competence, Organization, in Missionary

Animation, First Meeting of the Provincial Delégales of Missionary

Animation for Asia and Australia . Bangalore-1992. Roma 1993.

VAN LOOY Luc, Animazione Missionaria. ACG 323.

VECCHI Juan E., Pastoraje Giovanile. una sfida per la comunitá ecclesiale. LDC 1992.

VIGANO Egidio, Appello del Papa per le Missioni. ACG, 336, aprile-giugno 1991.

Siglas

 

Siglas  
ACG Atti del Consiglio Genérale, Atos do Conselho Geral.
AM Animaçáo Missionaria.
AMS La propuesta pastoral de la Animación Misionera Salesiana. Madrid, 1991.
C = Constituções da Sociedade de São Francisco de Sales.
CGS Capítulo Geral Especial.
CG Capítulo Geral (19.20)
DIAM Delegado Inspetorial para a Animação Missionaria.
DOMISAL Jornada Missionaria Salesiana Mundial.
EDM Educare alla Dimensione Missionaria.
EN PAOLO VI. Evangelii Nuntiandi. 1975.
PGS,PJS Pastorale Giovanile Salesiana, Pastoral Juvenil Salesiana.
R = Regulamentos da Sociedade de Sõo Francisco de Sales.
RM GIOVANNI PAOLO II. Redemptoris Missio, 1990.

 

Apresentação

Caríssimo Padre Inspetor,

É com prazer que Ihe aprésente o "Manual para o Delegado Inspetorial para a Animação Missionária".

A Animação Missionária foi sempre uma caraterística da nossa Congregação desde seu nascimento, e sempre apresentou nosso empenho na missão ad gentes como traço essencial do nosso carisma.

Nestes últimos anos a nossa Congregação aprofundou a reflexão sobre a dimensão missionária do nosso carisma e tem sido muito incisiva ñas suas orientaçôes para um renovado empenho na espiritualidade, na educação dos jovens à fé e na resposta às novas urgências e apelos da missão ad gentes.

O fato de se dar tal atenção as missôes, suscitou entre os Irmãos um vasto movimento de generosidade, capaz de abrir novas fronteiras, de fundar a Igreja e de tornar o carisma salesiano presente em todas as culturas.

So recentemente se foi afirmando a figura do Delegado Inspetorial para a Animação Missionária, na medida em que crescia a renovada consciência missionária da Congregação e a visáo sempre mais orgánica do Projeto Educativo-Pastoral das Inspetorias.

A realidade de nossa Congregação é complexa, tem ritmos diferentes de caminhada e, embora todos se empenhem em favor DAS missôes ad gentes, nem todas as Inspetorias já encontraram caminhos e formas de animação global, orgânicos e complementares entre eles.

Venho, pois, Sr. Inspetor encorajá-lo a verificar a presença do empenho missionário ad gentes no Projeto Educativo-Pastoral da sua Inspetoria, a nomear o Delegado para a Animação Missionária, a estimular a colaboração dele com o Delegado para a Pastoral Juvenil e com os demais membros da equipe de pastoral juvenil da Familia Salesiana.

Confio aos seus cuidados este novo Manual. Ele é fruto de um longo trabalho do Dicastério para as Missôes e de uma atenta releitura por parte do Conselho Geral, de grupos de Inspetores, dos encontros de Delegados Pastorais para a Animação Missionária nas várias Regiôes, e das contribuiçôes informáis de outros irmãos.

Convido-o, por fim, a encorajar o Delegado Inspetorial para a Animação Missionária a que, no contexto de uma visão orgânica da pastoral juvenil salesiana, dê o máximo contributo seu para suscitar nos jovens o ardor da fé que os transforma em testemunhas e anunciadores fidedignos do Evangelho.

Padre Luciano ODORICO

Conselheiro Geral as Missôes

8 de dezembro de 1997

Festa da Imaculada Conceição

I - GÊNESE DA FUGURA DO DELEGADO INSPETORIAL PARA A ANIMAÇÃO MISSION ÁRIA
Breve visão histórica

O caráter missionário da nossa Congregação se coloca já nos inícios da nossa história salesiana; o ideal missionário, com efeito, foi sempre operante na atividade apostólica e educativa de Dom Bosco.

1. Na tradição missionária salesiana, já centenaria, foram de grande estímulo ao interesse e entusiasmo missionário, eventos e iniciativas como:

  • as expediçôes missionárias anuais;
  • os freqüentes dossiês missionários do Boletim Salesiano;
  • as cartas dos missionários;
  • as iniciativas de coleta de fundos para as missôes;
  • as visitas dos Superiores maiores aos aspirantados e casas deformação, etc.;
  • as publicaçôes de caráter missionário de vário gênero: vidas dos missionários, revistas, etc.

2. Nestes últimos decênios a Animação Missionária se foi delineando progressivamente através de eventos históricos significativos em nivel de Igreja, de Congregação e de sociedade, de modo particular:

  • a virada conciliar da eclesiologia;
  • a renovação pos-conciliar da vida religiosa;
  • empenho de cada Inspetoria em definir o próprio Projeto
  • Educativo-Pastoral;
  • desenvolvimento das novas fronteiras missionárias;
  • a progressiva tomada de consciência da dimensão
  • missionária de nosso carisma;
  • uma mudança de mentalidade da comunidade inspetorial pela progressiva tomada de consciéncia da comum vocação missionária e pela sua abertura a uma concreta reciprocidade missionária ou gemellaggio entre Inspetorias que enviam e Inspetorias que recebem;
  • a descoberta dos novos fenómenos de empenho social como a objeção de consciência, o voluntariado, a educação para a mundialidade; etc.

3. Os Capítulos Gerais pós-conciliares colocaram repetidamente em evidência os compromissos da Congregação inerentes à missão ad gentes, propondo estruturas e formas de animação missionária tais que ressaltavam sempre mais a necessidade de um Delegado Inspetorial para a Animação Missionária (DIAM). Citamos algumas contribuiçôes significativas:

  • a celebração da "Jornada Missionária Salesiana" e a criação de um Escritório Missionário Central a serviço da Animação Missionária 1;
  • a determinação das atribuiçôes do Conselheiro para as Missôes, como: "animar, coordenar e promover a atividade
  • missionária salesiana em todos os níveis" 2 ;
  • "as normas, em nível inspetorial, para a animação e a coordenação da ação missionária" 3;
  • a consciência missionária da comunidade inspetorial e local e "a participação dos leigos, especialmente da Familia salesiana, na ação missionária direta" 4;
  • incremento da literatura missionária salesiana, especialmente por parte do Centro de Estudo sobre as Missôes Salesianas e do Instituto Histórico Salesiano,
  • a nova atenção dada às missôes, em particular com os Projetos África, Ásia Oriental e Europa Oriental: esses Projetos são lançados e realizados com a participaçáo de quase todas as Inspetorias do mundo e, através deles, emergiu uma linha eclesial de Animação Missionária inspirada na reciprocidade missionária eclesial e congregacional;
  • a oferta anual (desde 1988) de um rico Dossiê Missionário multimídia, editado pelo Dicastério para as Missôes, a serviço da Animação Missionária inspetorial e local de toda a Congregaçáo.
4. O Delegado Inspetorial para a Animação Missionária
4.1. A proposta de um Delegado Inspetorial para a Animação Missionária

Falando do Projeto ÁFRICA, Padre Egídio Viganò se exprime assim: "Vós todos, caros irmãos, mas especialmente os Inspetores e os Delegados Inspetoriais, deveis saber animar com inteligência e constancia os varios grupos da Familia salesiana neste novo impulso missionário" .

É o Conselheiro para as Missôes, Padre Luc VAN LOOY (1984-1990), quem propôe: "Para coordenar os diversos setores da Inspetoria no campo missionário, para sensibilizar de maneira qualificada os irmãos e os jovens, o Inspetor escolhe um salesiano idôneo e capaz para delegado inspetorial"6.

4.2. O Manual do Inspetor

A primeira menção oficial a um Delegado Inspetorial para a animação missionária se encontra no Manual do Inspetor que afirma: "É atribuição de cada Inspetor promover o espírito e o empenho missionário" 7. Ele o fará fixando, con o seu conselho, "as normas para a animação e a coordernação da ação missionária" 8.

"O serviço de um delegado, que esteja presente e coordine seu trabalho com a comissão para a pastoral juvenil e a comissão inspetorial para a fortnação, e também a colaboracão com os outros grupos da Familia salesiana, podem tornar mais ampla e fecunda essa tarefa" 9.

Parece, porém, que a animação missionária ainda incida pouco. Na realidade, registra-se um maior empenho nas Inspetorias onde existe uma animação global "de qualidade", graças à coordenação alcançada pelo Delegado para a Animação Missionária dentro da equipe de Pastoral Juvenil 10.

II - A ANIMAÇÃO MISSIONÁRIA SALESIANA

"A Igreja é missionária por sua natureza, pois o mandato de Cristo não é algo contingente e exterior, mas atinge o coração mesmo da Igreja. Deriva daí que toda a Igreja e cada uma das Igrejas é enviada ao gentio" 11.

  • A globalização da missão empenha cada cristão a nao se eximir do empenho de evangelizar. A tensão missionária, com efeito, não conhece confins ad intra ou ad extra, nem se deixa limitar por posiçôes geográficas, situaçôes religiosas ou contextos culturais. "Cada cristão, onde quer que viva ou trabalhe, é enviado ao mundo, entre os que o circundam, para anunciar o Evangelho" 12.
  • A vocação salesiana nos coloca no coração da Igreja. Desde os inícios, Dom Bosco quis que tivéssemos um verdadeiro empenho pelas missôes ad gentes e transmitiu a toda a Família salesiana o ideal missionário come elemento constitutivo do seu patrimonio espiritual e apostólico. Os Salesianos, "vemos no trabalho missionário uma característica essencial da nossa Congregação" 13.
  • A dimensão missionária, além de ser parte essencial da herança carismática do Fundador, "foi e é ainda hoje um insubstituível elemento de novidade e de entusiasmo na missão e na vida de muitos irmãos. Ela representa verdadeiramente o posto avançado da missão salesiana e a expressão mais genuína da espiritualidade juvenil salesiana"14.
1. A animação missionária

Por animação missionária, entendemos: cada atividade desenvolvida para criar e manter viva na Igreja a consciência de sentir-se enviada a anunciar Jesus Cristo a todos os povos, e suscitar nos cristãos a necessidade de dar testemunho dele com generosidade, inclusive com a doação da própria vida.

Mais especificamente, a animação missionária:

  • promove o conjunto das atividade que a Igreja desenvolve de modo prioritário para anunciar o Evangelho "a quantos não conhecem ainda Cristo, redentor do homem"15, para enfrentar o desafio da nova evangelização e tornar-se interlocutora autorizada no diálogo ecuménico e ínter-religioso 16.
  • Fica pois explícito que a expressáo primeira e que qualifica toda a evangelização é a atividade especificamente missionária do primeiro anúncio. "Sem a missão ad gentes a Igreja ficaria privada de seu significado fundamental e de sua atração ejemplar" 17.
  • é importante porque, enquanto se mantém longe de imagens redutivas, presta mais atenção a tudo quanto constituí o seu fundamento, a capacidade de projetação e a criatividade pastoral, a complementaridade e a cooperação entre as Igrejas, a atenção as grandes transformaçôes do devir social e religioso hoje, as culturas emergentes, etc. 18 ;
  • pôe em evidencia:
    • a prioridade da primeira evangelização, a implantação da Igreja;
    • a dimensão universal da Igreja e a participação de todos os cristáos na sua missao salvadora;
    • empenho missionário nos territórios das antigas e grande religiôes, entre as etnias minoritárias, em zonas de novas fronteiras e novos areópagos 19;
    • a vida cristã que deve ser toda permeada pelo Espirito de Jesús para que dé frutos em abundancia, em ordem à difusáo do Evangelho 20;
    • empenho da catequese pela nova evangelização, privilegiando os itinerarios do catecumenato;
    • uma visão global da missôo da Igreja em seus conteúdos, métodos e atuaçôes práticas.
2. A animação missionária na sua dimensão antropológica e teológica

Pensamos que seja oportuno colocar em evidência alguns fundamentos que estão na base de toda animação missionária 21.

2.1 Fundamento antropológico

A pessoa humana é subjetividade e abertura ao outro, compreendida como responsabilidade pessoal e comunitária para com as necessidades dos outros. Isto orienta a existencia para:

  • Compreender-se a si mesmo como parte de um todo;
  • abrir-se aos horizontes e interesses universais;
  • assumir como próprios e participar pessoal comunitariamente ñas necessidades e nos problemas domundo.
  • A maturidade humana se revela quando a pessoa se realiza junto com os outros e é capaz de dar respostas concretas às situaçôes de carencia. A aceitação de si conduz geralmente a acolher o outro como hóspede bem-vindo à própria existência, a apreciar seus valores e a compreender-lhe os limites.
  • Além disso, o sentido de pertença a uma comunidade de povos cria no coração do homem a capacidade de "sentir" com os outros, de viver em comunhão e de partilhar, até abraçar um estilo de vida simples e sóbrio e assumir atitudes onde o ser conta mais que o ter e o dar gera mais alegría que o receber.

O horizonte da pessoa não para na historia. A capacidade do homem de entregar-se a si mesmo para que os outros tenham a vida, leva-o a abrir-se ao Valor Absoluto. A dimensão antropológica, conduz assim espontáneamente à busca do sentido e de verdade definitiva. Disso parte a instancia de unir-se aos outros na busca da fe 22.

2.2 Fundamento Cristológico
  • Não há alguma dúvida sobre o fato que o ponto de referência dos conteúdos e o modelo de inspiração da Animação Missionária seja o mesmo Cristo 23.
  • Tal referência absoluta a Cristo deve-se ao fato que Ele é quem revela definitivamente o plano de salvação do Pai, que Ele está com o Pai, e que Ele é a realidade divina que se tornou história humana .
  • Ele não só nos conta a vida íntima divina mas no-la comunica em si mesmo e através de si mesmo: é toda a sua pessoa, a sua mensagem e sobretudo o seu mistério pascal que nos levam para o Pai.
  • Jesus Cristo é o primeiro missionário, o missionário por excelência porque é o Mediador único: a sua vida é mensagem de salvação e a sua palavra e as suas obras são os instrumentos de animação para o encontró entre Deus e os homens 25.
2.3 Fundamento Pneumatológico
  • A missão única levada a termo por Jesús Cristo; de uma vez por todas é animada e acompanhada na historia da Igreja pelo Espírito Santo 26.
  • Espirito Santo, com efeito,   é o Espirito de Jesús Cristo; é o Espirito que procede do Pai e do Filho; é o Espirito que anima,
  • Também etimológicamente espírito e animação são sinônimos e indicam um ação transformadora que parte do interior das pessoas.
  • Na história da Igreja, a expansão missionária, e portante também a Animação Missionária, unida inevitavelmente a ela, foi sempre atribuída à ação do Espírito Santo 27.
  • A dimensão pneumatológica é a fonte da espiritualidade missionária. O Espirito Santo, com efeito, representa:
    • a surpresa da chamada missionária;
    • a graça e a coragem para anunciar o kerygma através de caminhos arduos e difíceis;
    • a segurança da perseverança na empresa evangelizadora;
    • entusiasmo pelo desafio da nova evangelização28.
2.4 Fundamento Eclesiológico

A Igreja é na historia o sinal e o sacramento de Cristo. Ela é o fruto da atividade missionária de Jesús, é animada e impelida constantemente à expansão missionária pela açáo santificante do Espírito 29. escopo da sua existência é a missão salvífica porque ela é essencialmente uma comunidade enviada para salvar a todos. A RM diz explícitamente que a missão revela a natureza mais íntima da Igreja30.

Consequentemente, a Animação Missionária é o instrumento da sua vivacidade pastoral e da sua espiritualidade.

  • A Igreja sempre sublinhou, ao longo de 20 séculos de historia, a essencial dimensão missionária, seja no território de cada Igreja particular seja em territórios missionários ad gentes 31. Ela fez da Animação Missionária a dimensão de todas as várias componentes de sua atividade de promoção humana, de evangelização e de implantação das Igrejas.
  • Através da Animação Missionária, a Igreja viveu a realidade enriquecedora da reciprocidade missionária entre as diversas Igrejas particulares. Essa reciprocidade tem sido por sua vez o instrumento da Comunhão da Igreja universal.
  • Intimamente unida ao fundamento eclesiológico, está a dimensão mañana da animação missionária: depois da Ascensão de Cristo; com efeito, os apóstolos, que eram o primeiro núcleo de Igreja, si reuniram no cenáculo "com Maria, a Mãe de Jesús"32, para implorar o Espírito e obter força e coragem para levar a termo o mandato missionário 33.
  • Maria é portante o modelo daquele amor materno  que deve animar todos os apóstolos da Igreja, que cooperam com a regeneraçáo e a salvação dos homens34. O itinerário percorrido por Maria, que se inicia com o fíat, sem condiçôes para a adesão à missão de Jesus, e que culmina na fidelidade martirizante da Cruz, é o paradigma do animador e do apóstolo missionário.
3. A Animação Missionária Salesiana
3.1  Animação Missionária Salesiana na Comunidade  Educatívo-Pastoral – CEP 35

A dimensão missionária é parte constitutiva e essencial do nosso ser de batizados e do ser Igreja. Cada comunidade é assim chamada a tornar-se missionária, isto è,a fazer da missão a sua razão de ser e de agir 36.

Ser "comunidade missionária" significa antes de tudo colocar-se a si mesma em estado de conversão e de missão, pronta a "ser visitada pelo Evangelho e a abrir-se àuniversalidade da Igreja" 37.

O carisma salesiano é explicitamente missionário, especialmente quando afirma a opção pelos jovens mais pobres que têm maior necessidade de ser amados e evangelizados, pelos jovens trabalhadores e as classes populares e a ação missionária junto dos povos não aínda evangelizados 38.

"O estilo missionário salesiano se caraterizam pela amabilidade, a alegría, a disponibilidade, a criatividade, a ousadia e o trabalho além de qualquer limite. Em alguns casos, vário missionários enfrentaram com coragem também o martirio" 39.

As implicaçôes dessas premissas solicitam cada comunidade educativo-pastoral a:

  • adquirir uma visão mais ampia de Igreja Universal a tal ponto que "um problema longínquo é também um problema nosso, que a solidariedade não tem fronteims, da mesma forma que a responsabilidade" 40;
  • sentir novamente o sopro de uma verdadeira e entusiasta animação missionária capaz de suscitar um renovado empenho de todos pelos últimos, pelos mais afastados, até as últimas conseqüéncias da sequela Christi;
  • fazer cair os preconceitos e crescer na compreensão e acolhida das pessoas de diversa proveniência, de raça diferente, de outro nível econômico e de outra fe religiosa, estudando as suas culturas e educando a si mesmos para a capacidade de diálogo ecumênico e inter-religioso;
  • buscar a colaboração dos leigos, em força do batismo comum, para que se envolvam e sejam co-responsáveis 41 pela missão ad gentes, até suscitar respostas generosas de voluntariado e de vocaçôes missionárias;
  • ver nas missôes uma escola onde a gente se educa à radicalidade evangélica, à santidade, ao otimismo e à alegria de cumprir uma missão querida por Deus.

Uma comunidade educativa animada pelo Espirito missionário, é aquela que se senté responsável pela missão da Igreja, que se empenha na paciente evangelização, que fica contente por enriquecer-se com as riquezas oferecidas pelos outros e de abrir-se às necessidades de todos, superando a tentação fácil de fechar o horizonte missionário a "própria" missão.

3.2 A Animação Missionária Salesiana na Pastoral Juvenil

A animação missionária é parte integrante da pastoral juvenil salesiana e, por isso, elemento essencial e transversal do projeto educativo-pastoral salesiano (PEPS).

  • Ela permeia e dinamiza a pastoral juvenil, abrangendo salesianos, grupos juvenis e membros da Família salesiana.
  • Em comunhão com a pastoral juvenil deve estar presente no conjunto do projeto educativo-pastoral:
    • nos conteúdos, tendendo decididamente para o empenho da primeira evangelização;
    • no estilo, encorajando a abertura a uma mentalidade de Igreja universal, à qualidade do diálogo ínter-religioso e ecumênico,  a disponibilidade para uma solidariedade operosa;
    • na escolha dos destinatários, renovando de forma mais decidida a opção pelos jovens pobres e necesitados 42
  • Uma animação missionária bem orientada:
    • acentúa, na pastoral juvenil, a opção prioritária pela primeira evangelização através do testemunho de vida, o anúncio explícito de Jesús Cristo, o sentido da universalidade da Igreja 43;
    • mobiliza todas as instâncias educativas e pastorais típicas do nosso carisma para sustentar a obra de "paciente evangelização e fundação da Igreja" 44 ;
      • qualifica a pastoral juvenil conferindo-lhe um horizonte, uma finalidade e uma sensibilidade especiáis no tocante à dimensão universal da praxis eclesial;
      • ilumina o caminho de educação à fé e de iniciação à espiritualidade juvenil salesiana mediante a proposta de metas, objetivos, atitudes e experiencias missionárias capazes de reconduzir os jovens às raízes da fé e fazer-lhes perceber o significado e a alegría da doação pelos outros 45;
      • abre o coração dos jovens e das comunidade aos grandes problemas da humanidade e desenvolve neles a capacidade de diálogo com outras culturas, religiôes e grupos humanos que pertencem a minorías étnicas 46;
      • suscita nos jovens o ardor da fé, que os transforma em testemunhas e anunciadores dignos de fé 47, provocando neles um forte questionamento sobre o próprio estilo de vida, sobre a capacidade deles de empenhar-se:
    • no voluntariado e nos grupos de animação missionária;
    • na acolhida e na educação das pessoas que provêm de raças, fé e culturadiferente, dos imigrados e dos refugiado, dos jovens que estão em perigo e que nao sao acompanhados 48;
    • na evangelização daqueles que não conhecem ainda Jesús Cristo e estão à espera do primeiro anuncio da salvação 49, etc.

A animação missionária e a pastoral juvenil orientara, pois, os jovens a amar a vida no sentido mais ampio: aberta à cultura e aos ideais, à partilha e à solidariedade; e os tornam capazes de ter coragem de sonhar, como Dora Bosco, mundos novos, pessoas novas 50.

3.3 Animação Missionária Salesiana e Pastoral Vocacional

"Na pedagogia salesiana da fé, a escolha vocacional é o êxito maduro e indispensável de todo crescimento humano e cristão" 51.

  • Cabe a uma autêntica animação missionária apresentar a vocação missionária dentro da pastoral vocacional, ajudando os jovens a "descobrir o próprio lugar na construção do Reino e a assumi-lo com alegría e decisão" 52 e a atribuir um sentido especial à própria existência: "Fazer déla uma confissão do valor absoluto de Deus e uma resposta ao seu amor" 53.
  • A realidade missionária abre sempre novos horizontes e revela zonas de fronteira onde está em causa o futuro do homem. Por isso ela possui uma forte carga de motivação capaz de sacudir as consciências e suscitar respostas generosas de empenho vocacional.
  • Dentro da pastoral juvenil, e em relação privilegiada com a pastoral vocacional, a Animação Missionária aprésenla a peculiaridade da vocação missionária (laical, religiosa e sacerdotal), como resposta máxima de gratuidade de uma pessoa ao chamado do Senhor.
  • Além disso, a Animação Missionária e a pastoral vocacional encontrara um terreno comum na educação dos jovens a valores, atitudes e participação, quais:
    • a gratuidade do serviço nos lugares mais humildes, incômodos e difíceis;
    • o sentido da mundialidade;
    • o dom total de si em experiências de voluntariado missionário a medio e longo prazo;
    • a capacidade de abertura e de diálogo para com pessoas provenientes de outras culturas denominaçôes religiosas;
    • o empenho generoso no serviço aos mais pobres e a quem não foi ainda revelado o amor de Deus;
    • o desejo de dar uma resposta generosa e ad vitam na missão ad gentes 54.
  • "Não ha testemunho sem testemunhas, como não há missão sem missionários" 55. O comum empenho entre os dois setores da animação missionária e da pastoral vocacional encentra a sua expressão ideal no cuidado e no desenvolvimento de vocaçôes missionárias em sentido estrito: "A vocação "especial" dos missionários ad vitam não constituí em si uma vocação de exceção em confronto com outros irmãos, mas antes a expressão mais viva e mais generosa da vocação de todos' 56.
  • "Fazei o que puderdes para ter vocaçôes quer para as Irmãs quer para os Salesianos" 57. "Os Salesianos vão para as missôes para lá permanecer. O seu empenho, respeitando embora as estaçôes do Senhor da messe, se carateriza por um imediato indigenato da Congregação.

Isso requer uma adequada inculturação no discernimento vocacional e um especial acompanhamento dos candidatos das minorias étnicas" 58.

A animação missionária reforça enfim a fé e a vocação de quem déla se encarrega. Nestes últimos decênios notou-se, e não a caso, uma coincidência do empenho missionário com a renovação da Vida Religiosa: "Nas missôes, com efeito, melhor se experimenta que o Evangelho é a preciosa "boa notícia" para hoje, e que a fé dos mesmos Salesianos se desperta proclamando o acontecimento do Cristo" 59. "È dando a fé que ela se fortalece" 60.

4. À luz de quanto exprimimos a respeito da animação missionária salesiana, emergem os seguintes OBJETIVOS:
  • Promover o interesse pelas missôes ad gentes na comunidade educativo-pastoral.
  • Favorecer a formação de todos os membros da Comunidade Educativo-Pastoral ao testemunho de vida e ao empenho de irradiar e comunicar a própria fé.
  • Propor caminhos de atuação concreta para facilitar na comunidade educativa o empenho pelas missôes ad gentes.
III - O DELEGADO INSPETORIAL PARA A ANIMAÇÃO MISSION ÁRIA - Identidade e atribuiçôes
1. A identidade do Delegado Inspetorial para a  Animação Missionária
  • Delegado Inspetorial para a Animação Missionária é a testemunha e o promotor do empenho da Inspetoria na missão ad gentes.
  • "Viver e trabalhar juntos é para nos Salesianos uma exigência fundamental e um caminho seguro para realizar a nossa vocação" 62. Para ser verdadeira obra de evangelização, a animação missionária é, por sua natureza, comunitária. O DIAM tem consciência disso e se esforça para trabalhar em sintonía com todos os organismos de animação Inspetorial.
  • O seu profundo senso eclesial faz dele uma pessoa capaz de organizar com eficácia iniciativas várias, tais que criam uma salutar inquietação missionária dentro da pastoral, para solicitá-la a sair dos seu estreitos horizontes e indicar sempre novos.
  • DIAM, da mesma forma que cada salesiano, "assume a responsabilidade da própria formação" 63. Além das qualidades e dotes pessoais, ele procurará adquirir outras competências como: o conhecimento dos contextos inter-religiosos, interculturais, a capacidade de comunicação e a e conduzir uma reflexão sobre o fato missionário.
2. As atribuiçôes do Delegado Inspetorial para a Animação Missionária

Para atingir os objetivos indicados no capítulo precedente, o Delegado Inspetorial para a Animação Missionária assume o encargo de traduzi-los em estratégias e realizaçôes na programação inspetorial do seu setor.

2.1 Promover o interesse pelas missôes ad gentes na comunidade educativo-pastoral.

As atribuiçôes que derivam deste primeiro objetivo são:

  • testemunhar a própria fé dando razão das opçôes e das motivaçôes que nos levam a assumir um certo estilo de vida.

O que qualifica a animação não é semente o saber fazer mas o ser e a capacidade de tornar acessível com a linguagem eloqüente da própria existência os valores que se querem transmitir e a experiência que se pretende fazer viver aos próprios destinatarios: "Somos missionários sobretudo por aquilo que se é, [...]e não tanto por aquilo que se diz ou se faz" 64

  • promover a informação e o conhecimento da atividade missionária em contextos culturas e sociais de outros povos, das possibilidades e dificuldades que encontram a evangelização e o trabalho dos missionários 65. Para tanto será útil:
  • promover um Centro de Documentação Inspetorial ou banco de dados, colocá-lo a disposição das iniciativas de animação missionária, e encorajar a comunicação deles no âmbito da comunidade educativa;
  • encorajar a atualização das noticias sobre as experiências de vida missionária na Igreja e na Congregação, nos noticiários Inspetoriais, no Boletim Salesiano local e em particular por ocasião do "boa noite" ou do "bom dia" do día 11 de cada mês, recordando a primeira expedição missionária 66;
  • favorecer a produção de publicaçôes e audiovisuais, a apresentação de mini-projetos, a assinatura de revistas missionárias e o fácil acesso a elas;
  • cuidar de maneira particular dos subsídios didáticos sobre ternas relacionados com o desenvolvimento, a mundialidade, o diálogo inter-religioso;
  • colaborar com os organismos missionários da Igreja local para um enriquecimento recíproco da informação, da formação e da realização conjunta das atividades.
  • manter os contatos com os missionários da própria Inspetoria ou de passagem.

Isso implica em:

  • informar tempestivamente as comunidade locáis da presença na Inspetoria dos missionários de passagem, para que eles, como testemunhas vivas e eloqüentes da missão ad gentes, narrem a história da sua decisão ad vitam, comuniquem a alegría da sua doação, transmitam a sede da verdade e documentem autorizadamente a força transformadora do Evangelho 67;
  • programar com eles, em nível Inspetorial encontros, foruns, jornadas de formação missionária;
  • tornar presentes aos irmãos missionários da própria Inspetoria os cursos de missionologia e outros cursos de formação missionária nos vários Centros de estudo e Universidades, como também dos encontros de formação e de avaliação organizados para os missionários que trabalham na Inspetoria;
  • conhecer e manter os contatos com as familias dos missionários da própria Inspetoria, organizando com eles encontros de confraternização e de informação missionária dos quais participe também a Familia salesiana.
  • reavivar o sentido de pertença àúnica missão da Igreja e da Congregação.

Para tal fim, o Delegado Inspetorial para a Animação Missionária se preocupará com a formação dos Salesianos e dos Grupos da Família salesiana da Inspetoria e procurará manté-los informados sobre:

  • a reflexão, as propostas e as eventuais diretivas que emanam do Centro da Congregação:
  • as cartas do Reitor Maior sobre as Missôes;
  • iniciativas,   as   publicaçôes   e   as  orientaçôes   do Conselheiro do Dicastério para as Missôes;
  • os projetos de desenvolvimento propostos na Jornada Missionária Mundial e Salesiana;
  • as propostas de formação permanente dos missionários em nível mundial.
  • as iniciativas de animação missionária promovidas em coordenação com a equipe de pastoral juvenil e com os outros ramos da Família salesiana, em particular as de caráter missionário e de participação responsável em estratégias de empenho nas áreas apresentam maior perigo ou socialmente mais carentes;
  • as manifestaçôes, as celebraçôes e os encontros eclesiais de caráter missionário, em particular as da Pontificia Obra Missionária nacional, das outras Congregaçôes missionárias, da Caritas nacional e diocesana, das Comissôes locais de justiça e paz ...
2.2 Favorecer a formação de todos os membros da Comunidade Educativo-Pastoral no testemunho de vida e no empenho de irradiar e comunicar a própria fé.

A informação sobre a atividade missionária vai além da curiosidade e do interesse ocasional. Ela convida àuniversalidade, educa àreflexão sobre o significado dos fatos, problemas e culturas interdependentes entre eles, ilumina a percepção da experiência religiosa presente nos povos como tratando-se de uma busca universal do absoluto, até chegar à compreensão da historia habitada e guiada por Deus 68.

No setor da formação, as atribuiçôes do DIAM se estendem quer aos conteúdos que as vias de acesso a eles:

  • formar uma consciência missionária ad gentes tal que torne cada um consciente de ser mandado a irradiar a própria fé e Ihe faça sentir, como uma espécie de força interior que impele, a necessidade de comunicar aos outros as razôes da própria esperança: "Para mim evangelizar é um dever. Ai de mim se não pregar o Evangelho" 69. Sirvam a esse fim os tempos fortes do ano litúrgico, o outubro missionário, a Jornada Missionária mundial salesiana (DOMISAL), as expediçôes missionárias, etc.;
  • fazer com que nos programas de formação inicial e permanente da Comunidade Educativo-Pastoral (CEP) estejam presente os temas específicos de missionologia sistemática, come a missão da Igreja, uma abordagem a respeito do ecumenismo, do diálogo inter-religioso e da inculturação, a história das missôes salesianas, as figuras típicas de missionários, etc.;
  • sublinhar os conteúdos catequéticos explicitamente missionários nos itinerarios de educação dos jovens à fé, em particular: a urgência do Reino, a chamada universal de todos os homens à salvação, a missão da Igreja de ser "sinal e instrumento" de tal vocação no mundo, a aprendizagem das "vias da missão: pobreza, mansidão, aceitação dos sofrimentos e perseguiçôes, desejo de justiça e de paz, caridade, ou seja, as mesmas Bem-aventuranças, traduzidas na vida apostólica" 70;
    • favorecer iniciativas de solidariedade tendentes a criar novos modelos éticos de comportamento porque "a fé sem as obras está morta" 71 ;
    • propor um caminho espiritual de conversão permanente confrontando a própria vida com o querigma pascal: tal atitude é essencial a cada tipo de primeira ou nova evangelização, fazendo do próprio testemunho uma "entrega" livre e alegre da própria fé. Será útil organizar para esse fim jornadas de espiritualidade missionária ou cursos de exercícios espirituais animados por missionários ou por pessoas competentes em missionologia.
2.3 Propor vias de atuação concreta para facilitar na comunidade educativa o empenho pelas missôes ad gentes.

Comunicação e formação à dimensão missionária ad gentes si apoiam em propostas e estruturas concretas de animação aptas para criar e sustentar as atitudes de pertença eclesial, de serviço e de empenho pelas missôes. Para isso, o Delegado Inspetorial para a Animação Missionária terá o encargo de:

  • elaborar e oferecer à comunidade educativo-pastoral um PROJETO de ANIMAÇÃO MISSION ÁRIA simples, concreto e realístico. Tal "projeto":
    • será integrado - não justaposto - no Projeto Educativo Pastoral Salesiano em nivel Inspetorial e local72 para oferecer uma releitura do mesmo com a ótica das missôes ad gentes;
    • saberá propor e verificar empenhos, atividades e experiências de abertura à mentalidade da Igreja universal, universal,educando para atitudes de gratuidade, de serviço e de empenho a longo prazo  em presentas missionárias de fronteira 73 ;
    • terá em conta as indicaçôes do Documento Educare alia Dimensione Missionaria seja na elaboração do Projeto indicado ácima, seja nos encontros de formação missionária com os jovens animadores do movimento juvenil salesiano.
  • favorecer o  nascimento e o desenvolvimento dos grupos missionários, assegurando-se que:
    • trabalhem dentro do Movimento Juvenil Salesiano para manter viva nos jovens e nos animadores a consciência, a abertura e a capacidade de resposta aos setores mais necessitados da própria área geográfica e às presenças missionárias ad gentes de fronteira74;
    • tenham uma formação específica bascada nos conteúdos da missão ad gentes, mesmo se deverão assumir, de acordó com os lugares e os momento, formas e prazos diversos. Podem desenvolver-se como:
      • grupos de reflexão e de estudo para aprofundar as informaçôes recebidas e fazer conhecer melhor a atividade missionária da Igreja universal, os povos, as culturas, as religiôes dos povos longínquos e dos imigrantes, os contextos de fronteira "em perigo" onde os missionários são mais expostos, etc.;
      • grupos de trabalho para coordenar a realização de determinados projetos e mini-objetivos,mantendo os contatos com pessoas ou países e fazendo conhecer a realidade concreta destes 75.

"O despertar da consciência missionária para obter novas níveis de fé de empenho é típico dos grupos e movimentos que têm um interesse específico pelas missôes, o desenvolvimento dos povos, a colaboração internacional: a experiencia missionária se transforma entáo em itinerario de crescimento e de maturacáo da fe"16.

  • encorajar e desenvolver o voluntariado missionario salesiano entro do conjunto do voluntariado salesiano promovido pela Inspetoría77.

Para isso, o Delegado Inspetorial para a Animação Missionária, de acordó com o Delegado Inspetorial para o Voluntariado:

  • faça que os candidatos ao voluntariado missionário sigam um itinerário formativo, mínimo de um ano, segundo os programas existentes em nível nacional e interinspetorial;
  • prepare os voluntários missionários para saber inserir-se no projeto educativo da Inspetoría que os recebe, para ter uma atitude de escuta e de "abertura à mundialidade, à interculturalidade, ao diálogo ínter-religioso e ecumênico" e para reservar um espaço ao empenho mais direto com a fronteira da evangelização78;
  • estabeleça com as comunidades que acolhem os voluntários um programa formativo e de trabalho e acompanhe os voluntários na experiência que eles fazem;
  • ajude as comunidades que acolhem os voluntários missionários para que resolvam com eqüidade e discrição algumas condiçôes próprias da vida mesma dos voluntários, como o salário mínimo, a habitação, o pecúlio, as viagens, a volta à patria ...;
  • saiba permanecer em contato com os voluntários também quando retornam para que sejam testemunhos vivos na comunidade cristã que os enviou e contribuam com a riqueza da sua experiência na formação de outros voluntários e na animação dos grupos missionários;
  • sensibilize a comunidade educativo-pastoral para que se mentalize em uma "cultura do voluntariado", acentuando que:
    • "o voluntariado missionário faz com que se perceba melhor a comunhão e a troca de riquezas entre comunidades cristãs e constituí a ponte humana que torna possível a reciprocidade missionária" 79;
    • o voluntariado missionário salesiano é a expressão mais madura na qual confluí a formação salesiana, concretiza, a um nível qualificado, a idéia que Dom Bosco tinha do cooperador salesiano 80.
  • movimentar a comunidade educativo-pastoral na celebração da Jornada Missionária Mundial e Salesiana. Para isso será útil:
    • fazer preceder tal "Jornada" por uma preparação em todas as comunidades locáis, empenhando os encarregados da animação missionária e estimulando a sua criatividade;
    • utilizar a tal escopo os vários meios de que se dispôe: o material enviado pelo Dicastério para as Missôes Salesianas, a multiplicação dos eventuais subsídios que ele contém, o fruto da própria criatividade, o noticiário Inspetorial, o Boletim Salesiano local, os subsídios das PP.OO.MM.;
  • sensibilizar e educar a comunidade cristã e os jovens em particular, ao dever de contribuir também economicamente para a obra missionária, motivando a destinação dos fundos, agradecendo aos doadores e informando-os do andamento dos projetos.
IV – ORGANIZAÇÃO

A Animação Missionária necessita de estruturas organizativas que Ihe dêem consistência e continuidade.

É útil recordar que as seguintes orientaçôes devem ser apreciadas segundo a realidade da própria área geográfica, as possibilidades concretas da Inspetoria e integradas no próprio Projeto Educativo-Pastoral 81.

1. A ANIMAÇÃO MISSION ÁRIA SALESIANA EM NÍVEL INSPETORIAL
1° "O Inspetor, de acordó com o seu Conselho, nomeie um Delegado Inspetorial para a Animação Missionária" 82.

Com sentido de sadio realismo, levando em conta as prioridades programáticas da Inspetoria e o interesse de todos os setores de animação, procure-se que:

  • DIAM seja uma pessoa que tenha certa experiência no setor das missôes ad gentes, que tenha tempo suficiente para exercitar o seu trabalho e que seja encorajado nele, para uma maior garantia da efic´scia na animação deste setor 83;
  • o DIAM mantenha-se em estreito contato com o Conselho Inspetorial e seja convidado a participar das reuniôes quando se devesse tratar ou aprovar projetos pastorais da Inspetoria que dizem respeito ao setor de sua competência;
  • DIAM se interesse por enviar ao Dicastério para as Missôes material e sínteses das atividades missionárias significativas, esquemas e programação da formação à dimensão missionária, celebraçôes, estudos e pesquisas de utilidade comum para uso mais ampio na Congregação.
2° - O DIAM esteja efetivamente presente no organograma da animação pastoral da Inspetoria.

Para isso, ele:

  • Q participa dos diversos encontros de programação e de animação da Inspetoria;
  • aprésenla ao Inspetor e ao seu Conselho o plano de animação missionária, dentro do Projeto Educativo-Pastoral da Inspetoria;
  • faz parte integrante da equipe de pastoral juvenil;
  • coordena as atividades e as iniciativas Inspetoriais de caráter missionário: jornadas e campanhas missionárias, grupos missionários existentes nas várias casas, formação dos voluntarios missionários84;
  • verifica a presença da dimensão missionária nos programas de educação dos jovens a fé e no acompanhamento vocacional;
  • suscita a sensibilidade missionária nas comunidades formadoras da Inspetoria mediante grupos missionários, reuniôes, jornadas, informaçôes, visitas, campanhas missionárias, etc.;
  • ajuda as comunidades locais a planificar e interessar a inteira comunidade educativa local na animação missionária está em relação com os grupos da Família salesiana no que concerne a animação missionária promovendo com eles as atividades missionárias ad gentes;
  • mantém os contatos com os missionários da própria Inspetoria e aproveita da vinda deles à pátria para coordenar com eles visitas e jornadas de formação missionária;
  • constituí um grupo de colaboradores leigos, que possivelmente representem a Família Salesiana, e com os quais ele dividirá o próprio trabalho de animação.
2. A ANIMAÇÃO MISSION ÁRIA SALESIANA EM  NIVEL REGIONAL
  • As Conferencias Interinspetoriais (ou Regionais) escolham um Inspetor a quem fazer referência para a animação missionária na Região, auxiliado por um irmão que coordene:
    • a programação interinspetorial da animação missionária;
    • os encontros regulares dos Delegados Inspetoriais para a Animação Missionária, possivelmente junto com os da Pastoral Juvenil;
    • o intercâmbio de experiências missionárias ad gentes;
    • a formação para o voluntariado missionário;
    • formação permanente dos missionários;
    • a participação dos missionários que retornam à pátria, na animação missionária das Inspetorias.
  • Os responsáveis das Conferências Interinspetoriais (o Regionais) chamem a atenção dos Organismos competentes para que os programas de estado ñas casas de formação prevejam cursos relacionados com a missionologia, com a historia das missôes salesianas bem como para que façam com que os jovens salesianos em formação se envolvam come animadores de grupos missionários e de experiências de voluntariado nos países de missão.
3. A ANIMAÇÃO MISSION ÁRIA SALESIANA EM NÍVEL MUNDIAL
O Dicastério para as Missôes Salesianas:
  • valorize os cursos de missionologia organizados pela Universidade Pontifícia Salesiana para a formação permanente de missionários e por outros Centros acadêmicos; facilite também a participação em outras iniciativas análogas;
  • favoreça o intercâmbio de noticias atualizadas das missôes, as experiências de voluntariado missionário, os itinerários formativos para grupos missionários, a elaboração de um banco de dados sobre as Missôes Salesianas;
  • encoraje os Salesianos, que desejarem consagrar a sua vida às missôes ad gentes, a enviar seu pedido diretamente ao Reitor Mor;
  • valorize o Boletim Salesiano, segundo a nossa tradição, como órgão de informação e difusão missionária, tendo cuidado também de colaborar com os outros serviços de comunicação, como ANS, os Atos do Conselho Geral, os cadernos ou outros subsídios para a animação, do Dicastério para as Missôes.
CONCLUSÃO : À luz da Espiritualidade Missionária

Educar à dimensão missionária e manter viva a consciência do empenho com a missão ad gentes é uma tarefa gratificante que envolve toda a pessoa e a coloca nos postos avançados da construção do Reino de Deus.

O Delegado Inspetorial para a Animação Missionária sabe que recebe este encargo como vocação especial, a qual empenha os seus recursos pessoais de formação, de capacidade contemplativa e de concreta realização apostólica.

  • Quem quer empenhar-se em favor da missão deve hoje tornar-se capaz de confronto aberto, "inteligente e de propostas - na realidade social complexa dos povos de todos os continentes - de compreender as tendências culturáis, de tentar o anúncio no coração da vida, de interpretar as novas linguagens" 85.
  • O esforço de inculturação requer um trabalho paciente de primeiro anúncio, a capacidade de testemunhar com franqueza a radicalidade das próprias escolhas, a competência no saber dialogar com liberdade e convic9áo, a humildade no saber receber e aprender dos outros.
  • "Animar" é um arte que se deve aprender, um dom de Deus, igual àquele da oração e da fraternidade. O animador missionário sabe que a sua força interior lhe vem do Espírito, é Ele a fonte à qual atingir continuamente as próprias energias. A criatividade, a capacidade organizadora, a planificação, por importantes que sejam, têm necessidade de uma profunda espiritualidade.
  • A sua capacidade contemplativa se revela além disso na docilidade ao Espirito que o transforma em testemunha corajosa de Cristo e anunciador iluminado da sua Palavra. A conformação a Cristo e a comunhão íntima com Ele são necessárias para que seja capaz de desapego, de êxodo, de renúncia e de inserção humilde entre a gente para fazer-se tudo a todos.

Diz a RM: "Antes aínda da ação, a missão é testemunho e irradiação, exige uma espiritualidade específica, a Comunhão íntima com Cristo. O missionário, se nao é um contemplativo, não pode anunciar Cristo de modo credível.

Ele é uma testemunha da experiência de Deus" 86.

A interioridade apostólica è, por fim, a qualidade do missionário que trabalha como se visse o invisível, que vive no êxtase da ação, que torna a sua fé operosa, capaz de difundir a própria interioridade.

O que torna autêntica a animação missionária é a solidez  eclesial: o missionário não vive à margem da Igreja, ma opera nela e para a sua edificação 87; "é levado pelo zelo pelas almas, vive a sua caridade para com todos, especialmente para com os mais pequeños e pobres, supera as fronteiras e as divisôes de raça, casta ou ideología; o seu amor é sem nenhuma exclusão nem preferência" 88.

Quem faz a experiência do chamado para a missão ad gentes, ou para ser o educador de quem è chamado, senté dentro de si a necessidade de abrir-se à missão universal da Igreja, de mudar o modo de viver a própria vida, e de testemunhar a alegría de ter encontrado em Jesús o conteúdo, o estilo e a motivação da entrega de si a Deus e ao próximo.

 

Cfr.CG19.pp. 179-180.

CGS, 478.

R 18.

4  CGXXI, 146-147. 12

5 ACG 297, Luglio-Settembre, 1980, p. 25.

6 ACG323, Ottobre-Dicembre 1987, pp.45-46.

7 R18.

8 L'Ispettore Salesiano. Un ministero per l'animazione e il governo della Comunitá Ispettoriale. Roma, 19872, n° 207.

9 ID., n°207.

10 Um grande impulso à Animação Missionária é a figura do DIAM veio nestes últimos anos de documentos e iniciativas, como:

§ A Encíclica "Redemptoris Missio".

§   A carta do Padre E. VIGANÓ, Appello del Papa per le
(ACG, 336).

§   Os encontros dos DIAM, nestes dois últimos sexenios, Roma 1987;
Hua-Hin - 1989; Madrid - 1989; Lima - 1991; Bruxelas - 1991;
Bangalore -1992, Roma -1994, Belo Horizonte -1995.

§  La propuesta pastoral de la Animación Misionera Salesiana. Madrid 1991.

11 RM 62; Me 16,15; ITim 2,4-5; AG 2; RM 1.

12 VECCHI J. E., Pastorale giovanile. Una sfida per la comunitá ecclesiale. Torino, LDC 1992, p. 293. Cfr. RM 33.

13 C 30.

14 ODORICO L., Programmazione del Dicastero per le Missioni, Sessennio 1996-2002, p. 2.

15 M31.

16 Cfr. ODORICO L., Missionary Animation according to the Encyclical "Redemptoris Missio", in Missionary Animation, First Meeting of the Provincial Delégales of Missionary Animation for Asia and Australia .

Bangalore - 1992. Roma, 1993.

17 RM34; Cfr. VIGANO E., oa, 19.

18  Cfr. RM 83; VIGANÒ E:, o.c.. 20.

19 Cfr. ODORICO L., La prassi missionária secondo la tradizione carismatica salesiana. Roma, Dicastero per le Missioni, 1997, p. 7. 20 Cfr. Gv. 15,5; RM 77.

21 Cfr. ODORICO L., Missionary Animation according to the Encyclical "Redemptoris Missio", in o.c., 22-26.

22 Cfr. EDM, pp.l2-13. 24-25.

23  Cfr. RM 88.

24  Cfr. Atti 4,10.12.

25  Cfr. 1Tim. 2,5-7.

26  Cfr. RM 24; Atos 1,8; 2,17-18.

27 Cfr. RM 21.

28 Cfr. RM 87.

29 Cfr. RM 28.

30  Cfr.RM 9.18.20.26.

31   Cfr.RM 33.

32   Atos 1,14.

33   Cfr.RM 92.

34   Cfr.VIGANÒ E. 0.c., 38.

35 Cfr. VECCHI J.E., La comunità educativa pastorale. SDB, Roma, 1981.  36 Cfr. CG23, 217.

37 EDM, p. 47.

38 Cfr. C 26.27.29.30.

39 ODORICO L., La prassi missionária secondo la tradizione carismatica salesiana. Roma, Dicastero per le Missioni, 1997, p. 9.

40 VECCHI J.E., Pastorale giovanile, una suda per la comunitá ecclesiale. Torino, LDC 1992, p. 299.

41 Cfr. CG24, 180; cfr. também CG24, Indice temático analitico, os  verbetes: evangelizzazione e missione.

42 Cfr. VIS, Camminare insieme, 1993, 4.

43 Cfr. AMS, p. 14; EN 80.

44 C 30.

45 Cfr. EDM, os capítulos 2 e 3, pp. 22-41.

46 Cfr. R18;CG24, 183.

47 Cfr. CG23, 93.

48 Cfr. VECCHI J.E., "Si commosse per loro" (Mc 6,34). Nuove povertà, missione salesiana e significativitá. ACG 359, pp. 27-29.

49 Cfr. EN 72; RM 34; CG23, 93.

50 Cfr. VIGANÓ E., Confronto Don Bosco 88; in EDM p. 36.

51 CG23, 149; Cfr. C 37.

52 CG23, 150.

53 CG23, 156.

54 Cfr.RM65.

55 RM61.

56 VIGANÓ E., o.c., 11.

57 BOSCO G., in CERIA E.  (aos cuidados de), Epistolario di S. Giovanni Bosco, IV. Lettera n. 2556. SEI, Tormo, p. 332.

58 ODORICO L.. o.c.. p. 8.

59 Cfr. VIGANÓ E., o.c.. 34.

60 RM2.

62 C 49.

63 C 99.

64 RM 23; Cfr. CG24, 151; E. VIGANÓ, o.c., p. 34.

65 Cfr. AMS,p. 16.

66 Para este fim se traduzam na própria língua e se sigam as propostas já apresentadas, como por exemplo as do Volontariato Internazionale allo Sviluppo (VIS), via Appia Antica, 124 -00179 Roma. O Dicastério para as Missôes agradece antecipadamente quantos poderão comunicar-lhe, em Espírito de reciprocidade, iniciativas dessa natureza.

67 Cfr. VECCHI J. E., o.c.. p. 297.

68 Cfr. ID., p. 296.

69  ICor 9,16; Cfr. 1Pt 3,15; AMS, p. 17.

70  RM 91; Cfr. Mt 5,1-12.

71  Ge 2,17. 72 Cfr. EDM, pp. 45-46.

73  Cfr. EDM, p. 47.

74  Cfr. EDM, p. 47, VIS, p.

75 Cfr. AMS, pp. 22-23.

76 VECCHI J.E., o.c., pp. 294-295.

77 Cfr. Direzione Genérale Opere Don Bosco, Volontariato e Missione Salesiana, Roma, 19972.

78 Cfr. Volontariato e Missione Salesiana, p. 17.

79 EDM,p. 41.

80 Cfr. VIS, Camminare insieme. 1993, p. 39.

81   As orientacoes deste capítulo foram ja delineadas globalmente no Documento del Dicastério:  "Educare alia Dimensione missionaria". Roma, 1995.

82 R 18; L'Ispettore Salesiano, 207.

83 Cfr. EDM, p. 51.

84 Cfr. EDM,pp. 50 e 51.6.

85 VECCHI J.E., "lo per voi studio", in ACG 361, pp.14.

86  RM 26.87.88.91.

87   Cfr. VIGANÓ E., o.c., pp.36-37.

88 RM 89.