Dicastérios

Cagliero11 e Intenção Missionária Salesiana - Maio de 2021

Cagliero11 e Intenção Missionária Salesiana - Maio de 2021

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INTENÇÃO MISSIONÁRIA SALESIANA

À LUZ DA INTENÇÃO DE ORAÇÃO DO SANTO PADRE

O mundo das finanças

Pela justa distribuição e regulamentação dos fundos na África do Sul, Lesoto e Essuatini

Rezemos para que os responsáveis pelas finanças colaborem com os governos para regulamentar os mercados financeiros e proteger os cidadãos dos seus perigos.


CAGLIERO11_149, MAIO de 2021

 

Caros irmãos e amigos,

estamos a viver num “mundo de duas velocidades”. Como salesianos sentimos logo que se, por um lado, “se criam riquezas”, por outro, “se erguem desigualdades”. Também os nossos centros juvenis gostariam de ajudar; mas, com frequência, para fazer mais e melhor, lhes faltam os meios (pessoal, dinheiro). Como “advogados” dos jovens, há que aumentar, de modo ainda mais radical e honesto, o nosso empenho por eles, lembrando que em cada jovem está o Senhor Jesus a esperar por nós.

Se estivermos realmente convencidos disso, acharemos também os meios para financiar os nossos projetos. Para saber se a nossa “economia salesiana” está ou não funcionando de modo eficiente, há que ver se fomos capazes de mostrar aos outros as “pegadas de Deus” presentes em nosso mundo, em nossos Jovens: porque esta é a coisa mais importante!

Sr. Jean Paul Muller SDB
Ecônomo Geral

O MISSIONÁRIO E O DINHEIRO

 

- “Devemos estar atentos com o dinheiro. O dinheiro é, eufemicamente, o ‘adubo’ do diabo!" – adverte o missionário novato.

- "É verdade! Mas precisamos dele para ‘fertilizar’ o terreno missionário" – pondera o missionário veterano.

Nem a profissão religiosa nem a ordenação sacerdotal lhe provoca qualquer mudança física: o missionário precisa das coisas tanto quanto todos os demais ‘seres humanos’. Diga-se o mesmo das pessoas que ele evangeliza. Elas também precisam das coisas: com muita frequência, não têm nem sequer com que satisfazer as suas necessidades mais básicas.

Os recursos materiais são indispensáveis para o missionário.

As fontes aonde buscar tais recursos variam enormemente.

  1. Um missionário pode ganhar através do uso produtivo de terrenos, de edifícios e de outras propriedades da sua instituição, como pagamento pelos serviços que presta (mensalidades escolares, ‘royalties’, etc.).
  2. Pode negociar com as Autoridades civis para beneficiar-se de projetos governamentais para a instrução, a saúde, a assistência social, etc.
  3. A maior parte das empresas e sociedades sentem a necessidade de "restituir alguma coisa à Sociedade": e esta pode ser outra fonte de sustento.
  4. Muitas fundações, ‘múltis’ e outras organizações, podem doar dinheiro em favor de projetos bons; algumas também em favor de atividades religiosas.
  5. Mais uma fonte: as doações e as ofertas da igreja, regulares ou por ocasiões especiais; ou por serviços especiais.

Um bom missionário possui fontes diversificadas de fundos, advindas de cada uma das categorias elencadas acima. Mas deve ser sensato relativamente a elas. Não pode, p. ex.: criar de si uma imagem mais de pessoa de negócios que de missionário; ou ser visto como alguém que compra ou vende sacramentos e bênçãos; ou aceitar doações de corruptos e de sociedades empenhadas em atividades de valores morais mui discutíveis...

Há que ser sumamente transparente e respeitoso das intenções dos doadores e fazer um uso judicioso do dinheiro existente. Se o missionário servir os mais pobres, for moderado, for transparente e eficiente..., o povo logo perceberá. E os meios não lhe faltarão.

O dinheiro é um meio necessário para o missionário poder realizar a sua missão. Mas não passa de um meio. Nunca poderá substituir o objetivo missionário principal: amar e servir o povo.

P. George MC Menamparampil SDB
Solidariedade missionária salesiana

Para Refletir e Partilhar

  • Em que aspecto da minha vida gostaria de aprender a poupar mais?
  • Como utilizo os fundos que me foram confiados para o bem dos outros?

 

QUANTO A LÁ IR, SOU MUITO OTIMISTA

 

Dieudonné, por que deseja ir para a Ásia Oriental? E como se prepara para essa missão?

A Ásia Oriental é de fato uma terra de missão. Mas uma terra que não escolhi e na qual nunca tinha pensado. Logo depois da minha indicação, em 6 de agosto de 2020, dia da Transfiguração do Senhor, disse a mim mesmo: é Deus que me quer ali. Rezei e confiei essa minha missão tanto a Nossa Senhora quanto aos outros dois santos mártires salesianos, Luís Versiglia, bispo, e Calisto Caravário, sacerdote. Ia assim me preparando espiritual e psicologicamente para deixar minha família, meu país, meu continente, pela missão salesiana 'ad gentes’. Como a Ásia Oriental era uma terra que desconhecia, perguntava-me como iria ser a minha integração, também porque há as línguas mais difíceis do mundo. Sinceramente, estava preocupado. Entrementes, comecei a estudar também o inglês básico, porque aonde devo ir se fala também o inglês.

E qual foi a reação dos seus?

Nasci de pais são cristãos católicos. Os dois ainda vivem. Eu sou o quinto de seis filhos: três meninas e três meninos, cada qual já com sua pequena família. Quando disse que fora destinado para a Ásia Oriental, a primeira reação de todos, pais e irmãos, foi uma pergunta: ‘Por que tão longe?’. Respondi com um tanto de ironia: ‘Longe de quem? Seguir a Cristo mais de perto não cria distâncias’. Só lhes pedi que me lembrassem em suas orações.

Você tem uma grande experiência com grupos missionários. O que são?

Os grupos missionários se compõem de alguns jovens cristãos empenhados em participar ativamente do mandato de Jesus para com os outros. Frequentei alguns grupos missionários no Congo, durante a minha formação inicial: em Kansebula, Uvira, Goma (Shasha). Todos esses grupos me ajudaram a estar mais perto ‘do outro’, particularmente do mais necessitado. Descobri também a riqueza das diferentes experiências missionárias diretamente dos que já eram missionários. Mas acho que os grupos podem ajudar muito na sensibilização missionária dos demais cristãos.

Diedonné Mulungoy SDB
Nasceu em Lubumbashi, República Democrática do Congo.
Conheceu os Salesianos desde a infância e foi aluno das FMA.
Aos 23 anos fez a primeira Profissão religiosa como SDB na Inspetoria da África Central (AFC).
Laureou-se em Filosofia e Ciências da Educação.
Atualmente continua a sua formação inicial ainda na RD Congo.
Como membro da 151ª Expedição Missionária, sua missão será na Ásia Oriental.

 

FORUM

 

POBREZA GLOBAL

9,2% do mundo, ou seja, 689 milhões de pessoas vivem em condições de pobreza extrema.

Já 1,3 bilhão de pessoas, em 107 países em vias de desenvolvimento, vive numa situação de pobreza multidimensional.

  • Pobreza EXTREMA quer dizer que uma pessoa vive com 1,90 dólar (1,60€), ou menos, por dia. (Banco Mundial, 2020)
  • Pobreza ABSOLUTA - Quando uma pessoa não pode satisfazer as necessidades mínimas de nutrição, vestuário ou alojamento.
  • Pobreza RELATIVA – Quando o seu ganho familiar é de 50 a 60% inferior ao ganho médio, no seu país.