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Cagliero11 e Intenção Missionária Salesiana - Abril 2019

Cagliero11 e Intenção Missionária Salesiana - Abril 2019

Intenção Missionária  Scarica il file pdf    Cagliero11  Scarica il file pdf    

INTENÇÃO MISSIONÁRIA SALESIANA

À LUZ DA INTENÇÃO DE ORAÇÃO DO SANTO PADRE

Pelos que promovem integralmente a Pessoa Humana por meio de obras sociais.

Pelos educadores, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e tantos outros que colaboram em nossos ambulatórios e obras sociais: Deus lhes recompense os esforços na promoção integral das populações que nos são confiadas.

 

O Bv. Artêmides Zatti e o Ven. Simão Srúgi - salesianos – e muitos outros, ao cuidar dos corpos e das necessidades fundamentais dos jovens e dos pobres, praticaram o evangelho da caridade. Rezemos por aqueles que trabalham nas obras sociais: Deus os ampare em seu empenho, sejam generosos no servir aos pequenos, haurindo do amor de Cristo toda a força e motivação.


CAGLIERO11_124, ABRIL

Caríssimos irmãos, caríssimos Amigos,

para este tempo que nos separa da Páscoa da Ressurreição o Papa Francisco nos está a sussurrar mais uma beatitude:

“Felizes os que choram, porque serão consolados!”

“Saber chorar com os outros, isto é santidade” [GE,76]

Assim fizeram e continuam fazendo os missionários salesianos. Conseguem chorar: “Ficaram conosco!”, dizia o Tema do Dia Missionário Salesiano de 2017. Ficando, e chorando, com tantas minorias étnicas na Amazônia conse-guiram salvar a tantos, levando-lhes o Cristo. Nos dias da epidemia do ebola em Serra Leoa (2012), os missio-nários salesianos, ficando e chorando com eles, puderam preservar tantas vidas. Um missionário salesiano cho-ra sozinho dentro da cabana no campo de refugiados de Palabek (Uganda), ao ver o extremo sofrimento dos humildes: “Devoram meu povo, como se eles fossem pão”, diz o salmista (53,4).

O Salesiano missionário compartilha as angústias e esperanças dos povos ainda não evangelizados (cf. Consti-tuições 30) e, “partilhando seus problemas e sofrimentos, invoca para eles a luz e a força do Espírito Santo” (cf. C 95).

“Saber chorar com os outros, especialmente com os jovens que sofrem, eis a expressão de um coração missionário e salesiano

Pe. Guillermo Basañes, SDB
Conselheiro para as Missões

 

O Primeiro Anúncio Angolano

Os Grupos missionários da Família Salesiana, em Angola, animados pelas FMA e pelos SDB realiza-ram, em 2-5 de março, em Luanda, o seminário so-bre o Primeiro Anúncio de Jesus Cristo. Este Semi-nário transmitiu as conclusões do Seminário feito na África sobre o Primeiro Anúncio, realizado em Joha-nesburgo (África do Sul) no ano passado (13-19/08/2018).

O coração do evento consistia em procurar novos caminhos, métodos e um novo ímpeto e entusiasmo para levar a Pessoa de N. Senhor, quer aos milhares de pessoas que frequentam as nossas paróquias, quer às pequenas comunidades cristãs, escolas pri-márias, secundárias e profissionais, universidades, obras sociais, oratórios e centros juvenis, Comuni-cação Social.

O grande desafio consiste em chegar aos distantes de Deus e da Comunidade cristã; e em fortalecer e reanimar os que se afastaram ou que deixaram, lentamente, se apagasse a chama da Fé... E’ para perguntar-se: como os variados setores da nossa missão podem ser realmente missionários, instru-mentos de Deus, capazes de – através do testemu-nho da caridade e a alegria da vida cristã e comuni-tária - despertar o fascínio para com a Pessoa e o Mistério de Jesus e podê-LO anunciar? Foi por isso que se reuniram os SDB, as FMA, os Ani-madores missionários, os Responsáveis pela pasto-ral, vindos de TODO o país: para refletir sobre o “Primeiro Anúncio e a Missão Salesiana”. Este tipo de seminário foi organizado em muitas outras Ins-petorias de diferentes contextos culturais, como meio para manter viva a atenção ao ponto nevrálgi-co da nossa missão: o Anúncio de Jesus Cristo!

 

Partilhar a vida com os Jovens me realiza profundamente como missionário.

 

D ois acontecimentos em minha infância me levaram a fazer-me missionário. O primeiro, ligado a meu pai. Como bacharel trabalhou como supervisor de cons-trução por quatro anos em Gana, na África. As suas histórias e as suas imagens com "africanos" me fascinavam demais. O segundo, quando jovem adulto sofri um acidente no mar. Entrei numa corrente e quase me afoguei. Só me salvei por graça de Deus: nasci de novo! Foi um como chamado de Deus para uma certa missão. Esse foi também o momento em que despertei de uma vida protegida em família e destituída de uma clara direção na vida. Não muito tempo depois desse acidente, os Salesianos de Dom Bosco, em Papua-Nova Guiné precisavam de um instrutor mecânico. Com um passado de engenharia me-cânica e os dois supracitados eventos, inscrevi-me através de uma organização suíça de voluntários. Detive-me no Instituto Tecnológico Dom Bosco, de Port Moresby, capital de Papua-Nova Guiné, por três anos. Uma vez ali, dei-me logo conta de que não bastava partilhar os meus conhecimentos de engenharia e as capaci-dade profissionais. O acompanhamento dos jovens tornou-se cada vez mais importante. Os modelos de refe-rência era: muitos salesianos, as Irmãs salesianas e os Aspirantes com os quais trabalhava na Instituição.

Quando voltei à Suíça e comecei a trabalhar como chefe de projeto numa empresa de produção de metais, senti-me insatisfeito: perdera os Jovens. Já não me interessava fazer carreira, ver só o meu benefício, o meu bem-estar. Dirigi-me de novo aos Salesianos. E embora não fosse católico, pedi para começar o aspi-rantado salesiano. Tornei-me Católico. O bom Deus guiou-me ulteriormente para o caminho de tornar-me, para todos os efeitos, um Salesiano Irmão. No Noviciado senti o chamado para ser um salesiano não ordena-do – isto é, um salesiano consagrado leigo, ou Salesiano Irmão – para estar com os jovens na oficina, na clas-se, nos diversos ambientes... A experiência missionária precedente acompanhou-me sempre durante todo o tempo de formação. O desejo de tornar-me um salesiano missionário se intensificou tanto que em 2016 – atendendo ao convite do Reitor-Mor, P. Ángel Fernández Artime- tornei-me missionário no ‘ad vitam’. E mais: o bom Deus me trouxe de volta a Papua-Nova Guiné, ao Instituto Tecnológico Dom Bosco – o mesmo Instituto em que fora voluntário.

Aqui as tarefas principais são: a formação técnica para o setor de monta-gem de carros e solda. Junto com o exigente trabalho semanal como educador-pastor, cabe-me também o oratório dominical. Este partilhar a vida com crianças e jovens menos privilegiados dos povoados limítrofes, realiza profundamente a minha missionariedade.

Sou muito feliz por ser um salesiano leigo consagrado, na Congregação de Dom Bosco. Vivo totalmente imerso nos jovens: nas aulas, nas oficinas, no oratório. Depois das aulas passo o tempo com os alunos e os pequenos. Desse intenso estar juntos, emerge um relacionamento de amizade e confiança. Sente-se que os jovens confiam. E o fazem espontaneamente. Interessam-se por minha vida de religioso: posso assim partilhar com eles também os valores cristãos da vida, estabelecer um bom relacionamento de respeito, dignidade, amor e d’outros valores essenciais da vida. Revendo o meu passado, compreendi que é assaz importante ser aberto e humilde. Para sobretudo ouvir o que diz o Espírito Santo.

Foi assim que me tornei um Salesiano Irmão Missionário.

Bro. Reto Wanner, SDB, missionário suíço em Papua Nova Guiné

Testemunho de santidade missionária salesiana

P. Pierluigi Cameroni SDB, Postulador Geral para as Causas dos Santos

A SERVA DE DEUS ANTONIETA BÖHM (1907-2008), FMA, alemã de origem e missionária na América Lati-na, teve a oportunidade de viver nos Lugares ricos da memória da Bv. Laura Vicuña e de participar, em 1988, no Colle Don Bosco, da beatificação dessa menina. Conheceu também o Salesiano Irmão Bv. Artêmides Zatti. Em 1973 havia recebido de presente da Madre Ersilia Crugnola uma estatueta de N. Senhora e fora por ela convidada a dar a bênção de Nossa Senhora. A Ir. Antonieta dizia: “Desde a primeira bênção até hoje, N. Senhora trabalha dia e noite: Sua missão se estende, através do correio, do fax, do e-mail, e chega a inúmeros lugares do México e a outras regiões do mundo”.