Dicastérios

Cagliero11 e Intenção Missionária Salesiana - feveiro 2018

Cagliero11 e Intenção Missionária Salesiana - FEVEREIRO 2018

Intenção missionária ano 2018 | Scarica il file zip

Intenção MisioneraScarica il file zip Cagliero11 Scarica il file zip    

FEBRERO

INTENÇÃO MISSIONÁRIA SALESIANA À LUZ DA INTENÇÃO DE ORAÇÃO DO SANTO PADRE

Pelos Salesianos da América
Para que, como educadores de jovens e de leigos, saibam formar, à luz do Evangelho, aos valores da honestidade, da justiça, da solidariedade e do serviço.
Diversos Países da América estiveram marcados por intensos conflitos sociais e pela praga da corrupção. Como educadores de jovens e formadores de leigos, somos chamados a educar à dimensão social da caridade, à transparência, à retidão.
Rezemos para que os esforços educativos da Família Salesiana tragam frutos de justiça e de solidariedade à Sociedade Civil.


N. 110 - Fevereiro de 2018 Boletim de Animação Missionária Salesiana Uma publicação do Setor das Missões para as Comunidades Salesianas e os Amigos das Missões Salesianas O ‘Dia Mundial da Paz 51’ teve como tema ‘Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz’. Esse desafio pastoral foi assumido com coração missionário pelos salesianos nas diversas partes do mundo: México, Colômbia, Índia, Itália, Espanha, Alemanha, Áustria, Etiópia, Quênia e tantos outros países. Ultimamente se constituiu uma nova comunidade salesiana para os refugiados sul-sudaneses em Palabek, Uganda, com missionários da Ásia, África e América. O Papa, em sua mensagem pela paz, sublinha quatro verbos: acolher, proteger, promover, integrar.

«Acolher» faz apelo à exigência de ampliar as possibilidades de entrada legal, de não repelir refugiados e migrantes para lugares onde os aguardam perseguições e violências, e de equilibrar a preocupação pela segurança nacional com a tutela dos direitos humanos fundamentais. Recorda-nos a Sagrada Escritura: «Não vos esqueçais da hospitalidade, pois, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos».

«Proteger» lembra o dever de reconhecer e tutelar a dignidade inviolável daqueles que fogem dum perigo real em busca de asilo e segurança, de impedir a sua exploração. Penso de modo particular nas mulheres e nas crianças que se encontram em situações onde estão mais expostas aos riscos e aos abusos que chegam até ao ponto de as tornar escravas. Deus não discrimina: «O Senhor protege os que vivem em terra estranha e ampara o órfão e a viúva».

«Promover» alude ao apoio para o desenvolvimento humano integral de migrantes e refugiados. Dentre os numerosos instrumentos que podem ajudar nesta tarefa, desejo sublinhar a importância de assegurar às crianças e aos jovens o acesso a todos os níveis de instrução: deste modo poderão não só cultivar e fazer frutificar as suas capacidades, mas estarão em melhores condições também para ir ao encontro dos outros, cultivando um espírito de diálogo e não de fechamento ou de conflito. A Bíblia ensina que Deus «ama o estrangeiro e dá-lhe pão e vestuário»; daí a exortação: «Amarás o estrangeiro, porque foste estrangeiro na terra do Egito».

Por fim, «integrar» significa permitir que refugiados e migrantes participem plenamente na vida da sociedade que os acolhe, numa dinâmica de mútuo enriquecimento e fecunda colaboração na promoção do desenvolvimento humano integral das comunidades locais. «Portanto – como escreve São Paulo – já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidadãos dos santos e membros da casa de Deus».

Os Jovens refugiados nos interpelam Intenção Missionária Salesiana
Gostaria de partilhar três importantes motivações que me ajudaram nestes últimos meses na Bélgica, na Inspetoria da Bélgica Norte-Holanda (BEN): Graça de Deus, Visão de Fé, Oração.

Graça de Deus – Vontade de Deus. Nada é impossível a Deus. A história do profeta Jonas remete-me a pensar em minha vida. Deus mandou Jonas a Nínive para "facilitar" o arrependimento dos pecadores. Mas ele, logo no início de sua vocação-missão, tentou fugir. Recusava-se a cooperar com Deus. É interessante notar que ele não esteve em condições de delinear como queria o seu plano. No fim Deus o fez não só cooperar mas até "alargar" sua própria visão. Perante os desafios de todos os dias (barreira linguística, choque cultural, frio, estilo de vida, modo de viver a Fé...). eu considero a minha vida missionária como graça e vontade de Deus. É claro que esses desafios causam impacto em minha vida missionária. Tentei por vezes agir segundo o meu modo de ver, segundo os meus caprichos. Vi entretanto que Deus me quer humilde e agradecido, e que vá seguindo por onde Ele quer me conduzir. É Ele que faz tudo por mim, como o fez por Jonas.

Visão de Fé – É difícil, como ser humano neste mundo secularizado, aceitar qualquer coisa que venha sem explicação e provas fornecidas pela ciência.

Assim, como achar Deus num mundo tão intensamente influenciado pela ordem científica? Primeiramente não acredito no dualismo ciência-fé e afirmo que Deus intervém em nossa vida. Se me quedo a refletir sobre quanto já vivi, não poderei jamais negar o cuidado e a proteção de Deus para comigo. Fiel a quanto prometeu: "Sempre estarei convosco até o fim dos tempos" (Mt 28,20), sempre esteve comigo em meio às dificuldades e em todas as circunstâncias.

Oração – Quando se enfrentam situações difíceis, é impossível controlar o mundo. Tampouco a mim mesmo. Preciso, pois, de Alguém que me compreenda profundamente. Esse Alguém é Deus. Tenho levado a Ele tudo quanto senti e vivi, expondo-o em minha oração de cada dia. Esta é uma confiança que fui construindo desde quando, como noviço, sonhei pela primeira vez em ser missionário. Até hoje, graças a Deus, venho mantendo esse contato com Deus através da oração cotidiana, tanto comunitária quanto pessoal (terço, agradecimento a Deus (antes de dormir, ao acordar...), etc. Fazê-lo regular, fiel e devotamente é para mim a coisa mais ponderável. Sinto que Deus ouve meus gritos.

Essas são, pois, as três motivações que mais me fortalecem e que, como missionário, me fazem otimista e feliz. Gosto do meu encargo aqui em Amsterdã (Países Baixos) com mais quatro coirmãos da nossa Inspetoria ( Bélgica Norte e Holanda). Somos uma Comunidade multicultural (belga, indonésio, indiano, timorense...).

À nossa missão comunitária estão confiadas quatro paróquias e cinco igrejas, a sete quilômetros de distância. Estamos apenas iniciando as novas atividades pastorais para os jovens: uma espécie de ‘lectio divina’ e um encontro de oração no estilo Taizé. Esperamos que, pela intercessão de nossa Mãe SS., tudo proceda melhor neste ano, revertendo em mais frutos para o Reino de Deus.

Cirilo de Deus, missionário timorense, em Amsterdã A vida missionária como Graça e Vontade de Deus Para que, como educadores de jovens e de leigos, saibam formar, à luz do Evangelho, aos valores da honestidade, da justiça, da solidariedade e do serviço.

Diversos Países da América estiveram marcados por intensos conflitos sociais e pela praga da corrupção. Como educadores de jovens e formadores de leigos, somos chamados a educar à dimensão social da caridade, à transparência, à retidão. Rezemos para que os esforços educativos da Família Salesiana tragam frutos de justiça e de solidariedade à Sociedade Civil.

Pelos Salesianos em América Testemunho de santidade missionária salesiana P. Pierluigi Cameroni SDB, Postulador Geral para as Causas dos Santos A Bv. Eusébia Palomino FMA (1899-1935), Filha de Maria Auxiliadora, torna-se, na humildade e simplicidade, mestra e guia espiritual. À Inspetora, surpresa pelas tantas vocações provenientes de Valverde del Camino, lhe dirão que há uma cozinheira com asma que raconta lindas histórias às meninas. Por fim, haveria também sacerdotes a recorrer àquela humilde religiosa, desprovida de qualquer doutrina teológica, mas com um coração transbordante da sapiência de Deus. Seminaristas, religiosas, sacerdotes, mocinhas – todos iam consultar a Ir. Eusébia acerca do seu futuro enquanto estendia roupa no varal ou pelava batatas na cozinha. E ela, tranquila, aconselhava. Predizia o futuro. Encorajava uma vocação verdadeira. Desencorajava outra... falsa.