Iniciado em outubro de 2023 com o objetivo de ampliar os serviços de assistência à saúde oferecidos pelo Centro “Don Bosco Ngangi” (DBN), o projeto nasceu para recordar Elisa Claps, uma jovem de Potenza tragicamente assassinada em 1993, e honrar seu sonho de tornar-se médica e atuar na África junto aos mais necessitados.
Em quase três anos, o projeto, conduzido pela ONG salesiana ‘Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento’ (VIS), adaptou-se às necessidades da população local, mantendo como objetivo principal garantir serviços de saúde cada vez melhores, num contexto em que a assistência sanitária institucional é fragilizada e de difícil acesso.
Graças à iniciativa, importantes resultados já foram alcançados:
– melhoria da sala de espera do dispensário do DBN, que hoje leva o nome de Elisa e oferece atendimento gratuito a cerca de 1.200 pessoas por mês, entre deslocados, crianças órfãs ou em situação de rua, e famílias em condição de pobreza;
– fortalecimento do laboratório de análises, com a aquisição de três equipamentos modernos que permitiram ampliar a oferta de exames, passando de poucos testes básicos para mais de 40 tipos, atendendo a mais de 3.200 pacientes;
– apoio a um nutricionista dedicado ao cuidado de meninas e meninos afetados pela desnutrição, e a uma fisioterapeuta, que presta assistência especializada a crianças com dificuldades motoras.
Agora, o projeto avança pelo rumo de uma nova possibilidade de desenvolvimento: construir uma clínica modular que possa complementar o dispensário e atender às milhares de solicitações de ajuda que chegam diariamente àquela porta.
O irmão de Elisa, Gildo Claps, esteve recentemente na República Democrática do Congo com a equipe do VIS e, com esse novo sonho no coração, relatou: - “Em Goma, estávamos eu, Gianmarco Saurino, Alberto Livoni (coordenador humanitário do VIS) e Gloria Paolucci (Departamento de Programas do VIS), acolhidos por Monica Corna, representante do VIS no povoado e responsável pelo projeto no local. Foram dias que levarei comigo por toda a vida. No coração de uma das regiões mais vulneráveis do planeta, senti minha irmã Elisa mais próxima do que nunca. O dispensário médico, fortalecido pelo projeto que leva seu nome, hoje está vivo: funciona, acolhe, cura. (…) Foi ali que compreendi, de forma profunda, que o sonho de Elisa não foi interrompido — continua presente”.
Por isso, com esse novo objetivo no horizonte, Gildo Claps concluiu: “Desejamos que o sonho de Elisa de tornar-se médica na África possa concretizar-se num projeto cada vez mais significativo para a população dessa cidade”.
Para mais informações, acesse: www.volint.it
