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2017 - ACG 425 - Carta do Reitor-Mor às Voluntárias de Dom Bosco no Centenário da fundação do Instituto

1. CARTA  DO  REITOR-MOR

 

“100 ANOS PARA DEUS E PARA O MUNDO”

CARTA PELO INÍCIO DO CENTENÁRIO
DO INSTITUTO DAS VOLUNTÁRIAS DE DOM BOSCO

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Apresentação.1. Um olhar às origens.2. Suscitadas pelo Espírito Santo na novidade da secularidade consagrada. Alguns acenos sobre o modo de viver a identidade VDB.3. Como parte de uma bela família carismática. A vossa salesianidade; - Reconhecendo-se parte viva da Família Salesiana; - Reconhecidas na Família. - Conclusão.

Meus caros Irmãos,

a publicação de cada número dos Atos do Conselho-Geral é uma ótima oportunidade para encontrar-me com cada um de vocês.

Nesta ocasião, desejo chamar a sua atenção para um importante evento de família como é a celebração do Centenário do início do Instituto das Voluntárias de Dom Bosco.

Nos dias 20 e 21 de maio passado, em Valdocco, com a presença de muitos de vocês e de representantes dos trinta e um grupos da nossa Família Salesiana, as nossas irmãs, e nós com elas, puderam celebrar a sua grande festa centenária.

O local escolhido foi o melhor possível: Valdocco, onde as primeiras irmãs emitiram os seus votos na presença de Dom João Cagliero.

Como afirmado no início da minha carta escrita para essa ocorrência, também os meus predecessores, P. Egídio Viganò, P. Juan Edmundo Vecchi e P. Pascual Chávez, fizeram-se presentes nos sessenta, nos oitenta e nos noventa anos de fundação do Instituto. Para a celebração do centenário, pensei que a Família Salesiana do mundo todo, e nós Salesianos como parte dela, deveríamos fazer o possível para conhecer mais o Instituto das Voluntárias de Dom Bosco.

A reflexão sobre a sua interessante história, não isenta de dificuldades, e sobre a sua identidade, haverá de ajudar-nos a compreender melhor a sua laicidade consagrada com que completam a vitalidade da grande árvore da Família Salesiana como família carismática.

Ofereço-lhes esta carta, meus caros Irmãos, confiando na sua leitura atenta, como também nas expressões de afeto e proximidade em relação às nossas irmãs VDB. A celebração do seu Centenário tem muito a ver com o nosso carisma, com a nossa espiritualidade, com a nossa missão e com o nosso ser Família Salesiana na Igreja e no mundo.

Carta do Reitor-Mor às Voluntárias de Dom Bosco
no Centenário da fundação do Instituto

Roma, 20 maio 2017

Minhas caras irmãs em Dom Bosco, caras irmãs do Instituto Secular Voluntárias de Dom Bosco. Sinto-me feliz e honrado por ter a oportunidade de vos escrever esta carta por ocasião do vosso ano jubilar 2017 no qual celebramos o 100° aniversário da fundação do Instituto.

Tenho em mãos as cartas que vos enviaram, por ocasião de vossos aniversários significativos, os meus três últimos predecessores: P. Egidio Viganò (setembro 1979), por ocasião do 60° aniversário das primeiras profissões “do Grupo das primeiras sete Zeladoras da Sociedade de S. Francisco de Sales e de Maria Auxiliadora”;[1] P. João Vecchi (1997), por ocasião do 80° aniversário da fundação do Instituto, e P. Pascual Chávez Villanueva (2007) na celebração do 90° aniversário de fundação.

Este ano de 2017 é, como escreve a Responsável Maior Olga K., um ano jubilar em que “no dia 20 de maio todas as Regiões e os Grupos dependentes do Centro estaremos unidos para agradecer a Deus pelo dom de nosso Instituto: foi Ele quem suscitou esta vocação no coração do mundo; é o Espírito Santo que guia a história e faz florescer algo de extraordinário também na simplicidade e no escondimento”.[2]

 

1. Um olhar às origens

Mesmo que os vossos inícios sejam muito bem conhecidos por cada uma, minhas queridas irmãs VDB, nós da família salesiana, que vos acompanhamos neste momento com verdadeira fraternidade e afeto, precisamos conhecer para Amar.  Neste conhecer não se podem esquecer as vossas origens nem a vossa história, com as moções do Espírito, com o papel decisivo de algumas pessoas e com as dificuldades e as conquistas vividas pelas protagonistas de então.

Foi, certamente, naquele 26 de outubro de 1919, na capela contígua aos aposentos de Dom Bosco, com a presença do CardealCagliero, que presidia a celebração, de P. Filipe Rinaldi, então diretor daquele grupo de Zeladoras, e de uma irmã FMA, representante das Filhas de Maria Auxiliadora, que sete Zeladoras começaram uma nova experiência de consagração salesiana, fazendo a sua primeira profissão dos conselhos evangélicos.

Há neste acontecimento algo que me parece não só importante, mas também belo e comovente. Este grupo das ‘sete alegrias de Nossa Senhora’ faz a sua consagração por três anos, diante do Cardeal Cagliero, que faz-lhes notar: “Hoje, começa a vossa nova vida de Zeladoras”, e que a nova Instituição “tinha a grande sorte de nascer no lugar sagrado ao Ven. Dom Bosco, onde Ele mesmo havia recebido os primeiros votos e as primeiras promessas (sessenta anos antes estava ali o próprio Cagliero) daqueles que tinham dado vida e desenvolvimento à grande Obra Salesiana” ... E definindo esta feliz coincidência como “sinal de predestinação”  acrescentava: “As Filhas de Maria Auxiliadora têm o seu berço em Mornese, onde Irmã Maria Mazzarello morava e pronunciou os seus votos. Vós deveis dar importância a este especialíssimo sinal de predestinação”![3]

A história daquelas que serão depois as primeiras VDB tem suas raízes no nascimento do Oratório feminino n° 1 de Turim – Valdocco, em 1876. Justamente aqui, no Oratório das FMA, nasce, na festa da Imaculada de 1895, a “Pia União das Filhas de Maria Imaculada Auxiliadora”. São várias as jovens que, nesta Associação de Filhas de Maria, têm uma certa capacidade de liderança.

Em 1903 acontece o primeiro encontro oficial das Filhas de Maria com P. Filipe Rinaldi, que substitui temporariamente o P. Francesia como diretor do Oratório; uma figura de importância especial é Madre Felicina Fauda, FMA.

Uma das primeiras intervenções de P. Rinaldi consistirá em reconfirmar no conselho diretivo da Associação das Filhas de Maria as sete oratorianas que já faziam parte dele. Entre essas se encontram quatro das primeiras futuras zeladoras: Amalia Pios, Cristina Milone, Caterina Borgia e Celestina Dominici.

P. Rinaldi entrará definitivamente como Diretor do Oratório das FMA em 1907. Em 1910, outras duas jovens entrarão para fazer parte do conselho diretivo das Filhas de Maria: Giovannina Peraldo e Luigina Carpanera. Seus nomes nos dirão em seguida a importância que tiveram estas pessoas, sobretudo esta última.

Já em 1908, P. Rinaldi demonstra um protagonismo especial em constituir, entre as Filhas de Maria, ‘as Zeladoras do Oratório’, ou seja, uma associação na Associação, com a finalidade “de manter a paz entre as oratorianas e conduzir ao Oratório e aos sacramentos aquelas que se afastavam... Fazei vós – dizia-lhes – aquilo que não pode fazer a irmã e o sacerdote”.[4] Em 1916, informa P. Albera, Reitor-Mor, sobre a realidade de algumas pessoas piedosas que seguem um regulamento em sete pontos – que os faz conhecer – que é um primeiro rascunho de Estatuto para as futuras Zeladoras de Maria Auxiliadora.

Em todos estes anos, até 1922, quando foi eleito Reitor-Mor, P. Rinaldi vive o período mais fecundo de sua atividade pastoral em favor dos leigos, com uma grande sensibilidade para dar resposta às urgências dos mais necessitados. Nesta perspectiva pode-se compreender perfeitamente que dissesse nesses momentos às Filhas de Maria, “em nossos tempos não basta mais só a piedade: é preciso a ação”.[5]

O grande momento que marcará o antes e o depois será o dia 20 de maio de 1917, quando três daquelas Filhas de Maria e Zeladoras – Maria Verzotti, Francesca Riccardi e Luigina Carpanera – dão início àquele que será reconhecido, muitos anos depois, como Instituto Secular. Naquele tempo não tinha sido ainda promulgada a Provida Mater de 1947 e não se sabia que este tipo de vida pudesse ser aquele de consagradas no mundo. Elas dão início então a uma Sociedade de Filhas de Maria Auxiliadora no século.[6] A essas três se juntam outras duas ‘oratorianas’ no mês de junho, para a festa do Sagrado Coração (Celestina Dominici e Giovannina Peraldo), e outras duas no primeiro dia da novena da Imaculada (Caterina Borgia e Teresa Salasia); com isso, no fim de 1917, são sete as Zeladoras de Maria Auxiliadora, graças também ao empenho de Madre Felicina Fauda, FMA, que, transferida a Catânia, vê, porém, antes de sua partida, cumprir-se este seu sonho.

E no caminho de consolidação, no dia 29 de janeiro de 1921, é constituído o primeiro conselho local e serão elas mesmas a solicitar à Madre Geral das FMA, Madre Caterina Daghero, que lhes dê uma Filha de Maria Auxiliadora que possa ser assistente delas, como o foi Madre Felicina.

As Zeladoras de Maria Auxiliadora vão em frente com a própria vida associada e de trabalho, e participam assiduamente dos encontros formativos com o P. Rinaldi e a irmã assistente do momento. P. Filipe Rinaldi as acompanhará espiritualmente, mesmo de forma limitada, por causa de seus empenhos como Reitor-Mor, até o fim de 1928. Sua morte, em 5 de dezembro de 1931, deixa realmente órfãs estas mulheres consagradas. A boa vontade do P. Calogero Gusmano, SDB, a quem é confiada a Associação, não pode preencher o vazio deixado pelo P. Rinaldi. Assiste-se naqueles anos a uma tentativa de “religiosizar”, delineado em um novo regulamento, provavelmente saído das mãos do P. Calogero e da Irmã Clelia Gneghini, que não é, porém, aceito, por todas as Zeladoras.

É fácil imaginar como nesta situação o futuro da Associação parecesse seriamente comprometido. É de se sublinhar o empenho realizado por Luigina Carpanera para continuar mantendo contatos frequentes com as outras Zeladoras e o grande esforço para serem fiéis ao sonho inicial.

Depois da morte de P. Rinaldi, por mais de dez anos, as Zeladoras vivem uma grande incerteza com relação ao seu futuro. Não encontram apoio suficiente nos SDB, nem nas FMA. Com a unidade que tinha criado Luigina Carpanera, no ano de 1943 se dirigem, como grupo, ao salesiano P. Domenico Garneri, suplicando-lhe interessar-se pela Associação. Ele, depois de ter refletido e consultado algum dos superiores, aceita e toma consciência de que, mesmo no contexto de uma terrível Segunda Guerra mundial, existe um grupo de mulheres – sessenta e cinco Zeladoras segundo o elenco de 1945, onze das quais dos tempos de P. Rinaldi –, que, apesar das dificuldades e senso de orfandade, continua a viver com grande fidelidade.

P. Garneri faz notar ao P. Ricaldone que esta obra, atribuída ao P. Rinaldi, com uma história não isenta de dificuldades, precisa de uma definição sobre o seu futuro. Quatro meses depois a resposta de P. Ricaldone deu a entender que “sem assumir compromissos, mantenha acesas as brasas mesmo se estão sob as cinzas”.[7]

Esta parte da história é longa e não ausente de dificuldades. Os superiores não davam uma resposta definitiva. O contexto da guerra não favorecia absolutamente. O bom sacerdote P. Garneri pede a ajuda de uma FMA assistente e é neste período que, mesmo na precariedade, com a emissão de votos por seis meses ou um ano, um outro salesiano, P. Gerolamo Luzi, se interessará pela Associação, fundando dois novos grupos, em Bagnolo Piemonte e em Milão, este último na Casa inspetorial das FMA. A presença de uma FMA, que já tinha sido assistente das Zeladoras com o P. Rinaldi, ajuda a compreender melhor como foi possível formar estes novos grupos com três Zeladoras.

Em plena guerra, no dia 29 de outubro de 1944, as Zeladoras celebram o 25° aniversário das primeiras profissões da Associação que remonta a 26 de outubro de 1919. Aquelas que não puderam participar da celebração, por motivos familiares ou de distância, foram convidadas a renovar seus votos a sós, na presença de um sacerdote, ou a dirigir-se num outro momento a P. Garneri.

As dificuldades não acabaram ainda. P. Garneri tem uma saúde muito delicada e em 1946 foi transferido de casa; o mesmo acontece com P. Luzi que deixa Bagnolo e volta para Turim e que, infelizmente, morre em dezembro daquele ano com apenas 42 anos. Em setembro do mesmo ano morre a significativa Luigina Carpanera.

A saúde fraca não permite a P. Garneri acompanhar muito as Zeladoras. A esta dificuldade se acrescenta o mau contentamento de grande parte delas por causa da falta de resposta do Reitor-Mor sobre a situação delas. As mesmas Zeladoras insistem com P. Garneri, que se sente já velho e cansado, para que escreva novamente ao Reitor-Mor. P. Garneri escreve no dia 1° de maio de 1948 para pedir esclarecimentos sobre as Zeladoras, e sugere mudar o Assistente para não estragar a obra do P. Rinaldi. Não chega, porém, nenhuma resposta do Reitor-Mor. Em agosto de 1949, uma das Zeladoras, talvez Maria Fasione, escreve aos superiores SDB, pedindo-lhes dar forma jurídica à obra do P. Rinaldi e uma maior preparação espiritual a elas. No entanto, as Zeladoras sabem que na Igreja estão nascendo instituições com rosto secular. De fato, os Institutos Seculares foram oficialmente reconhecidos pela Igreja em 1947 com a Provida Mater que afirma, pela primeira vez, a possibilidade de viver uma total consagração numa plena secularidade, no mundo, no interior do mundo. Luigina Carpanera morreu um ano antes da promulgação da Provida mater.

Parece que no ambiente salesiano a mudança acontece quando vem à luz a biografia do Servo de Deus P. Rinaldi, obra de P. Eugênio Ceria, SDB, e os salesianos chegam a conhecer as Zeladoras, admirar sua história e interessar-se por elas. Em 1950 se celebra o jubileu sacerdotal de P. Garneri e nos festejos estão presentes todas as Zeladoras; preside a Eucaristia o então Prefeito da Congregação Salesiana, P. Renato Ziggiotti. Poder-se-ia dizer que com ele aparece em cena, pela primeira vez, a pessoa que teria tido um papel muito importante na transformação da Associação das Zeladoras no futuro Instituto Secular. Depois da morte de P. Pedro Ricaldone, P. Renato Ziggiotti lhe sucede no verão de 1952. P. Garneri coloca-o logo a par do caminho percorrido pela Associação das Zeladoras de Maria Auxiliadora que naquele momento conta com oitenta e seis participantes, de idade entre 22 e 76 anos. Faz sentir como necessária uma definitiva sistematização desta obra.

A vida da Associação, apesar das dificuldades, vai em frente com renovações dos votos e encontros realizados quando possível. Neste período, P. Garneri deixa a Associação nas mãos da Madre Merchiorrina Biancardi, porque ele, devido ao seu estado de saúde, deve ser transferido para Cumiana.

Estamos em 1953. O momento não é fácil. Há Zeladoras desanimadas diante do clima geral de incerteza, teme-se que a Associação não chegue em porto seguro, algumas sócias abandonam o grupo para unir-se a outras associações de leigas consagradas e algumas até professam como FMA.

Neste momento um outro SDB será muito significativo. É P. Stefano Maggio, que ouvindo muitas vezes Teresa Frassati, fala com o Reitor-Mor, P. Ziggiotti, da Associação do P. Rinaldi. O Reitor-Mor ouve-o com grande interesse e atitude positiva, mas sabendo que neste momento as Filhas de Maria Auxiliadora estão envolvidas e com grande responsabilidade com elas, diz que o problema será estudado se um dia lhe for apresentado. Dias depois, P. Maggio tem um encontro com Madre Linda Lucotti e lhe apresenta a oportunidade de relançar a Associação das Zeladoras. Segundo os escritos existentes, a Madre se mostra contrária, mas promete que falará com o seu Conselho e lhe dará uma resposta oficial. A resposta chega no dia 19 de outubro e não é positiva.

O caminho da história ainda é longo. Convido-vos a ler a descrição histórica nas várias publicações existentes. Certamente, seguem-se diálogos, encontros e desencontros, SDB e FMA motivados e entusiasmados no acompanhamento das Zeladoras e outros que não veem para elas futuro algum. Chega um momento em que o diálogo é entre o Reitor-Mor, P. Renato Ziggiotti, e a Madre-Geral, Linda Lucotti. São pedidos estudos a canonistas. Sucedem-se outros episódios, até que no dia 5 de dezembro de 1955, no 24° aniversário da morte de P. Filipe Rinaldi, as Zeladoras têm o novo Regulamento de Vida aprovado pelo Conselho Superior dos SDB e pelo Conselho-Geral das FMA.[8]

Em 6 de janeiro de 1956, a Associação das Zeladoras assume o novo nome de “Cooperadoras Oblatas de São João Bosco”. Na reunião do Conselho Central delas de 19 de março de 1959, foi discutida e decidida a mudança de nome para o atual: “Voluntárias de Dom Bosco”, que foi aceito pelo Reitor-Mor.

Até aqui o longo peregrinar que nos fala, certamente, de um caminho em que só o que vem realmente de Deus pode perdurar no tempo até hoje, apesar das dificuldades; e isso porque, sabemos muito bem, é o Espírito Santo que ilumina e guia. Atestam-no as mesmas Constituições das VDB no primeiro artigo: “As Voluntárias de Dom Bosco (VDB) vivem na Igreja o patrimônio espiritual e apostólico de São João Bosco que lhes foi transmitido pelo P. Filipe Rinaldi. Iluminado pelo Espírito Santo e guiado pela maternal presença de Maria, ele deu início a uma original experiência evangélica com um grupo de jovens, para que fossem no mundo fermento de vida cristã”.

O momento histórico que vivemos por ocasião deste Centenário é uma ocasião para agradecer a Deus em primeiro lugar, e às pessoas que tornaram possível, com grandes esforços humanos, este projeto que vem d’Ele. As palavras mais acertadas nos dizem a mesma Responsável Maior que, conhecendo todo este peregrinar histórico, sente que o Instituto das VDB pode dizer:

“Nosso agradecimento vai então àquelas Primeiras três Irmãs, que tiveram a coragem de lançar-se numa aventura espiritual então totalmente nova, que responderam generosamente ao chamado e com a própria fidelidade viva e operosa mantiveram acesa a lâmpada da vocação, mesmo nos momentos de grande dificuldade. Nossa gratidão vai também ao nosso fundador, P. Filipe Rinaldi, que se deixou guiar pelo Espírito, dando início a um novo caminho na Família Salesiana, assim como também a todos aqueles Salesianos e Filhas de Maria Auxiliadora que no curso de nossa história nos ajudaram a crescer e a tomar consciência do dom que recebemos do Espírito.

Assim, gostaria de lembrar o P. Garneri que nos acompanhou de 1943 a 1955; o P. Zigiotti, Reitor-mor, que deu início ao reconhecimento jurídico; o P. Stefano Maggio, que nos acompanhou até a aprovação como Instituto Secular, dedicando toda a sua vida em fazer conhecer nossa vocação também nos países mais distantes; o P. Frontini que nos orientou na tomada de consciência de nossa secularidade e ao qual devemos muito; os tantos assistentes SDB que foram pais e irmãos e as tantas irmãs FMA que nos primeiros tempos nos acompanharam como irmãs afetuosas, ...  Pensemos também em todos os nossos Conselhos Centrais, Regionais e Locais que serviram ao Instituto, procurando ser fiéis ao plano original de Deus sobre nós”.[9]

 

2. Suscitadas pelo Espírito Santo na novidade da secularidade consagrada

Vós, irmãs, sois as primeiras a ter esta firme convicção: a secularidade consagrada não é uma invenção vossa. Foi o Espírito Santo que a suscitou num momento histórico da vida da Igreja. Num momento em que se estava descobrindo com mais clareza que somos todos Povo de Deus e que o chamado à santidade não é privilégio de alguém em particular, mas proposta e meta para todos os discípulos de Jesus.

Assim se lê em vossas Constituições e nos Regulamentos, onde se afirma como o Espírito Santo iluminou o P. Rinaldi (cf. C 1), e através da ação do mesmo Espírito, Deus vos consagra a si em Cristo (cf. C 3), e vos impulsiona, através de uma profunda exigência de amor, a oferecer totalmente a vossa vida a Deus e aos irmãos (cf. C 8).

A consagração não é, em primeiro lugar, uma ação da mesma pessoa consagrada, mas de Deus, do Espírito de Cristo que guia a Igreja, e a pessoa consagrada responde, se oferece, se doa. Assim o vivem as VDB, segundo as Constituições: “Por uma particular iniciativa de amor, Deus chama as Voluntárias e consagra-as a si em Cristo por obra do Espírito Santo para enviá-las no mundo a evangelizá-lo com o carisma de Dom Bosco”.[10]

Esta consagração a viveis como leigas que estão no mundo por opção vocacional, como fermento na massa. A secularidade é algo de específico da vossa vocação consagrada e, a partir dela, realizais a vossa missão, exprimis a comunhão fraterna e o vosso pertencer à Família Salesiana.[11]

A história nos ilumina sobre como a fundação da vossa Associação, assim como a de outras realidades semelhantes que estavam nascendo, não coincide com o momento do reconhecimento dos Institutos Seculares na Igreja (Papa Pio XII promulga a Constituição apostólica Provida Mater Ecclesia em 2 de fevereiro de 1947), mas a precede historicamente de muitos anos mesmo se com ela se enriqueçe, se desenvolve e se consolida. Celebrando o sexagésimo aniversário desta Constituição apostólica, Papa Bento XVI sublinhou de modo claro como tal promulgação não é ponto de chegada, mas de partida de um caminho novo, de uma forma nova de consagração para leigos e presbíteros chamados a viver com radicalidade evangélica, totalmente imersos na realidade secular.[12]

O que acho muito belo neste vosso longo caminho, minhas queridas irmãs VDB, é que, desde o início, há algo na visão e na inspiração de P. Rinaldi que dá uma marca própria à consagração das primeiras irmãs, diferente da consagração das religiosas e dos religiosos da época. P. Rinaldi, em sua dedicação generosa à formação daquelas jovens oratorianas escolhidas entre tantas, pensando na sua consagração no mundo, se propunha a levar a termo a obra que Dom Bosco tinha deixado incompleta. Assim se expressava ele no dia 20 de maio de 1917, quando disse: “Desde há muito tempo os Reverendíssimos Superiores recebem diversos convites para que se crie uma Sociedade de Filhas de Maria Auxiliadora no século... Os Superiores acolheram sempre bem estes ‘desiderata’, tanto mais que esta coisa estava realmente na mente e no programa do venerável Dom Bosco. No relatório que ele escreveu sobre a sua obra, falava justamente de duas classes distintas de pessoas, observantes de uma mesma regra, uma das quais formasse Comunidade e a outra vivesse no mundo, para aí promover o espírito da Congregação, na explicitação prática da ação”.[13]

Desde o vosso início, irmãs, além de todas as vicissitudes e situações, além das mudanças de nomes da Associação, sempre e em todos os anos transcorridos, houve uma constante defesa desta “maneira própria” de ser sinais visíveis de Cristo e servas dos outros, com um estilo que tinha muito da espiritualidade salesiana. Como afirma magnificamente o P. Egidio Viganò na carta que vos enviou: “Este vosso modo de ser na Família Salesiana vos distingue das Filhas de Maria Auxiliadora pela ‘secularidade’, e dos Salesianos Cooperadores pela ‘consagração’”.[14]

Alguns acenos sobre o modo de viver a identidade VDB

Além da referência explícita que farei à vossa salesianidade e ao vosso pertencer à Família Salesiana, permito-me oferecer-vos alguns pontos que possam iluminar o vosso modo concreto de viver a identidade de VDB no contexto da Igreja e do mundo de hoje. Em sintonia com a Igreja e as orientações pastorais que dela recebemos, vos proponho:

Continuai a ser, com a vossa particular consagração secular, verdadeiro fermento que age como diz o Evangelho (Mt 13,33). A vós não é pedido, diz o Papa Bento no citado aniversário da Provida Mater, instituir formas particulares de vida, de empenho apostólico, de intervenções sociais, se não aqueles que podem nascer nas relações pessoais. Por isso, deseja-se que sejais realmente este fermento, com o vosso estilo de vida, muitas vezes de forma silenciosa e escondida, porém, também propositivo e estimulante, capaz de gerar esperança.[15] As vossas Constituições afirmam explicitamente que quereis ser sal da terra e luz do mundo para participar assim da missão evangelizadora da Igreja que vos envia (cf. C6).

Irmãs, permanecei próximas da vida e da história de alegria e de dor de cada pessoa que encontrais em vossa existência. Com a espiritualidade salesiana própria do vosso carisma, esta sensibilidade se faz paixão educativa e evangelizadora, se faz caridade e fraternidade quando se trata das crianças, dos jovens. Com muita força pede o Papa Bento XVI a todos os Institutos Seculares, quando vos diz: “Senti-vos chamadas em causa por toda dor, por toda injustiça, assim como por cada busca de verdade, de beleza e de bondade, não porque tendes a solução de todos os problemas, mas porque cada circunstância na qual o homem vive e morre constitui para vós a ocasião de testemunhar a obra salvífica de Deus. É esta a vossa missão”.[16]

Não caiais na tão frequente e tão humana tentação do individualismo. Irmãs queridas, a priori, ninguém está ausente do perigo desta tentação. A vossa paixão apostólica salesiana deve conduzir-vos a ser sempre apóstolas e missionárias entre as pessoas (cf. C 6), com um apostolado que se concretiza na disponibilidade aos irmãos (cf. C 19), e onde a vida mesma é missão na qual a vossa consagração é o modo mais eficaz de ser sal, luz e fermento no mundo (cf. C 12). Como diz o Papa Francisco “a paixão missionária, a alegria do encontro com Cristo que vos impulsiona a partilhar com os outros a beleza da fé, afasta o risco de ficar bloqueados no individualismo”.[17]

Vivei uma bela experiência de fraternidade como experiência constante de comunhão e de unidade no Espírito. Continuai a ser muito sensíveis “como salesianas” – belíssima expressão que utilizais nas vossas Constituições –, para permanecer unidas em Cristo (cf. C 38) em comunhão de vida, com um forte sentido de pertença ao Instituto e fortes relações fraternas no grupo ao qual pertenceis (cf. C 40).

Não fiqueis indiferentes diante da vida de cada homem ou mulher que encontrardes. Não sou eu que o digo. É o Papa quem vos pede de modo muito belo. A vossa vocação de consagradas no mundo exige estar no coração das vicissitudes humanas. Num mundo tão complexo como o atual, as circunstâncias da vida humana, as histórias de esforço, de luta, de dor, de superação, e também de fraternidade e de amor das mulheres e dos homens, das crianças e dos jovens que encontram em vossa vida, em vossos contextos, são hoje o campo da vossa missão e da vossa profecia. Por isso o Papa vos diz: “Se isso não acontece, se vos tornastes distraídos, ou pior ainda se não conheceis este mundo contemporâneo, mas conheceis e frequentais só o mundo que vos acomoda ou que vos seduz, então é urgente uma conversão! A vossa é uma vocação por sua natureza em saída, não só porque vos leva ao outro, mas também e sobretudo porque vos pede morar lá onde mora o homem”.[18]

Vivei a vossa vocação com radicalidade, com a coragem de saber e sentir que a fé dá forma, conteúdo, força e luz a toda a vossa existência. Em vossa secularidade consagrada encontrastes, como se diz no Evangelho, a pérola preciosa, o tesouro escondido que vos liberta das idolatrias do poder, do possuir e acumular superficialmente; vos livra também da busca do prestígio e do vão reconhecimento. Jesus, porém, vos faz descobrir, como a todos nós, que a verdadeira riqueza não está em possuir, mas em dar e em dar-se; vos faz descobrir que a verdadeira riqueza envolve despojar-se do poder e ainda mais de um poder que ambiciona ter e possuir. É, definitivamente, propor esta sabedoria que deriva do Amor, esta Verdade que nos faz realmente livres e que é criadora de vida autêntica, que a conserva e a satisfaz.

Sede também vós, irmãs, como pediu recentemente o Papa Francisco a todos os Institutos Seculares, a ala avançada da Igreja na Nova Evangelização. Segundo suas palavras, esta missão exige que saibais interpretar os sinais dos tempos movendo-vos com liberdade de espírito, vivendo uma espiritualidade capaz de harmonizar os critérios que vêm do “alto”, isto é, da graça de Deus, e aqueles que vêm de “baixo”, da história, diz o Papa. O ser a ala avançada da Igreja na Nova Evangelização será possível só se fordes mulheres de oração, de amizade íntima com Jesus, se cuidardes ao mesmo tempo da vida familiar, das irmãs e dos irmãos, até ser, com o vosso modo de viver, como Instituto Secular das Voluntárias de Dom Bosco, uma verdadeira escola de santidade.[19]

 

3. Como parte de uma bela família carismática

Um belo dom com o qual o Espírito Santo abençoou o vosso Instituto, queridas irmãs, é justamente o da vossa espiritualidade e da vossa pertença a uma grande família religiosa que participa, no seu conjunto, do carisma de Dom Bosco. A isso quero referir-me, brevemente, nesta última parte da carta.

A vossa salesianidade

Disso falaram em suas cartas o P. Viganò, o P. Vecchi e o P. Chávez. Isso significa que se trata não de um elemento circunstancial ou casual, mas essencial. Tendo sido tratado nos aniversários precedentes, não me delongarei em demasia, mas sublinharei alguns aspectos.

Este elemento tão importante, vós o tendes expressado bem em tantas passagens das vossas Constituições, particularmente quando indicais que viveis a vossa vocação fazendo próprio o carisma salesiano que vos caracteriza na Igreja e no mundo (cf. C 5). A salesianidade é para vós algo de essencial que dá identidade própria à vossa consagração. A vossa secularidade consagrada não fica limitada de nenhum modo pela vossa salesianidade, antes, diante da diversidade e da abundância de Institutos Seculares que o Espírito suscitou, em que todos participam da secularidade consagrada, a salesianidade é o vosso caráter próprio diante de qualquer genericismo. O vosso Instituto se distingue de todos os outros justamente pela salesianidade: o vosso próprio nome o diz. Caracterizai-vos por viver na Igreja o patrimônio espiritual e apostólico de Dom Bosco, transmitido pelo P. Filipe Rinaldi, iluminado pelo Espírito (cf. C 1). E de aqui emerge a clara consciência de terem crescido na Família espiritual de Dom Bosco, e de ter, como algo de essencial constitutivo do Instituto, querer viver em profunda harmonia a consagração, a secularidade e a salesianidade (cf. C 2). Senti-vos enviadas ao mundo para evangelizá-lo, segundo o carisma de Dom Bosco (cf. C 3), fazendo próprio o carisma salesiano que vos caracteriza (cf. C 5), e dirigindo a vossa ação apostólica, sobretudo, àqueles que foram o objetivo principal da missão de Dom Bosco (cf. C 6). Reconhecei-vos como parte viva da Família Salesiana (cf. C 5 e 7) e, como Dom Bosco, confiais totalmente em Maria, porque as VDB sabem que Ela continua sendo sempre Mãe e Auxiliadora (cf. C 5).

Reconhecendo-se parte viva da Família Salesiana

Naturalmente o Instituto das Voluntárias de Dom Bosco se reconhece parte viva da Família Salesiana, e o resto da Família Salesiana tem consciência disso. Porém, isso não é suficiente, e aqui chegamos a um ponto em que minha mensagem não é somente para vós, queridas irmãs, mas para todos nós dos outros grupos ou ramos da grande árvore da Família Salesiana.

A Carta de Identidade da Família Salesiana pede, em seu artigo 38, o conhecimento das identidades específicas dos diversos Grupos; não se é Família somente com a participação num carisma comum e numa mesma missão, mas requer-se o conhecimento e o apreço de todos os outros Grupos.

Este conhecimento passa, em nosso caso, pelo tomar sempre mais consciência da contribuição que supõe, para toda a nossa Família, a magnífica originalidade do Instituto Secular das VDB. A sua originalidade é muito significativa no que se refere à harmonia entre a opção pela a evangelização e a inserção nos vários contextos humanos.[20] Contudo, a contribuição do Instituto é antes de tudo especial naquilo que se refere ao vosso ser, ainda mais que à missão. A vossa vida e testemunho indicam, sem dúvida, a presença de Deus no mundo, permanecendo no coração do mundo com o coração de Deus. O vosso autêntico testemunho como mulheres consagradas que vivem a laicidade do mundo, sem dúvida provoca questionamento, suscita às vezes curiosidade e desejo de descobrir quais motivações profundas moram em vossos corações. Questionamentos como o porquê do vosso modo de agir, de ser para os outros e no meio dos outros. A vossa família, as famílias e o mundo do trabalho, a começar do vosso, serão sempre o espaço vital a iluminar, de maneira simples, com a luz do vosso ser cada uma toda de Deus para dar-se toda aos irmãos e às irmãs.

Reconhecidas na Família

Não tenho nenhuma dúvida sobre o afeto com que os demais grupos da nossa Família Salesiana no mundo acolhem e reconhecem o Instituto das VDB. Porém, a celebração do Centenário de fundação é uma ocasião de ouro para todos crescerem como Família Salesiana, ajudando-nos a ter um maior conhecimento do Instituto, como procurei fazer aqui para as nossas irmãs VDB, e para toda a nossa Família. Este conhecimento deve abrir-nos à alegria, ao afeto e à estima por esta bela obra do Espírito, para chegar finalmente, juntos, a apoiar o Instituto em tudo o que for possível.

Um apoio que se oferece com a oração e com a ajuda da parte de todos os outros membros de nossa Família, que se pode concretizar também na apresentação da vocação específica às jovens que podem ouvir o chamado a viver esta consagração secular nos mais diversos contextos do mundo e, para nós SDB, garantindo a assistência que devemos prestar. Devemos também chegar a tornar realidade o que diz a Carta da Identidade da Família Salesiana naquilo que se refere à formação partilhada e a metodologia de colaboração entre todos nós (art. 39 e 41).

Conclusão

Desejo dirigir estas últimas palavras também de modo bem direto a vós, minhas queridas irmãs VDB. Antes de recomendar-vos à nossa Mãe Auxiliadora, permito-me convidar-vos a ser o que o Papa Paulo VI pediu aos Institutos Seculares. Sede verdadeiras alpinistas do espírito.[21] E isso, irmãs, porque “a Igreja precisa também de vós para completar sua missão. Sede sementes de santidade jogada a mancheias nos sulcos da história. Enraizadas na ação gratuita e eficaz com que o Espírito do Senhor está guiando as vicissitudes humanas, possais dar frutos de fé genuína, escrevendo com a vossa vida e com o vosso testemunho parábolas de esperança”.[22]

Entrego-vos a Maria Auxiliadora, nossa Mãe. Coloquemos diante d’Ela o passado, o presente e o futuro do Instituto Secular das VDB. Ela será sempre o modelo de mulher consagrada completamente a Deus com o seu SIM incondicionado que viveu como esposa e mãe, no mundo do seu tempo, sempre atenta à voz de Deus e dócil ao Seu Espírito.

Que Ela acompanhe, com o Amor materno que a caracteriza, o Instituto e cada uma de vós, suas filhas, junto ao olhar de predileção que tem por vós o Beato Filipe Rinaldi.

Com verdadeiro afeto no Senhor e em Dom Bosco,

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P. Ángel Fernández Artime, SDB
Reitor-Mor


[1]  QC Caderno Carpanera, p. 79.

[2]  Krizová, Olga. Revista Crescer; março 2017, p. 3.

[3]  QC, p. 83.

[4]  Ceria, E.. Vita del Servo di Dio Sac. Filippo Rinaldi. SEI, 1951, p. 196-197.

[5]  Cf. Castano, L.. Beato Filippo Rinaldi, 1856-1931, vivente immagine di Don Bosco suo terzo successore. Roma: Elledici, 1990, p. 106-107 e 148.

[6]  QC, 1.

[7]  Maggio, S.. Don Rinaldi Fondatore in penombra, p. 241.

[8]  Biblioteca central VDB, Cooperatrici Oblate di San Giovanni Bosco. Regolamento. Scuola tipografica privata. Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Turim. Cf. Cronaca, Vol I, p. 24, 25, 26.

[9]  Krizová, Olga; o.c. 3.

[10] Instituto Secular Voluntárias de Dom Bosco, Constituições e Regulamentos, art. 3. Roma, 2009.

[11] Cf. o.c. art. 4.

[12] Cf. PAPA Bento XVI. Discurso por ocasião do 60º aniversário da ‘Provida Mater Ecclesia’, 3 fev 2007.

[13] QC, p. 3-4.

[14] Viganó, E.. Carta de P. Egidio Viganó, Reitor-Mor dos Salesianos, às VDB, Roma, 24 set 1979.

[15] Cf. PAPA Bento XVI; o.c.

[16] Ibidem.

[17] PAPA Francisco. Discurso à Assembleia-Geral da Conferência Italiana dos Institutos Seculares, 10 maio 2014.

[18] PAPA Francisco; o.c.

[19] Cf. PAPA Francisco. Os Institutos Seculares, ala avançada da Igreja na Nova Evangelização. Conferência Mundial dos Institutos Seculares (CMIS), Roma, 21-25 agosto 2016.

[20] Cf. Vecchi, Juan E.. Uma novidade do Espírito. As Voluntárias de Dom Bosco (VDB). Carta do Reitor-Mor dos Salesianos por ocasião do 80º aniversário da fundação do Instituto. Madrid: CCS, 1997.

[21] PAPA Paulo VI. Discurso aos participantes do 1° Congresso internacional dos Institutos seculares, 26 set. 1970.

[22] PAPA Bento XVI; o.c.