SDB Recursos

CG 25 parte 1a

PRIMEIRA PARTE

A COMUNIDADE SALESIANA HOJE

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ABBREVIAZIONI E SIGLE

art.                       articolo/i

can.                     canone/i

cap.                     capitolo/i

cf.                  confronta

ib.                  ibidem

n.                   numero

nn.                 numeri

pag.                pagina/e

s./ss.               seguente/i

Documenti ecclesiali

EN                 Evangelii Nuntiandi

GS                 Gaudium et Spes

NMI               Novo Millennio Ineunte

VC                 Vita Consecrata

Sigle riguardanti Congregazione e Famiglia Salesiana

ACG              Atti del Consiglio Generale

ACS               Atti del Consiglio Superiore

ANS               Agenzia Notizie Salesiane

CEP               Comunità Educativa Pastorale

CG                 Capitolo Generale

CGS/CGS20 Capitolo Generale Speciale (20)

CG21             Capitolo Generale 21

CG22             Capitolo Generale 22

CG23             Capitolo Generale 23

CG24             Capitolo Generale 24

CG25             Capitolo Generale 25

APRESENTAÇÃO

Caros Irmãos,

estamos iniciando um novo sexênio, que coincide com os primeiros anos do terceiro milênio. Fazemo-lo convencidos de que o CG25 foi uma graça de Deus e motivados por seu convite de fazer-nos ao mar alto da realidade deste mundo. O convite a de “fazer-nos ao largo” não é um simples ‘slogan’, vazio de conteúdo; éé um programa de ação, não é um simples ‘slogan’ destituído de conteúdo. Assim o entendeucompreendeu o mesmo P. Vecchi, deixando-no-lo como testamento espiritual em sua na última Eestréia. Não é tempo de saudadess ou recordaçõesde lembranças. É, ao contrário, tempo de esperança e de de futuro, tempo que convocahama a afrontar com audácia os desafios da educação e da evangelização dos jovens.

Não se ignoramos os perigos que encerra o mar aberto, mas anima-nos nesta aventura a Ppalavra do Senhor que. Che nos chama a “lançar as redes” onde quiçá a pesca é mais pode ser mais abundantefecunda. Tendo, a seguir depois, a Palavra porcomo viátioco de caminhono caminho, dispomo-nos a olhara para a frente e a fazer-nos ao largo, com renovado entusiasmo espiritual e apostólico.

1. Os Atos do CG25 Capítulo Geral 25º

Apresento-vos os “Atos” do Capítulo Geral 25º, que nos . Ooferecem-nos um material precioso para a renovação dae nossa vida e da nossa ação educativo-o-pastoral. Compreendem, na primeira parte: a introdução, os cinco módulos operativos e a conclusão daquiloele que foi o tema principal do Capítulo; e, na segunda parte: a avaliação das estruturas de animação e do governo central. Vêm depois as deliberações e as orientações que se referem às Cconstituições e Regulamentos, e ao Governo da Congregação, com a interpretação prática dos textos da nossa Regra de vida.

Achareis, além disso, as Mensagens enviadas pelos capitulares aos Irmãos sobre a vocação do salesiano coadjutor, à Família Salesiana, aos Jovens, juntamenteo com um aapelo para salvar os adolescentes e jovens do mundo.

Àà maneira de Anexos, acrescentam-se os discursos e mensagens de saudação, alguns dos quais especialmente ricos de significado, comos oss do Santo Padre no início do Capítulo e durante a audiência, o de sua Eminência o Cardeal Prefeito da Congregação para os Institutos de vida consagrada, o discurso inicial do Vigário do Reitor-Mor, a primeira “Boa-noite” do Reitor-Mor e o discurso final.

Trata-se de um conjunto de documentos que recolhem o fruto da reflexão dos Capítulos inspetoriais e do CG25.

2. O texto capitular

A Assembléia capitular assumiu com decisãodecididamente a tarefa traçada pelo Reitor-Mor na carta de convocação do CG25, na qual convidava não tanto a repetir a doutrina já conhecida doutrina sobre a comunidade, mas antes a encontrar «caminhos eficazes para novamente motivar as comunidades e manifestar, com simplicidade e clareza, a identidade religiosa nas novas situações; a determinar as condições ou critérios essenciais que permitam, ou melhor, estimulem a viver de modo feliz e, humanamente significativo, a nossa professada fraternidade no seguimento de Cristo”.[1]

Seguindo as indicações da Presidência e do Regulador, o trabalho das comissões e da assembléia foi-se orientando, com sempre maior clareza, para a elaboração não tanto de um documento orgânico, articulado, mas de fichas de trabalho independentes, à maneira de módulos operativos. Deste modo, o mesmo gênero literário do texto capitular é uma chave de lleitura para entender compreender a manedira como deve ser incorporadorecebido: como um texto claramente operativo. Isto não significa que o texto tenha sido destituído de todo fundamento teológico. Este aparece de fato fortemente concentrado no início de cada uma das fichas, enquanto estas, em sua maior parte, se concentram nos desafios e nas orientações operativas.

Parece-me oportuno neste momento sublinhar aqui alguns aspectos que podem ajudar a lkeirtura, a assimilação e a aplicação do texto capitular.

2.1 Diferentemente dos CG23 e CG24, que haviam tratadofalado da comunidade local como centro de animação e como lugar estratégico de educação na fé dos jovens e de envolvimento e formação dos leigos, o CG25 quis pôr, no centro das reflexões, a mesma comunidade com todas as suas características e dinâmicas. no centro das reflexões. De fato, o modelo de comunidade que emerge do CG25 é o que faz referência à nossa consagração apostólica, tal como seé expressa no artigo 3 das Cconstituições. Trata-se de uma comunidade chamada a realizar, mediante a graça de unidade, a síntese vital entre vida fraterna, o seguimento radical de Cristo, a doação à missão juvenil.

A comunidade é portanto – de pleno direito – o sujeito deste Capítulo. Não só por ser ela o seu tema do mesmo mas também por ser-lhe o agente e protagonista primeiro. Convida-se, por isso, cada ada comunidade a , por isso, está convidada a acolherer este texto do Ccapítuloitular como um tesouro precioso de se para fazer frutificar.

2.2 O esquema de cada módulo operativo é idêntico: a. Abre-se com um texto dos Atos dos Apóstolos, que deseja ser uma verdadeira fonte de inspiração para a fim de que cada comunidade reproduza a experiê~encia da comunidade de Jerusalém no acolhimento doer o Eespírito Sanmtop como guia da própria existênciavida. Dever-se-ia evitar conseqüentemente evitar conseqüentemente de considerar estasfeitas citações da Escritura como uma simples cereja que enfeita sobre o bolo. Dever-se-ia, ao contrário, começar a fazer, a fazer exatamentejustamente daqui, a «lectio divina», de modo que se aprenda a partira aprender a partir sempre da Palavra. Isto implica o O que exige o esforço de fazer realmentedeveras nossas, as atitudes de Nossa Senhora perante a Palavradiante dela: ouvi-la, obedecer-lhe, fazer-nos seus discípulos, tornar-nos fiéis,, ou crentes.

É a mesma Palavra que, com talessa dinâmica, convida a comunidade a ler a história social e eclesial, e a acolher nela o chamado de Deus e da nossa Regra de vida, as expectativas dos jovens, as necessidades dos leigos e da Família Salesiana.

A comunidader, portanto, é levadaconduzida a fazer uma avaliação da própria situação, descobrindo as suas forças e as suas os seus recursos e as suas fraquezas, as suas disponibilidades e as suas resistê~encias, as suias possibilidades e os os seus limites. Trata-se aqui, de fato, de uma avaliaçãorevisão de vida comunitária.

Desta maneirae modo, a comunidade aprende a descobrir os desafios fundamentais e a enfrentá-los com coragem e esperança. Aprende também a fazepõr-se as necessárias perguntas e a buscar as respostas adequadas. É este o objetivo das orientações operativas.

2.3 Por quanto se refere aos conteúdos fundamentais, estes se referem à vida fraterna, ao testemunho evangélico e à presença animadora entre os jovens.

A vida fraterna da comunidade propõe-se favorecer os processos de crescimento humano e vocacional dos irmãos, promover relações interpessoais profundas, reforçar o sentido de pertença e o espírito de famíliai, e ajudar na conssntrução de uma visão comunitária mais partilhada. Para isso, podem ser úteisil o projeto pessoal de vida, a prática do discernimento comunitário, a valorização dos momentos de encontro, o projeto da comunidade salesiana.

O testemunho evangélicob pede-nos que se manifestemanifestar visivelmente o primado de Ddeus na vida da comunidade, que se vivaviver na “graça de unidade” nas manifestaçõesexp+ressoes comunitárias , que se torne tornar radical, profética e atraente a seqüuela de Cristo, que se partilhem ar as motivaçõoes vocacionais e a experiê~encia de Deus. A centralidade da Palavra de Deus , favorecida pela prática da “lectio divina”, a qualidade da oração comunitária, a Eucaristia cotidiana, ajudarão a aprofundar a experiên~encia espiritual e a manifestação da centralidade de Deus em nossa vida. Do mesmo modo, a seqüuela de Cristo, vivida por meio da disponibilidade total a uma obediê~encia alegre, mediante por meio da concretitude de uma pobreza austera e o esplendor de uma castidade vigilante e serena, tornaráão mais transparente o testemunho da comunidade.

Onde existe uma comunidade salesdiana está presente uma experiência de fé, se constrói-se uma rede de relacionamentos, oferencem-se multíplices formas de serviço aos jovens. A comunidade salesiana torna visível a presença salesiana entre os jovens, anima-a e lhe promove-lhe o cresciemento. É preciso antes de tudo retornar aos jovens e ser não somente uma comunidade para os jovens mas também uma comunidade com os jovens. Por isso, a comunidade salesiana constrói uma presença de comunhão e de participação, envolve os leigos e a Família Salesiana, insere-se no território e na Igreja local. Transforma-se assim numa presença que “educa e evangeliza”, criando ambientes de intensa carga espirtitual, tomando consciência das situações de pobreza dos jovens e re feitagindo perante elas com mente e coração pastorais, pondo em ação projetos e processos de amadurecimento dos jovens. Enfim, a comunidade promove uma verdadeira cultura vocacional, pelo que cada jovem é ajudado a descobrir um projeto de vida, propõe explicitamente a vocação salesiana aos que são maisd idôneos, convidando-os a fazer uma experiência vocacional e acompanhando os que o aceitam o convite.

Para ser uma comunidade que vive a fraterrnidade, que dá um forte e claro testemunho evangélico, que se torna presença animadora entre os jovens, elasta mesma tem necessidade de ser vivificada, motivada, orientada e acompanhada. A animação da comunidade passa principalmente pelaatravés da formação permanente. A comunidade pode oferecer momentos esp+ecíficos de renovação espiritual e oportunidades para a atualização educativa e pastoral dos irmãos; mas não há´ duvidas de que a primeira e mais importante fonte de formação é a qualidade da vida cotidiana. O diretor tem um papel fundamental na animação da comunidade, envolkvendo e co-responsabilizando todos os irmãos. A sua atenção deve primeiramente dirigir-se à identidade carismática, à missão comunitária e à fraternidade.

Por último, o CG25 propõe algumas condições que tornam possibilitam, ível a uma comunidade salesiana, ser significativa hoje. Trata-se de ajudar cada comunidade a trabalhar segundo um projeto comunitário, a garantir a consistência qualitativa e quantitativa da comunidade, a aprofundar o relacionamento entre comunidade e obra, a atuar o projeto orgânico inspetorial. Algumas desstas condições se referem dizemrespeito ao nível local, mas, em sua maioria, exigem a responsabilidade e as opções da comunidade inspetorial.

O primeiro destinatário do texto capitular é, evidentemente, a mesma comunidade, à qual se oferecem esstes cinco itinerários, para que os estude, aprofunde e os torne operativos.

3. O acontecimento do CG25

Evidentemente, o CG25 não se reduz a um documenmto. É antes de tudo uma experiência intensa de Congregação e um espírito, de que são portadores os Capitulares que participaram doeste grande evento. Eles são os melhores porta-vozes de quanto viram e ouviram!

Dentre os elementos que caracterizaram o Capítulo evidencia-se, em primeiro lugar, a atmosfera de fraternidade que se criou desde o início e que foi muito apreciada por todos. Foi admirável constatar «a unidade da Congregação na diversidade», como diz o artigo 146 dos Regulamentos,. Isto foi fruto da vontade expressa dos capitulares que se propuseram de fazer da assembléia capitular uma experiê~encia de comunidade.

Um segundo elemento foi a crescente tomada de consciência da mundialidade da Congregação, que se manifestra na sua diversidade cultural. As boas-noites dos Inspetores, as celebrações animadas pelasdas diversas Regiões, as intervenções em plenário, são uma prova de que o carisma de Dom Bosco, nosso Fundador e Pai, se foi, foi-se inculturando nos contextos mais diferentes e que ouma prova de que os mesmos Capítulos Gerais ajudaram a realizar uma síntese fecunda entre unidade e diversidade.

O eterceiro elemento extraordinário foi a Bbeatificação – na Praça de São Pedro – de três membros da Família Salesiana:, do salesiano coadjutor Artêmides Zatti, a Irmã Maria Romero e o P. Luís Variara. O fato ressaltou , que mais uma vez ressaltou que a vocação salesiana é realmente «uma via que conduz ao Amor» (C 196), à santidade, e que esta deve ser a nossa maneira natural de viver, o melhor presente que possamos oferecerdar aos jovens (cf. C 25), a nossa mais significativa proposta educativa.

De modo especial, a Beatificação do primeiro Salesiano Coadjutor não-mártir despertou no Capítulo o desejo de relançar talesta vocação, vocação tão fundamental para Dom Bosco.

O quarto elemento significativo foi a presença do Santo Padre, por meio da mediante a sua Mensagem inicial e a Audiência que nos concedeu e , na qual nos convidou-nos a assumir a santidade como nossa tarefa essencial.primeira.

Um quinto elemento interessante foi a cobertura informativa dada, por meio de ANS, com a colaboração da equipe de vídeo das Missioni Don Bosco, de Turim, a todo o evento capitular, o que permitiu a comunicação imediata, à Família Salesiana e a todos os Amigos de Dom Bosco, e de quanto acontecia na sede do Capítulo.

Sublinhe-se, enfim, a presença do nosso irmão Dom Aloiois Kothgasser, que animou os Exercícios Espirituais, assumindo como tema a Estréia do Reitor-Mor para o ano de 2002 – «Duc in altum!» –, como também dos nossos irmãos Cardeais e Bispos que nos visitaram durante o Capítulo, evidenciando o caráter eclesial da nossa vocação e missão.

Faço votos para que o espírito do CG25 se difunda em todas as comunidades da Congregação e nos ajude a responder com generosidade à vontade de Deus, que se expressou por meio deste evento pentecostal.

4. O empenho do sexênio

Como dizia no discurso de encerramento, depois dos momementos dae preparação e dae realização do CG25, chegou o tempo de passar da reflexão à vida. Esta apresentação tem precisamente a finalidade de entregar à Congretgação o texto capitular, com o convite a cada irmão e a cada comunidade de estudáa-lo e pôó-lo em prática.

Façamos da comunidade um projeto pessoal de vida. Creiamos nela e construamo-la! É uma tarefa de todos, jovens e idosos, com saúde e doentes. Esqueçamos Deixemos de lado canseirasaços e desilusões, como fizeram os ap+óstolos, que haviam-se esfalfado por toda a noite sem nada pescar nada. O futuro da nossa vitalidade se joga em nossa capacidade de criar comunidades carismaticamente significativas hoje. A condição essencialde fundo é o renovado empenho pelada santidade. À À pPalavra do Senhor, lancemos as redes, confiantes de que Deus dará fecundidade aos nossos esforços.

Peçamos a Maria Aauxiliadora, a Stella Maris, à Qualà qual confiei a Congregação desde o início do meu Reitorado, que nos ajude a vencer os nossos temores, que nos estimule anime a a «fazer-nos ao largo», e que nosso acompanhe a aventurar-nos no oceano imenso deste mundo, com o entusiasmo e o zelo de Dom Bosco, contemplando o Cristo e buscandoprocurndo a salvação dos Jovens.

Roma, 24 de maio de 2002

Festa de Nossa Senhora Auxiliadora

P. Pascual Chávez Villanueva

Reitor-Mor

[1] VECCHI JUAN E., A caminho do Capítulo Geral 25º, ACG 372, pp. 15-16


PRIMEIRA PARTE

A COMUNIDADE SALESIANA HOJE

INTRODUÇÃO

1. Olhos fitos em Cristo Com o olhar fixo em Jesus, reunidos em prece com Maria, a em oração ao redor da Virgem Maria, Mãe do Senhore Jesus, nós, membros do Capítulo Geral 25, abertos ao Espírito de DeusSanto e ao dom da comunhão, almejamos desejamos construir a nossa vida segundo o modelo da primeira comunidade apostólica.

Reconhecemos estar que fomos reunidos pela escuta da Palavra de Deus, pela oração em comum, pela Eucaristia e pela partilha dos bens.[1] Aspiramos aBuscamos formar uma comunidade com “um só coração e uma só alma”, significantetiva no meio do povo: com a vida e a palavra testemunhamos o Senhor rRessuscitado,[2] repletos dae alegria e do dinamismo do Espírito de Deus.[3]

Como fruto do Jubileu, que celebrou os dois mil anos da Encarnação do Filho de Deus,, o Papa, em sua na Ccarta aapostólica Novo Mmillennio I ineunte, convidou-nosnos convida a volver odirigir  o nosso olhar para a pessoa de Cristo, a tomar consciência da nossa vocação à santidade, a ser “casa e escola de comunhão” e a dedicar-nos àempenhar-nos pela nova evangelização.[4]

2. Urgidos  pela Eexortação apostólica Vita consecrata, somos, como religiosos, convocadosidados a pôr-nos na vanguarda dneste caminho de renovação e re-fundação, retornando voltando com fidelidade criativa às raízes evangélicas e carismáticas, que exprimem o verdadeiro significado da nossa vocação na Igreja.

Imersa num mundo pluralista, em busca de novos modelos novos de vida e de sentido, mas também marcado por situações dramáticas de pobreza e opressão, a vida consagrada pode ser significativa se, qualcomo “casa construída sobre a rocha”,[5] se fundamentar nsobre a adesão cabal incondicional a Jesus Cristo, se ancorar na escolha evangélica da santidade, se  postcolocar nas fronteiras  da missão eclesial.

3. Na sociedade e na cultura de hoje surgiram fenômenos de grande importância que,: enquanto parecem abrirabrem a novas possibilidades novas de desenvolvimento humano e social, colocam em discussão o atual modelo de realização humana e cristã.

Em muitos contextos vai-se mais e mais consolidando o secularismo, tornando, porde um lado, pouco significativa a proposta de fé e abrindo, por  de outro, espaços ao sagrado sob as mais diversas formas de religiosidade. A globalização, do âmbito econômico se difunde para outros campos do social, criando interdependência, emas também profundas e injustas desigualdades, que engendramndo novas formas de pobreza. O nascimento de sociedades pluriétnicas, pluriculturais e pluri-religiosas, e contemporaneamente o aparecimento de nacionalismos excludentes e de integralismos religiosos, interpelam a capacidade de convivência, de tolerância e de diálogo. Junto com o pluralismo, hoje tão apreciado em todos os campos, difunde-se o relativismo, o individualismo, a diversidade de pontos de referência, que desnorteiam especialmente os jovens. Enquanto ciência e técnica espantam por suas sempre novas conquistas, suscitam também sérios questionamentosinterrogativos sobre o respeito à vida, sobre a dignidade da pessoa, sobre a salvaguarda da criação.  Novas formas de pobreza se acrescentam às antigas. Junto com o pluralismo, hoje tão apreciado em todos os campos, difunde-se o relativismo, o individualismo, a diversidade de pontos de referência, que desnorteiam especialmente os jovens. A comunicação de massa e o desenvolvimento da informática são veículos de modelos inovadores renovados e de novas mentalidades, que exigem uma acurada atenção no campo educativo. Num mundo assim tão complexo, inconsciente sob alguns aspectos desatento e sob outros apreensivoinquieto, sentimo-nos chamados a acolher o convite do Papa depara anunciar Jesus Cristo, especialmente aos jovens, qualcomo modelo perene de nova humanidade.[6].

4. A Congregação Salesiana, impulsionadaestimulada pelos últimos Capítulos Gerais, vive e experimenta um forte chamadoapelo à renovação, para manifestar com mais vivacidade e clareza a sua vocação: ser escola de fé e centro de comunhão para a educação dos jovens[7], assumir uma peculiar articular tarefa de animação dos leigos que partilham o espírito  e a missão de Dom Bosco, engendrando dando vida a um novo modelo pastoral.[8]

A qualidade da vida consagrada em comunidade, a profundidade da espiritualidade, a significatividade do testemunho, a capacidade de proposta são fatores determinantes para dar força evangélica à realização do Projeto educativo pastoral salesiano (PEPS), à presença dos SDB na Comunidade educativa pastoral (CEP) e ao crescimento Família Salesiana.

5. Em sua reflexão sobre a comunidade, oO  CG25 fixa a sua atenção em três aspectos fundamentais: a vida fraterna, o testemunho evangélico, a presença animadora entre os jovens. Considera além disso algumas condições para a sua realização: a animação da comunidade salesiana, a formação permanente, e a organização da vida e do trabalho. Estes elementos são inseparáveis e qualificam a vida comunitária salesiana.[9]

Ao estudar cada um destes núcleos e condições, partiu-se do “chamado de Deus”, que nos permitiu ler as situações em que nos encontramos a trabalhar, juntando e assumindo os principais desafios nelas presentes, a fim de propor  às nossas comunidades, inspetoriais e locais, algumas orientações e sugerir oportunas estratégias. às nossas comunidades inspetoriais e locais.

6. A necessidade de renovação impeliu-nos a haurir das fontes do Evangelho e do nosso carisma.

Estamos além disso convencidos, além disso, de que o Sistema Preventivo de Dom Bosco continua válido, também possui ainda hoje a sua validade, não só comocomo método educativo pastoral mas também comocomo fonte de espiritualidade e, portanto, qualcomo critério do nosso “viver e trabalhar juntos”.[10]. Dom Bosco no-lo entrega como experiência de vida que “impregna o nosso relacionamento com Deus, as relações pessoais e a vida de comunidade no exercício de uma caridade que sabe fazer-se amar”.[11] EleIsto é e se torna para nós escola de santidade e de fraternidade.

O tema deste Capítulo insere-se assim no caminho iniciado pelos Capítulos precedentesanteriores: tornar mais clara e interpelantequestionadora a força da comunidade religiosa salesiana na ação educativa e pastoral entre os jovens e os pobres,, converter-se emtornar-se centro de animação e de comunhão na Família Salesiana e no vasto Movimento que se inspira em Dom Bosco, aproprofundando as raízes da nossa vocação e renovando o dinamismo da vida fraterna. em comunidade.

[1] Cf. At 2, 42.46-47

[2] Cf. At 4, 32-33

[3] Cf At 13, 52

[4] NMI 16 e 43

[5]

[6] GS 10

[7] Cf. CG 23

[8]

[9] Cf. Const. 3

[10] Const. 49

[11] Const. 20


I. VIDA FRATERNA DOM E PROFECIA DE COMUNHÃO

 

“Eles mostravam-se assíduos ao ensinamento

dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração

do pão e às orações. .... A multidão dos que

haviam crido era um só coração e uma só alma”

(At 2,41; 4,32)

A.    CHAMADO DE DEUS E APELO DOS JOVENS

7.1. Dom Bosco, mMovido pelo Espírito, assistido cpela materna om a maternal intervenção de Maria,[1] iniciou Dom Bosco, em comunhão de vida espírito e de ação com os jovens, os colaboradores e os primeiros salesianos, uma intensa experiência de família, rica de valores humanos e espirituais, e grandemente voltada para ao serviço da juventude. Percebemos que o primeiro serviço educativo que os jovens esperam de nós é o testemunho de uma vida fraterna que se torne resposta à sua profunda necessidade de comunicação, proposta de humanização, profecia do Reino, convite a acolher o dom de Deus.

8.2. Temos também consciência de que a comunhão fraterna é dom do Pai em Cristo Jesus, e conseqüentemente tarefa e empenho de cada um. Tornamos visível e a construímos a comunhão por meio da partilha dea vida, da caridade fraterna, da participação da missão comum.

9.3. Empenhamo-nos, assimpor isso, porem crescer na espiritualidade relacional, conscientes de que “Deus nos chama a viver em comunidade, confiando-nos irmãos que devemos amar”.[2]

O espírito de família, vivido segundo o Sistema Preventivo, pede-nos: requer: cultivar um genuíno espírito de fé;, viver relacionamentos inter-pessoais de qualidade;, crescer quer na estima e na acolhida recíprocas, quer na capacidade de reconciliação e na partilha.

10.4. Cada irmão educa as próprias capacidades de relacionamento, convencido da estreita ligação que existe entre o amadurecimento do indivíduo e o da comunidade. Sentimo-nos, por isso, todos empenhados em não descuidar de quanto facilita os processos de crescimento, individual e comunitário.

     B. SITUAÇÃO

115. Refletindo sobre a prática da vidavida fraterna, salientamos aspectos positivos, como:

-· o crescimento do respeito pela dignidade das pessoas, pelada estima recíproca e pelada qualidade do relacionamento interpessoal;

- . a comunicação mais profunda, a partilha de vida mais sentida e procurada pelos irmãos;

- · a necessidade de um confronto pessoal com a Palavra de Deus e o desejo de partilhar seus seus frutos com os outros irmãos;

- um maior contato com as fontes do carisma e uma consciência mais clara da espiritualidade salesiana que alimentam o empenho pela fraternidade;

- · o enriquecimento que nasce da partilha da vida fraterna com jovens e leigos;

-

· um maior contato com as fontes do carisma e uma consciência mais clara da espiritualidade salesiana que alimentam o empenho pela fraternidade;

· o “dia da comunidade” valorizado e vivido com criatividade;

- · a comunicação social, em âmbito local, inspetorial e mundial, para o crescimento do sentido de pertença.

126. Constatam-se também dificuldades:

- · formas de conflito que não se sabem administrar positivamente, casos de ativismo que afastam da comunidade e situações de enfraquecimento do sentido de pertença;

-

· situações de irmãos que se refugiam em relacionamentos compensatórios ou que buscam experiências comunitárias e espirituais alternativas à comunidade salesiana;

-

· a existência de comunidades quantitativa e qualitativamente pouco consistentes, nas quais se torna difícil organizar a vida fraterna;

-

o· O desânimo e a desmotivação de alguns irmãos, devidos a experiências negativas do passado, dificuldades de adaptação no presente, diminuição do sentido de fé e carências pessoais;

- · problemas de convivência entre irmãos distantes por idade, formação, cultura e pertença étnica;

-

. a condiçãosituação de irmãos idosos ou doentes, que em alguns casos acham difícil partilhar a vida e a missão comunitária;

-

a. invasão dos MCS que roubam tempos ao relacionamento fraterno comunitário.

C.    C. DESAFIOS

137. As dificuldades indicadas podem ser redutíveis a três áreasâmbitos que às vezes se influenciam de modo concomitantemutuamente:

- · escolhas individuais e estilos de vida que afastam progressivamente da comunidade;

- · uma estruturação da vida comunitária que nem sempre favorece o crescimento humano e vocacional dos irmãos, prejudicando a possibilidade de “viver e trabalhar juntos”;

- a dificuldade da · a comunicação interpessoal, por uma em que uma insuficiente partilha da vida e da missão, que enfraquece o sentido de pertença e a identificação com o projeto de vida salesiana.

Perguntamo-nos por isso:

ٱ Como favorecer os processos de crescimento humano e vocacional dos irmãos em contextos culturais marcados pela fragmentação, dispersão, relativismo e individualismo?

ٱ Como superar a inércia de inadequados esquemas relacionais inadequados que enfraquecem o sentido de pertença e comprometem o clima fraterno da comunidade?

ٱ Como organizar a vida e a ação comunitárias, para melhorar a comunicação e qualificar o relacionamento pessoal?

ٱ Que processos ativar para apreender compreender e praticar o discernimento, tanto individual quanto comunitário, a fim de de modo que se favoreça o diálogo fraterno e a partilha?

D. ORIENTAÇÕES OPERATIVAS

Interpelados por esses desafios, indicamosapontamos as seguintes orientações operativas:

14.8. O Irmão, como primeiro responsável pela própria formação, valorize o “Projeto pessoal de vida salesiana”, dando especial atenção levando em consideraçãoa alguns elementos:

. o exame - a avaliação contínua do amadurecimento humano, espiritual e salesiano, graças a processos de auto-avaliação, de confronto com a Palavra de Deus e de aceitação da correção fraterna;

. - o conhecimento e a prática da espiritualidade do Sistema Preventivo, fonte de relações novas na vida fraterna;:

.- o progressivo amadurecimento da identidade carismática salesiana;

.- a presença, ativa e cordial, nos encontros ordinários e extraordinários que marcam a vida comunitária.

. a abertura ao outro e a disponibilidade à partilha.

15.9. A Comunidade lLocal, como lugar de crescimento humano e vocacional:

a) vValoriza a prática do discernimento comunitário à luz da Palavra de Deus e das Constituições; promove, por isso, atitudes que lhe favorecem o exercício:

- abertura à realidade, a ser vivida com espírito de fé e capacidade de escuta;

- disponibilidade ao diálogo fraterno, para facilitar e despertar a participação de todos;

- busca paciente da convergência da unidade e da comunhão.

b) vVela cuidadosamente pelos momentos específicos da vida comunitária: a oração comum, as assembléias, os retiros, a revisão de vida, os escrutínios, os conselhos, os tempos de lazer, o dia- da -comunidade; neles, também por meio de adequadas metodologias, ajuda os irmãos a:

- manifestar a riqueza dos sentimentos da sua própria vivência interior;

- partilhar preocupações e problemas, projetos e atividades educativo- pastorais;

- praticar a escuta, o diálogo, a aceitação das diferenças e a correção fraterna.

c) Eelabora o Projeto de vida comunitária salesiana, levando em consideraçãota a situação existencial dos irmãos e pondo em relevo os aspectos da formação das pessoas, da comunicação e comunhão e dos empenhos estabelecidos pelo projeto educativo -pastoral -salesiano.

160. O Inspetor e o seu Conselho, por meio da Comissão inspetorial para a formação (CIF), sugerem modalidades e oferecem subsídios para elaborar o “Projeto pessoal de vida salesiana” e o “Projeto de vida comunitária salesiana”.


II. TESTEMUNHO EVANGÉLICO

 

«Com grande poder os apóstolos davam

o testemunho da ressurreição do Senhor Jesus,

e todos gozavam de grande aceitação».[1]

 

 
A. CHAMADO DE DEUS

17. Chamados pelo Pai, pelapela força do Espírito Santo seguimos o Senhor Jesus,[2] a nossa regra viva.[3] Iluminados pelo mistério de Deus, que é comunidade de AAmor, vivemos o seguimento de Cristo emem comunidade, no queem que encontramos resposta aosos profundoas anseiosspirações do coração, somos sinais de amor e de unidade para os jovens[4] e a nossa vida comunitária se torna experiência cotidiana de espiritualidade.

182. A primeira comunidade apostólica, que por vezes entre às vezes com dificuldades busca o seu caminho, permanece a referência fundamental para as nossas comunidades. O seu alegre testemunho do Senhor Ressuscitado se exprime na procura do Reino concretizado no serviço fraterno, vivido na comunhão e na partilha, proclamado no anúncio salvífico do Evangelho e celebrado na oração em comum e na fração do pão.

193. Do mesmo modo aAs nossas comunidades, igualmente, se tornam profecia para os jovens no serviço generoso, na fraternidade, no anúncio e na festa. A sua experiência de Igreja, fundada na Palavra e na Eucaristia, se torna-se fermento de comunhão e de novas comunidades, por meio do testemunho cotidiano de plenitude de vida e de felicidade que irrompenascemm do Senhor Ressuscitado.

204. A comunidade de Valdocco, guiada e animada por Dom Bosco, procurou viver esste testemunho de forma cabal ompleta e harmoniosa. Dom Bosco mesmo, no sonho dos dez diamantes, representando a identidade do salesiano, traçoucejou-lhe as características fundamentais e os perigos a que está exposta. TodaCada comunidade é formada por pessoas, imersasnseridas na sociedade, que exprimem a paixão evangélica do “da mihi animas, caetera tolle” com o otimismo da fé, a dinamicidade e a criatividade da esperança e com a bondade e a doação total da caridade. Este empenho é sustentado por uma estrutura espiritual forte e essencial, caracterizada especialmente pela dimensão ascética dos conselhos evangélicos e por um estilo de vida laborioso e temperante.

215. Seguindo o exemplo de Dom Bosco, a comunidade dá testemunhoa de toda a força educativa e pastoral da consagração, vivendo com entusiasmo e com alegria a total consagração a Deus e aos jovens. VerificamosExperimentamos que a fidelidade à consagração é um processo em constante crescimento e se exprime na contínua busca do ideal evangélico, tendo por modelo seguindo o itinerário da fé de Maria.

226. Caracterizam oO atual contexto: se caracteriza, entre outras coisas, pelo secularismo, pelo individualismo, pelo consumismo e pelo hedonismo. Mas perpassam-no , mas também por uma ampla ssensibilidade mais ampla pelo sagrado,cro e uma abertura mais clara para oao transcendente e por um empenho de concreta solidariedade.

Por isso, hoje, mais do que nunca, as nossas comunidades são chamadas a tornar visível aos jovens, especialmente aos mais pobres e necessitados, o primado de Deus, que entrou na nossa vida, nos conquistou-nos, e colocou-nos a serviço de seu Reino, como sinais e portadores do seu amor.[5]

237. Seguindo a Cristo obediente, pobre e casto na radicalidade do Batismo, a comunidade revela as melhores energias da sua liberdade, contesta a idolatria do poder, do possuirter e do prazer, tornando-se desta maneiraassim totalmente disponível para a missão em favor dos jovens. Busca na Na obediência busca a vontade de Deus por meio do diálogo e a fidelidade ao projeto comunitário, e vive e acolhe com espírito de família o serviço da autoridade. Na pobreza põecoloca em Deus toda a sua confiança, abre-se à comunhão dos bens e à solidariedade, promovendo projetos em favor dos pobres e partilhando a sua condição. Exprime nNa castidade, exprime o seu amor a Deus e a total dedicação aos jovens, com aquela pureza de coração que é o distintivo que caracterizante d a sua missão educativa e pastoral.

248. Sustentada pela experiência de Deus e pela total dedicação à salvação dos jovens, a comunidade vive a graça da unidade , que é dom do Espírito Santo e síntese vital entre união com Deus e dedicacação ao próximo, entre interioridade evangélica e ação apostólica, entre coração que reza e mãos que trabalham, entre exigências pessoais e empenhos comunitários. Integram-se assim harmonicamente, na aliança com Deus, a missão apostólica, a comunidade fraterna e a prática dos Conselhos evangélicos.

259. Vivemos esta escolha na certeza de que ela concorre para construir um modelo alternativo de humanidade e de família humana, na perspectiva da esperança cristã.

Respondemos assim ao dom de Deus com um caminho comunitário e pessoal de santidade, rumo à plena maturidade de Cristo, por meio do qual nos tornamos sinal e profecia dos valores últimos do Reino de Deus, no espírito das Bem-aventuranças.

B. SITUAÇÃO

2610. Como fruto dos últimos Capítulos Gerais, as comunidades em geral procuram viver uma espiritualidade salesiana cada vez mais autêntica.

Nota-se na verdadede fato um crescimento:

- na identidade carismática,

- no conhecimento e na aplicação do Sistema Preventivo, também entre os leigos,

- na valorização da vida comunitária,

- no assíduo trabalho entre os jovens, especialmente os mais periclitantesque estão em maior perigo,

- no esmero com que se fazem as celebrações litúrgicas e as várias formas de oração,

- no esforço que se faz por muitos fazem para viver a graça dea unidade, harmonizando vida fraterna, oração e trabalho apostólico.

2711. A par destes sinais de crescimento, nota-se também a presença de fenômenos negativos. Indicam-se eDentre eles:

- ausência de sentido comunitário da vida espiritual;

- ausência nnos momentos de oração comunitária;

- observância formal das práticas de piedade;

- esquivança na partilha de experiências espirituais;

- eficientismo e individualismo;

- gestãoadministração não equilibrada das horasos tempos de trabalho, de vida comunitária e de oração;

- cansaço e desânimo perantediante de um mundo em contínua mutaçãodança.

2812. Na prática dos conselhos evangélicos existem exemplos de alegre testemunho individual e comunitário, e de radicalidade até ao martírio.

- * A obediência é vivida com espírito de fé e de humildade, na escuta recíproca e no esforço por construir juntos o projeto comunitário.

- * A busca de um estilo de vida mais simples e austero torna-se visível pela acolhida dada aos pobres, pelo viver nos contextos de pobreza, pela solidariedade e pela transparência da administração dos bens.

- * A castidade se manifesta pelana serena aceitação de si mesmo, pelana cordialidade do relacionamento, pelana generosa disponibilidade ao serviço, pelana fidelidade da vida totalmente despendida pelos jovens.

2913. Releva-se aAo mesmo tempo nota-se que as comunidades nem sempre conseguem tornar legível o seu testemunho e se notamaparecem:

- * dificuldades em trabalhar em equipe, tanto seja entre os mesmos salesianos quanto seja entre salesianos e leigos; e atitudes de autoritarismo;

- * dificuldade parade alguns salesianos empara mudar de cargo ou casa;

- * contraste de nível de vida entre comunidade religiosa e situação de vida do povo, entre uma casa e outra, às vezes com o malbarato dos bens de que dispomos, gerindoadministrando mal os recursos que estão a serviço da nossa missão;

- * situações de frieza relacional, incapacidade de estabelecer relacionamentos autênticos, compensações fora da comunidade, ambigüidades de vida que comprometem a credibilidade das escolhas professadas.

C. DESAFIOS

3014. Várias causas parecem estar na origem da situação precedentemente acima descrita, dentre as quais as seguintes:

debilidadeenfraquecimento noem reconhecer o a primado zia de Deus , que leva as comunidades e também o cada irmão a o obnubilarscurecimento da as motivações de fé e da consciência de seremmos salesianos consagrados;

fragmentariedade na vida pessoal e comunitária, que se manifesta em sacrificar o importante pelo urgente, e na incapacidade de harmonizar o ser e o fazer, trabalho e oração, evangelização e educação, iniciativa individual e planejamento comunitário;

falta da força profética da nossa consagração salesiana, que lhe ofuscaapaga a visibilidade tornando as comunidades pouco significativas e atraentes do ponto de vista vocacional.

A estas causas correspondem os seguintes desafios:

ٱ Como reavivar continuamente e expressaressar oa primadozia de Deus nas comunidades, e como partilhar nelas nelas, com os leigos e os jovens, a experiência espiritual, com os leigos e com os jovens?

ٱ Como atuar hoje novos equilíbrios pessoais e comunitários entre os deferentes aspectos da nossa vida, a fim de vivê-los na graça de unidade de modo completo e harmonioso?

ٱ Como tornar radical, profético e atraente o nosso testemunho comunitário do seguimento de Cristo?

D. ORIENTAÇÕES OPERATIVAS

Aos desafios acima indicados queremos responder assumindo especialmente as seguintes orientações operativas.

15. Primado de Deus e partilha da experiência espiritual

A comunidade, a exemplo de Maria, empenha-se em se compromete apôr colocar Deus como centro unificador do seu ser, e ema desenvolver a dimensão comunitária da vida espiritual:

- favorecendo a centralidade da Palavra de Deus na vida comunitária e pessoal, por meio da lectio divina, a meditação cotidiana, a Liturgia das hHoras, as celebrações da Palavra, a preparação em comunidade da Eucaristia dominical;

- celebrando a Eucaristia cotidiana com alegria, criatividade e esntusiasmo, e favorecendo a celebração com juntos de todos os irmãos juntos ao menos uma vez por semana;

- cuidando da qualidade da oração comunitária, até que se se tornear de per si escola de oração para os jovens, para os membros da Família Salesiana e para os colaboradores leigos;

- promovendo revisões de vida a partir das Constituições e dos elementos essenciais da espiritualidade salesiana;

- cuidandozelando pel do acompanhamento espiritual mediantecom a valorização das oportunidades tão tão caras à nossa tradição: o Sacramento da Reconciliação, a direção espiritual, o colóquio fraterno;

- criando entre os irmãos um clima que favoreça o intercâmbioa troca das próprias experiências de fé;

- favorecendo a integração entre o projeto pessoal e o comunitário, cuidando de sua inter-relação e partilha.[6]

3216. Zelo pela graça dea unidade

A comunidade se compromete a assegurar condições suficientes para que cada irmão possa dar ao seu ser e agir um sentido de unidade profunda:

- praticando o discernimento evangélico como atitude de busca da vontade de Deus por meio do diálogo comunitário e de coerentes processos de decisão e de execução;[7]

- avaliando periodicamente o equilíbrio entre compromissos de trabalho, exigências de vida comunitária, tempos de oração, de estudo e de descanso.

3317. Testemunho comunitário do seguimento radical de Cristo

A comunidade se empenha por garantir que os conselhos evangélicos tornem transparente a gratuidade, a entregaoferta incondicional da vida, o amor sem medida nem poupança, sobretudo pelos mais pobres:

- explicitandomanifestando o valor humanizante dos conselhos evangélicos, para vivê-los com alegria e coerência;[8]

- avaliando em comunidade a sua prática por meio de escrutínios periódicos. Para tal escopo,isto, o Dicastério dapara a formação preparará concretas linhas de orientação;

- educando os seus membros ao uso apropriado dos MCS, incluídos os mais recentes, como a Internet, DVD, etc., e avaliando o seu uso positivo e apostólico.

3418. Centralidade da Obediência

A comunidade favorece uma profunda vida no Espírito, o sentido da missão e uma eficaz inserção de cada irmão no projeto pastoral e educativo comunitário:

.- promovendo o diálogo entre os seus membros por meio através da assembléia comunitária, o dia- da- comunidade, os encontros do Cconselho local e servindo-se também, quando necessário, de oportunas a ajuda de assessorias externas;

.- envolvendo mais eficazmente todos os irmãos no núcleo animador da CEP e na elaboração e aplicação do PEPS;

. orientando os irmãos, em sua escolha de qualificação profissional, a se conformarem com as necessidades da Inspetoria, em diálogo com o Inspetor;

.- relançando a prática do colóquio fraterno com o diretor, centro de unidade e de orientação pastoral para todos os irmãos.

19. Uma Pobreza concreta

A comunidade se empenha por testemunhar um estilo de convivência inspirado na pobreza de Cristo e no seu Evangelho:

.- manifestando a austeridade profética por meio de um modo de viver simples, sóbrio e modesto de viver, levando em consideração o ambiente em que se vive,[9] com um trabalho assíduo, sacrificado e dispostonível também a fazer para a realização de trabalhos muito humildes;[10]

.- vivendo o espírito de desprendimento e de confiança na Providência, sendo com a transparente no ência na dispornibilidade e no usaro d o dinheiro, e fazendo os orçamentos com critérios de austeridade;

- fazendo da solidariedade um princípio regulador de seu viver e agir, por com uma autêntica partilha no contexto da comunidade local e inspetorial, indo ao encontro também das necessidades de outras inspetorias;

.- abrindo-se às necessidades dos jovens, sobretudo dos mais pobres, aplicandocolocando vida, tempo e estruturas a seu serviço e colaborando com as pessoas e as organismoszações que se dedicam à promoção social e lutam pela justiça.

3620. Esplendor da Castidade

A comunidade irradia o seu testemunho de castidade e o oferece aos jovens de hoje como um sinal profético do Reino de Deus e proclamação da dignidade de cada pessoa:

. - criando um ambiente de fraternidade, sereno e feliz, que estimula o crescimento da verdadeira amizade entre os irmãos e se torna sinal da felicidade da doação pelço Reino;[11]

. - visando a um estilo de vida temperante e laborioso, alimentado pela ascese e a prontidão para o serviço, como expressão concreta do amor ilimitado a Deus e aos jovens;

. - propondo aos jovens programas de educação ao amor e de valorização da castidade;[12]

. - estabelecendo, tanto seja em nível de Congregação quanto seja no de Inspetorias, normas de comportamento àsa quais que todos os irmãos se devem conformar, a fim de se obviar a aos escândalos por abusos sexuais, valendo-se também das oportunas assessorias legais e científicas;

. - oferecendo aos irmãos, especialmente aos que estão em dificuldades, acompanhamento, compreensão, espaço para recuperação, e aquelas intervenções, também em nível inspetorial, que forem necessáriaos;

. - comprometendo-se na proteção dos menores, colaborando também com pessoas e organismoszações que trabalham pelos direitos das crianças e dos jovens, vítimas de exploração e abusos sexualis.

[1] At 4,33

[2] Mc 3,14

[3] C 196

[4] C 49

[5]

[6] cf. Ratio 90, 277

[7] C 66

[8] cf. VC 88-92

[9] cf. C 77

[10] cf. C 78

[11] cf. C 83

[12] cf CG23,192-202


A PRESENÇA ANIMADORA ENTRE OS JOVENS

 

 

“E agora eu vos confio a Deus

e à palavra que vos anuncia o seu amor.

Ele tem o poder de vos fazer crescer na fé

e de dar tudo aquilo que prometeu

àqueles que lhe pertencem”.[1]

 

A. CHAMADO DE DEUS

37. “Perto ou longe, eu penso sempre em vós. Meu único desejo é ver-vos felizes no tempo e na eternidade. .... Sinto, meus caros, o peso do afastamento, e o fato de não vos ver nem ouvir me aflige como não podeis imaginar. .... Ssois o único e contínuo pensamento de minha mente”.[2] Este sentimento do coração paterno de Dom Bosco, relido hoje por nós Salesianos do Terceiro Milênio, é um chamado urgente a sonhar e planejar com esperança, com fidelidade ao “critério oratoriano”,[3] a nossa presença entre os jovens: uma presença feita de proximidade efetiva, de participação, de acompanhamento, de animação, de testemunho, de proposta vocacional, no estilo da assistência salesiana[4].

Queremos, a exemplo de Dom Bosco, responder ao apelo de Jesus para ser na Igreja de hoje sinal profético e portadores felizes do amor do Pai aos jovens.[5] Deus nos chama a ser não somente uma comunidade para os jovens mas também com os jovens, “especialmente os mais pobres, abandonados e em perigo”.[6] Os jovens, aos quais abrimos o nosso coração salesiano, pedem-nos que atendamos colhamos os seus pedidos: querem que abramos de par em par com simplicidade e familiaridade as nossas portas e saiamos ao seu encontro, que partilhemos da sua vida caminhando com eles, compreendamos os seus valores, acolhamos as suas preocupações e saibamos oferecer-lhes espaços de participação.

Empenhamo-nos, assim, por despertar nos jovens a busca de sentido e a ajudá-los a encontrar uma resposta: propomo-nos ser escola de vida que suscita questionamentos e dá razões de esperança, que vive e celebra a presença de Cristo Ressuscitado, que comunica a própria experiência de fé e forma discípulos, acompanhando o seu crescimento até “desenvolverem a própria vocação humana e batismal com uma vida cotidiana progressivamente inspirada e unificada pelo Evangelho”.[7]

Animados pela caridade do Bom Pastor,[8] tendo Maria por Mãe e Mestra, buscamos procuramos confiantes um projeto educativo pastoral comum e uma metodologia que saiba impregnar a educação dos valores do Evangelho, que dê mais atenção aos processos educativos do que às atividades, mais às pessoas do que às estruturas, mais à fraternidade do que à função.

A paixão por Deus e pelos jovens nos impele-nos a ser “casa e escola de comunhão”,[9] vivendo a nossa vocação que irradia alegria e promove participação, que é capaz de suscitar numerosas forças apostólicas, com as quais partilhamos o espírito e a missão de Dom Bosco na Igreja local e no território: os leigos da CEP, os grupos da Família Salesiana, os jovens mais empenhadoscompromissados.

B. SITUAÇÃO

38. Onde há uma comunidade salesiana está presente um dom de Deus: experiência de fé e de comunhão, rede de relações, múltiplas formas múltiplas de serviço aos jovens.

A comunidade torna visível a presença salesiana, anima-a e promove-lhe o seu crescimento. Embora não seja possível identificar missão com e obra, a presença salesiana entre os jovens dá forma a uma obra e pode ser por esta manifestada que a pode manifestar..

A presença se exprimeessa progressivamente como capacidade de acolhida e comunhão, como empenhocompromisso de educação e evangelização, como proposta de acompanhamento e de busca vocacional.

39. 3 Presença que acolhe e constrói comunhão

Percebe-se a necessidade de estar presentes entre os jovens no estilo típico do Ssistema Ppreventivo, também naquelas comunidades em que hátêm um reduzido número reduzido de irmãos ou que e se caracterizam pela ancianidade ou pelaa doença. Muitas vezes, entretanto, as preocupações decorrentes da gestão e da organização fazem com que, de fato, alguns salesianos foquem distanciadosfiquem longe dos jovens. Não faltam, aAlém disso,, não faltam irmãos que por causa de projetos individuais ou de utilidade própria vestão se afastandodistanciando da realidade juvenil.

Reconhecemos que dá-se nNas comunidades está presente uma positiva atenção às novas e antigas pobrezas juvenis, mas relevam-se também . Mas não faltam: ssinais de apego ao passado, atitudes defensivas perante os diante dos desafios do presente e do futuro, por vezes uma insuficiente sensibilidade para com as perante as novas pobrezas e falta de qualificação para enfrentar os desafios da marginalização, embora nesta área se tenham feito reais progressos em comparação com o sexênio precedenteestejamos mais presentes do que no último sexênio, falta de qualificação para enfrentar a marginalização.

A comunidade salesiana, mais conscientevencida de suater uma tarefa carismática no interior do núcleo animador, deu vida a novas formas de envolvimento dos leigos, sobretudo por meio da formação e da animação da CEP, da partilha com os voluntários,e da elaboração do PEPS. Melhorou também a sensibilizaçãodade pela Família Salesiana, mas sente-se a necessidadepercebe a exigência de se crescer na direção de umaem maior co-responsabilidade mais intensa, a fim de que partilhar mais eficazmente se partilhe a missão.

40. Presença que educa e evangeliza

A acolhida da proposta evangélica é favorecida pelos recursos presentes nos jovens de hoje, de modo especialmente pela busca de interioridade, por uma especial adesão aos novos valores e pelas multíplices formas de serviço no voluntariado. Por Às vezes, porém, a incidência da nossa proposta é enfraquecida por comunidades que não vivem uma intensa experiência espiritual, com clara referência às motivações evangélicas e à legítima caridade pastoral. autêntica.

Constata-se, além disso, que hoje os relacionamentos tendem a ser fugazes e superficiais. A quantidade das possibilidades de comunicaçãotivas nem sempre corresponde à qualidade do relacionamento: isso repercute também nas relações da comunidade salesiana com os jovens.

Há também o perigo de que a missão seja identificada com as obras e estas com as estruturasestruturas e serviços. Então resulta difícil para aos jovens torna-se difícil perceberem a comunidade como forma alternativa de vida, desafio às propostas da sociedade e concreta profecia de futuro.

A nossa presença – ainda que nem sempre o nosso serviço educativo e pastoral alcance os resultados esperados – produz em muitos lugares uma positiva incidência social, política e cultural. CoPor outro lado, existem comunidades há que têm dificuldade de harmonizar a vida comunitária com um sentido aberto de missão, que leve a responder às emergências e a projetar novas formas de serviço.

415. Presença que acompanha e se torna proposta vocacional

Ação e reflexão engendraram, nestes anos, planos vocacionais, tanto locais quantocomo inspetoriais; maior atenção foi dada às propostas formativas; mais amplo foi o envolvimento dos jovens na Articulação da Juventude Salesiana. Nem sempre soubemos envolver a família, como primeiro espaçolugar deo crescimento vocacional.

Cresceu a sensibilização dade para com todas as vocações da Igreja e da Família Salesiana em particular, e a convicção de que uma verdadeira pastoral juvenil é sempre vocacional.

Reconhecemos que os nossos ambientes são ricos de potencialidades e de recursos vocacionais, mas permanece a dificuldade de apresentar e de fazer com que se aceite a vida como vocação e missão, e a exigência de se acompanhar pessoalmente os jovens. Para nós, salesianos, permanece sempre um empenho prioritário o de testemunhar a nossa própria vocação de apóstolos consagrados naem sua dúplice e complementar forma, sacerdotal e laical.[10]

Os contextos sócio-culturais, a atual estrutura de algumas obras e presenças, e um certo cansaço espiritual de alguns SDB e comunidades, estão na origem de um enfraquecimento do caminho de fé e dos processos formativos e vocacionais dos jovens, e também da diminuição numérica a que fazem referência muitos Capítulos Inspetoriais.

C. DESAFIOS

426. A presença salesiana é uma realidade dinâmica, é uma rede de relações, é um conjunto de projetos, e de processos, ativados pela caridade pastoral e realizados com os jovens, com os leigos e com a Família Salesiana. Tornou-se cada vez mais explícito que Assim, o sujeito de talssa presença não é exclusivamente a comunidade salesiana.

A partir desta constataçãoideração, parecem fundamentais os seguintes desafios.

43. 7 Presença que acolhe e constrói comunhão

A comunidade salesiana é chamada a renovar a qualidade da sua presença no meio dos jovens, a construir comunhão e participação com os leigos, a inserir-se ativamente no território.

. - Qual o modelo comunitário que facilita a nossa presença entre os jovens?

. - Qual é a nossa presença na CEP e na Família Salesiana como comunidade carismática, e com quais tempos, quais modalidades de intervenção e quais tarefas?

. - Qual é a nossa presença nas instituições emond quee se tomam decisões a respeito da condição dos jovens?

44. 8 Presença que educa e evangeliza

A comunidade salesiana é chamada a ser presença que educa e evangeliza, e a tornar-se anúncio profético entre os jovens que vivem em contextos de secularização, globalização e fragmentação.

Numeste mundo secularizado, pluricultural e multi-religioso, em quebusca está à procura de novas experiências espirituais e que vive a irrelevância da fé:

. - Como pode a comunidade contribuir para na criação de ambientes de grandeforte impacto, a fim de para fazer experienciar osência dos valores evangélicos, para de oferecer oportunidade de diálogo inter-religioso, de para promover momentos de interculturalidade, que ajudem os jovens a realizarem progressivamente a síntese fé-cultura-vida?

. - Como pode a comunidade partilhar com os jovens experiências que sejam ricas de sentido, mas que sejam expressas nas suas linguagens e nas novas formas de comunicação?

Na tendência à globalização, que gera graves situações de pobreza e estridentes exclusõesdesigualdades econômico-sociais, e que oferece novas oportunidades de solidariedade:

. - Como pode a comunidade tornar significativas estruturas estruturas e recursos no serviço aos jovens mais pobres, para lhes anunciar-lhes o amor de Deus e ajudarpara favorecer a sua promoção?

.- Como pode a comunidade transmitir aos jovens que vivem num contexto de bem-estar o valor da pobreza evangélica e da sobriedade de vida, ajudáa-los na busca das causas geradoras de que geram pobreza, fazê-los crescer no empenho de solidariedade pelcom os últimos?

Na atual cultura complexa e fragmentada cultura atual, que pode provocar dispersão e que valoriza os particularismos e a pluralidade:

. - Como pode a comunidade levar a efeitorealizar processos de discernimento e de conversão pastoral, e passar de uma pastoral de atividades e de urgências a uma pastoral de processos?

.- Como pode a comunidade superar a fragmentação das atividadesintervenções e realizar um trabalho de projeto, unitário e orgânico trabalho de projeto?

45. 9 Presença que acompanha e se torna proposta vocacional

A comunidade salesiana é chamada a se tornar-se proposta vocacional para os jovens e a promover procedimentosações educativoas e pastorais que permitam o encontro pessoal com eles.

.- Como pode a comunidade ser proposta vocacional que ajude para ajudar o jovem a perceber a vida como dom e tarefa, expressão da «sequela Christi»?

. - Como pode a comunidade propor a fazer a proposta vocaçãocional ao jovem de modo que o jovem chegue a à descobrir e a erta e ao acolherimento d o desígnio que projeto Deus tem de Deus a seu respeito?

- Como pode a comunidade realizar a presença educativa que promovea o encontro pessoal,l e proporcionar continuidade ao acompanhamento vocacional?

D. ORIENTAÇÕES OPERATIVAS

Individuamos um conjunto de orientações operativas, que ajudarão a comunidade a responder aos desafios e a construir uma presença salesiana segundo o chamado de Deus.

46.10 Presença que acolhe e constrói comunhão

A comunidade salesiana é uma comunidade fraterna e apostólica, inspirada no critério oratoriano de Dom Bosco.[11] Com a nossa presença animadora, entre os jovens e os leigos, construímos comunhão e promovemosrealizamos a missão, que deve ser sentida por todos como única e comum.

A comunidade repensa a sua presença no meio dos jovens, a fim de que seja direta, acolhedora e gratuita:

.- organizando a vida e as estruturas da comunidade em tornoao redor da presença dos jovens, revendo horários de vida e de oração, a fim de para criar um ambiente que atraia e facilitea o contato direto com eles;

. - recuperando o valor da assistência salesiana, a fim de que não só existamos para os jovens, mas estejamos com eleoss jovens, privilegiando as tarefas próprias da nossa responsabilidade carismática;

. - tornando visível a comunidade salesiana entre os jovens, abrindo-a ao à acolhimentoda e à convivência para quantos desejem conhecer mais de perto a nossa vida;

. - ativando iniciativas adequadas para ir ao encontro especialmente dos jovens marginalizados.

A comunidade salesiana se torna-se fermento de comunhão entre os jovens e os leigos:

. - programando e revendo as linhas essenciais de sua ação educativao -pastoral no projeto comunitário, para garantir a unidade da ação, a convergência dos critérios, e a harmonia entre as pessoas;

.- projetando e avaliando o PEPS, segundo de acordo com uma metodologia que favoreça a co-responsabilidade daqueles que, por vários títulosas razões, partilham da missão educativa;

. - aprofundando o empenho da formação conjunta, entre salesianos e leigos, mediante por meio de processos adequados que promovam a partilha de critérios e objetivos, e o sentido orgânico de nossa ação;

- vivendo maiormente a espiritualidade salesiana entre os jovens e os leigos, e assegurando espaços e tempos para o relacionamento pessoal e a partilha do espírito salesiano;

- cuidando comdedicando atenção particular aà pedagogia de ambiente.

A comunidade salesiana torna-se presença animadora no território:

. - dando mais atenção aos novos espaços de encontro dos jovens;

.- promovendo a colaboração com os vários grupos da Família Salesiana, como via caminho para assumir a mentalidade da responsabilidade comum na missão juvenil;

.- colaborando com instituições eclesiais e civis no campo da educação, da pastoral juvenil, da comunicação social;

- cuidando de uma inserção maior em contextos multipluri-culturais e pluri-religiosos, por meio do conhecimento das línguas, do diálogo inter-religioso, das experiências de comunidades internacionais;

- confrontando-se e dialogando com a cultura juvenil do lugar em que se trabalha.

4712. Presença que educa e evangeliza

Na variedade dos contextos, a comunidade salesiana torna-se anúncio profético com a própria vida e ação, e faz crescer uma presença que educa e evangeliza; ela cria ambientes de intensa cargaativa densidade espiritual, toma consciência da realidade da pobreza e promove projetos e processos de crescimento para os jovens.

Num contexto secularizado a comunidade salesiana favorece a criação de ambientes de intensa carga espiritual ativa densidade espiritual:

. - propondo e vivendo momentos de intensa experiência espiritual com os jovens: Eucaristia, Reconciliação, “lectio divina”, oração, encontros, retiros;

. - envolvendo a CEP na ideação, na condução e na avaliação dos processos de educação e de evangelização, tendo em vista visando a coerência de vida e doe empenho pelo Reino;

. - cuidando na CEP da formação de jovens empenhados na ação civil e eclesial, de modo a promover uma sociedade mais justa e solidária, segundo a inspiração cristã;

. - participando de momentos de encontro da AJS e valorizando os grupos como espaço privilegiado para promover itinerários de espiritualidade e missionariedade juvenil;

- favorecendo a participação ativa dos jovens mais maduros para torná-los protagonistas da evangelização dos coetâneos.

Num mundo globalizado, a comunidade salesiana toma consciência da realidade da pobreza e da injustiça, e se empenha por compromete a educar e a evangelizar, com metodologias apropriadas, os jovens que vivem em ambos os tanto num contextos: de pobreza quanto num contextoe de bem-estar:

. - assumindo um estilo de pobreza e de partilha com os pobres;

. - mirando a realizarndo transparência econômica e justiça nas relações de trabalho na CEP;

- estudando com os jovens os elementos essenciais da doutrina social da Igreja para uma inserção responsável na sociedade;

- oferecendo criando propostas de qualidade para educar na justiça e na solidariedade todos os jovens, tanto osaqueles que vivem em situações de pobreza quanto os que vivem em ambientes de bem-estar, mediante a busca busca das causas da injustiça e tendo em vista a assunção de empenhoscompromissos concretos.

Numa cultura complexa e fragmentada, a comunidade salesiana se empenha por trabalhar com projetos e pora passar de uma pastoral de atividades a uma pastoral de processos:

. - superando a visão que reduz a de pastoral que a reduz a um setor da nossa ação ou a uma atividade específica de formação religiosa;

. - amadurecendo uma nova concepção de pastoral que compreenda a integralidade dos conteúdos, das açõesintervenções, da metodologia; o respeito pelos ritmos de maturaçãoamadurecimento dos jovens; a atenção às diversas áreas de crescimento;

.- assumindo a mentalidade de trabalho em equipe, superando uma visão setorial no desenvolvimento dos cargos e tarefas;

. - avaliando a assimilação do CG23 a respeito tanto tanto da educação integral dos jovens quanto do planejamento e da realização dos processos educativos e pastorais;

. - abrindo-se a formas de educação e de evangelizaçãopastoral, que valorizem a comunicação social como novo espaço vital de agremiaçãogação dos jovens.

48.13. Presença que acompanha e se torna proposta vocacionaluipe, superando a

A comunidade salesiana promove a escolha vocacional do jovem por meio doatravés de seu testemunho de vida; anima a comunidade educativa pastoral para que se torne lugar de crescimento vocacional do jovem; atua uma metodologia doe acompanhamento e dae proposta vocacional.

A comunidade salesiana toma a peito seu papel no processo de crescimento vocacional e de acompanhamento do jovem:

. - testemunhando em comunidade a vocação do salesiano sacerdote e do salesiano coadjutor de modo visível, alegre e atraente;

. - partilhando com os jovens alguns momentos dae nossa vida da comunidade: a festa, e a amizade, a mesa, a oração, a nossa história, os projetos, o empenho missionário;

. - favorecendo experiências de voluntariado, como válida oportunidade de orientação e discernimento vocacional;

. - oferecendo um plano explícito de acompanhamento e proposta vocacional em nível local, que harmonize as experiências de modo orgânico, envolva e qualifique os irmãos para o acompanhamento espiritual, valorize a presença dos irmãos jovens;

. - dedicando especial atenção à figura do salesiano coadjutor.

A comunidade salesiana anima a CEP como lugar privilegiado do acompanhamento e da escolha vocacional do jovem:

. - fazendo da CEP uma verdadeira comunidade de fé, que promova a comunhão entre as várias vocações e desenvolva uma qualificada formação religiosa;

.- criando um clima de família e de acolhimento;

.- participando da AJS, por meio do cultivo d por meio do cuidado pelos animadores, da opção de adequados itinerários de fé, da proposta de experiências de apostolado e de serviço missionário;

.- organizando uma equipe de animadores no âmbito a área da CEP, aberta à Família Salesiana, que motive, estimule e acompanhe experiências de sensibilização e de empenho de acordo com as multíplices vocações;

.- animando a partir da CEP uma adequada pastoral familiar, especialmente para aqueles pais que têm os filhos empenhados no itinerário de fé e em situação de discernimento vocacional.

A comunidade salesiana atua a metodologia do acompanhamento e da proposta vocacional:

.- animando um processo vocacional que harmonize os vários componentes: o testemunho dos valores evangélicos dentro da CEP; a proposta explícita de acompanhamento; o itinerário formativo; a experiência de Deus vivida no serviço; a decisão vocacional;

.- promovendo iniciativas que assegurem a continuidade do processo: diálogo com os educadores; grupos de busca vocacional por faixas etárias; acompanhamento vocacional dos jovens adultos; formação dos animadores no seu discernimento vocacional;

.- re-avaliando alguns elementos da tradição pedagógica salesiana: vida de grupo, diálogo pessoal, direção espiritual, discernimento vocacional;

.- propondo para o crescimento vocacional do jovem algumas experiências espirituais tipicamente salesianas: o empenho pela Igreja, a oração pessoal, a participação assídua aos Sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, o amor a Nossa Senhora. Sra. Auxiliadora e a Dom Bosco.

[1] At 20,32-35

[2] Due lettere da Roma, 10 maggio 1884, in P. BRAIDO (ed.), Don Bosco educatore. Scritti e testimonianze, LAS, Roma 19973, p. 377

[3] Cf. C 40

[4] Cf. ACG 372,25-27

[5] Cf. C 2

[6] C 26

[7] C 37

[8] Cf. C 11

[9] NMI 43

[10] Cf. CG24, 253

[11] C 40


IV. A COMUNIDADE SALESIANA LUGAR PRIVILEGIADO DE FORMAÇÃO E ANIMAÇÃO

«Recebereis uma força,

a do Espírito Santo que descerá sobre vós,

e me sereis testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e

a Samaria, e até aos confins da terra» (At 1,8).

«Estai atentos a vós mesmos e a todo o rebanho:

nele

o Espírito Santo vos constituiu guardiães...” (At 20,28).

A. CHAMADO DE DEUS

4949. Estamos convencidos de que Deus nos chama a viver em comunidades fraternas, segundo o modelo do discipulado vivido pelos doze e animado por Jesus.

2. Dom Bosco é para nós pai, modelo e mestre. Por meio do estudo, da oração e da experiência concreta, aprendeu a encarar a realidade, a avaliá-la e a achar as respostas adequadas para aos eventos e as novas conjunturassituações novas. Por suas qualidades humanas e espirituais, reuniu em seu derredor uma comunidade fraterna e apostólica, em contínuo crescimento vocacional.

3. As comunidades salesianas de hoje querem continuar o espírito da comunidade de Dom Bosco e dos primeiros salesianos. Para nós a comunidade é um verdadeiro lar, onde em clima de fraternidade nos apoiamos uns aos outros mutuamente noa caminhoada de crescimento pessoal e vocacional, seguindo as várias etapas e fases da vida. A vida comunitária já é em sipor si mesma formativa.

504. Interpelados pelos jovens e impelidosulsionados pelo dinamismo de um mundo em mudança, atualizamos e aprofundamos nosso empenho vocacional. Em tal Neste contexto, o diálogo com os leigos e o empenhocompromisso pelopara o crescimento da CEP se tornam-se para nós um caminho de formação e de promoção do nosso carisma.

51. Incentivadas pelo vasto movimento de re-fundação da vida consagrada e na escuta dos sinais dos tempos, as nossas comunidades advertem a necessidade de uma constante transformação de mentalidade dos estilos de vida, dos critérios e das metodologias educativo-pastorais, como também das estruturas, em constante fidelidade ao carisma original. Sentem-se, por isso, chamadas a um esforço solidário de reflexão e de diálogo, de experimentação e de confronto, de decisões e de avaliação, que assegure uma formação contínua.

52.. O Diretor – pai, mestre, irmão e amigo – é reconhecido e apoiado pelos irmãos como ponto de referência na vida cotidiana, e como animador de sua fidelidade e crescimento vocacional. Ele une, guia e estimula toda a comunidade a viver comem profundidade a própria vocação à santidade no espírito de Dom Bosco.[1]

6. Incentivadas pelo vasto movimento de re-fundação da vida consagrada e na escuta dos sinais dos tempos, as nossas comunidades percebem a necessidade de uma constante transformação de mentalidade dos estilos de vida, de critérios e metodologias educativo-pastorais, como também das estruturas, em constante fidelidade ao carisma original; sentem-se, por isso, chamadas a um esforço solidário de reflexão e de diálogo, de experimentação e de confronto, de decisões e de avaliação, que assegure uma formação contínua.

B. SITUAÇÃO

537. A situação se apresenta com os seguintes aspectos positivos.

Em muitas comunidades os irmãos se mostram abertos à formação e à mudança. O desejo de crescimento vocacional se realiza:

- no recíproco amor fraterno e recíproco, na compreensão e na mútua aceitação, na oração comunitária, na colaboração para idear e elaborar e realizar o projeto comum, no diálogo;

- na participação deem especiais momentos comunitáriosespeciais, como a assembléia inspetorial e comunitária, o dia- da- comunidade, os retiros mensais e trimestrais, os exercícios espirituais.

Notam-se também algumas peculiares sensibilidades particulares que contribuem para a formação:

- a responsabilidade pelo próprio crescimento humano e espiritual;,

- a capacidade de partilhar com os irmãos a própria vida interior com os irmãos;,

- a atenção à dimensão humana e afetiva da pessoa;,

- o desejo não só de educar os jovens, mas também de deixar-se educar por eles;,

- a mentalidade de planejamento, que leva a um envolvimento cada vez mais amplo;,

- o empenho pela inculturação e pela inserção no contexto social e eclesial.

Em várias partes da Congregação está sendo avaliado positivamente o ministério do diretor e sublinham-se algumas condições que favorecem seu exercício:

- o seu papel como a pessoa da unidade e da fraternidade;

- a capacidade de levar a comunidade por linhas de renovação e de resposta aos problemas do mundo de hoje, em sintonia com o magistério da Igreja e as indicações da Congregação;

- a atenção dos inspetores e de seus conselhos e a participação dos irmãos na escolha dos diretores;

- a preparação do diretor para o seu ministério;

- o apoio pessoal oferecido ao diretor por parte dodo inspetor. ao diretor.

54. 8. Em algumas comunidades, porém, lamentam-se dificuldades e incertezas devidas a:

- a influência da cultura atual com os seus marcada também pelos fenômenos de secularismo, relativismo, hedonismo e individualismo;

- o enfraquecimento da fé, que se manifesta no enfraquecimento abandono da vida deda oração, da fidelidade à celebração eucarística cotidiana da Eucaristia e do sacramento da reconciliação, na leitura dos acontecimentos da vida e da história fundada emem critérios não evangélicos, na diminuição do entusiasmo pela evangelização;

- a imaturidade humana, a fragilidade psicológica, a superficialidade nas relações, a insuficiente comunicação e diálogo;

- a insuficiência numérica e qualitativa, a pouca colaboração entre os irmãos, a insuficiência numérica e qualitativa, a diminutapouca ligação entre os vários papéis na comunidade e na missão, uma inadequada distribuição de tarefas, a falta de equilíbrio entre trabalho, estudo, oração;

- a incapacidade de se acompanharem os entre irmãos no crescimento, de ajudar-se nas dificuldades, de se apoiar também com a correção fraterna;

- a crisi do “colóquio fraterno” com o diretor;

- a insuficiente atenção aos irmãos jovens e em formação inicial;

- a descontinuidade entre a formação inicial e a permanente;

- a multiplicidade de compromissos do diretor ou a falta de hierarquização entre eles, que limitam a disponibilidade de energias e de tempo para servira serviço d os irmãos; às vezes, a ausência, até freqüente, do diretor, da comunidade;

- a tendência, por parte do diretor, de “fazer” em vez de “mandar fazer”;

- em alguns casos, a sua inadequada preparação.

C. DESAFIOS E ORIENTAÇÕES OPERATIVAS

1. A COMUNIDADE:LUGAR DE FORMAÇÃO E ANIMAÇÃO

DESAFIO desafios

55. 9. A análise da situação evidencia a presença de multíplices desafios, entre os quais se afiguram prioritários os seguintes:

►Que atitudes favorecer para uma efetiva mudança de mentalidade e a abertura à renovação?

►Em que condições é possível assegurar e melhorar o empenho de todos os irmãos na formação contínua?

► Que experiências salesianas privilegiar e promover para enriquecer a formação da comunidade?

► Como valorizar a vida cotidiana em sua dimensão formativa?

ORIENTAÇÕES OPERATIVASOrientações

Indicam-se especialmente as seguintes, como resposta aos desafios evidenciados, tendo em vista o futuro:

56.

10. Melhorar o empenho de toda a comunidade na formação:

■ habilitando os irmãos em formação inicial a adquirir as convicções e as atitudes necessárias para a formação permanente;

■ envolvendo todos os irmãos naqueles processos que promoveam o confronto, o diálogo, a busca: programação comunitária, avaliação sistemática da vida e da ação da comunidade;

■ animando e acompanhando cada irmão no empenho pela própria formação por meio do projeto pessoal de vida.

5711. Privilegiar algumas áreas de formação:

■ o amadurecimento humano, especialmente o afetivo;

■ a identidade vocacional cristã e salesiana (cf. Ratio, 26-37);

■ a compreensão e o apreço pelo sSistema Ppreventivo como caminho para a santidade salesiana;

■ a habilitação para trabalhar em equipe, também com os leigos, e para formular projetos e individuar processos;

■ o conhecimento do contexto cultural e da realidade juvenil, para a inculturação dos valores evangélicos e do carisma salesiano.

5812. Valorizar a vida cotidiana:

■ animando a comunidade a uma espiritualidade de comunhão,[2] pré-requisito de qualquer colaboração e partilha;

■ envolvendo todos os recursos da comunidade tendo em vista a missão comum;

■ favorecendo o crescimento da identidade religiosa por meio dos momentos comunitários, especialmente os encontros de programação e de avaliação, as assembléias comunitárias, o dia-da-comunidade;

■ ajudando os irmãos a encontrar tempos e ritmos certosorretos para superar o ativismo e a superficialidade, e programando com cuidado momentos para o estudo, a leitura pessoal, a reflexão comunitária, a partilha, a oração, o recreação e o descanso.

5913. Para realizar tudo isso se propõe:

Em nível mundial

O Conselheiro geral para a formação e a sua equipe:

▪ continua a apresentar oportunamente e a valorizar a nova Ratio;

▪ coordena e fortalecereforça os centros de formação permanente nacionais e internacionais;

▪ promove a valorização dos lugares salesianos para momentos de formação, também para os diferentes contextos culturais e lingüísticos.

6014. Em nível inspetorial

▪ A Comissão inspetorial para a formação elabora o programa anual para a formação permanente, dando atenção especial à área afetiva e à capacidade de relacionamentos interpessoais.

▪ O delegado para a formação coordena programas específicos para responder às necessidades dos vários grupos de irmãos, sem esquecer os doentes e os idosos, para ajudá-los a viver com serenidade e espírito de fé sua situação.

▪ O Iinspetor com o seu Cconselho zela pela elaboração do projeto inspetorial para a qualificação do pessoal, de entendimento com a comissão da formação e em diálogo com os irmãos. Preocupa-se com dar a devida importância aos estudos filosóficos, pedagógicos, teológicos, salesianos, profissionais e acadêmicos.

▪ Prepara-se e se favorece por parte de toda inspetoria a efetiva possibilidade de se ter acesso às fontes da nossa espiritualidade.

▪ Onde se julgar conveniente, as casas de formação inicial sejam abertas também ao serviço e apoio da formação permanente de outros irmãos, dos membros da Família Salesiana e dos colaboradores leigos.

▪ Os irmãos tirocinantes, os coadjutores que apenas terminaram a formação inicial e os sacerdotes nos primeiros anos de seu ministério pastoral sejam enviados àquelas comunidades que têm suficiente consistência, tanto qualitativa como quantitativa, e que estejam em condição de acompanhá-los em seu progressocrescimento.

▪ Ofereçam-se aos irmãos períodos consistentes de renovação e experiências espirituais capazes de sustentá-los nas várias etapas da vida.

▪ Desde o início da formação os irmãos sejam iniciados a variadas formas de aprendizagem cooperativa («cooperative learning»).

61.15. Em nível comunitário

▪ Fundamental fonte de formação espiritual continuam sendo: a celebração cotidiana da Eucaristia, o sacramento da Reconciliação, a liturgia das horas, a meditação, a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora e aos santos da Família Salesiana, e outras formas de oração.

▪ A “lectio divina”, pessoal e comunitária, seja favorecida como instrumento de crescimento da vida da comunidade e “escola de oração” para os irmãos, os leigos e os jovens, especialmente nos tempos fortes do ano litúrgico.

▪ Sejam valorizados o dia da comunidade e os vários encontros comunitários. TaisEstas ocasiões sejam adequadamente preparadas e programadas a fim de que de maneira que se tornem uma oportunidade eficaz de crescimento espiritual e de partilha das próprias experiências pessoais.

▪ O projetolano comunitário nasce da colaboração de todos os irmãos, podendo assimde modo que serja verdadeiramente partilhado e diligentemente avaliado.

▪ Também para efeito de formação, cada comunidade ponha coloque em andamentoto todas aquelaes medidas consideradas úteis para salvaguardar, reorganizar e enriquecer as suas bibliotecas e os arquivos de documentaisos.

6216. Em nível pessoal

.▪ Dê o O irmão dê a prioridade aos tempos de oração, de reflexão pessoal e de retiro, ao dia semanal da comunidade e às reuniões de planejamento e de avaliação.

.▪ Valorize a direção espiritual, tanto pessoal quanto comunitária.

.▪ Desenvolva, também com a ajuda das ciências humanas, as capacidades e as atitudes de auto-conhecimento e auto-estima.

.- O projeto pessoal de vida[3] pode tornar-se assunto do colóquio com o diretor.

2. DIRETOR: ANIMADOR DA COMUNIDADE

DESAFIO desafios

6317. Na situação atual, vários são os desafios para o adequado exercício do ministério do diretor, entre os quais estes parecem ser os mais relevantes:

► Como ajudar o diretor para que na comunidade possa ser não só homem de governo e último responsável pelas atividades mas sobretudo pai, guia, irmão e amigo?

►Como verificar que avaliar se existem as condições para que um diretor possa desenvolver convenientemente o seu ministério?

► Como preparar adequadamente um irmão para a assunção do ministério de diretor?

►Como ajudar os irmãos a reconhecerem com fé o papel do diretor e apoiá-lo em seu serviço?

ORIENTAÇÕES OPERATIVAS Orientações operativas

 

64.18. ▪ Seja o O diretor, seguindo o modelo, Dom Bosco, “umaé a figura paterna e, ao mesmo tempo, afetuosa e autorizadacom autoridade... Profundamente marcado pelo caráter sacerdotal, ele o traduz cotidianamente no ministério da palavra, da santificação e da animação”.[4]

▪ A primeira tarefa do diretor é a de animar a comunidade na caridade (“procurea fazer-ste amar”), cuidando dos seus irmãos, especialmente dos mais frágeis e dos que estão em formação inicial. O exercício do seu ministério requer, na situação atual, requer que leve em consideração a escala hieráarquicaa dase suas tarefas: servidor da unidade e da identidade salesiana, mestre e guia pastoral, orientador do trabalho educativo, gestor da obra.[5]

▪ O diretor “vive numa visão de fé, que se traduz na certeza de ter recebido de Deus quanto possa ser útil à comunidade. Por conseguinte, vive na oferta alegre das próprias possibilidades e na tranqüilidade diante dos seus limites de temperamento ou de capacidade”[6]. Ele goza da Ele conta com a confiança dos irmãos da casa e da inspetoria e é aceito não só por aquilo que faz mas sobretudo por aquilo que é e representa.

▪ Diante da multiplicidade e da delicadeza das tarefas do diretor, é de fundamental importância garantir-lhe uma boaboa preparação, prévia e contínua preparação, com conteúdos e metodologias úteis ao seu serviço.

6519. Propõe-se:

Em nível inspetorial

▪ O inspetor garante reuniões regulares regulares dos diretores para a formação, a troca de informações e o entendimento sobre as atividades e a animação da inspetoriainspetorial .[7]

▪ Em nível interinspetorial ou regional são organizados cursos de preparação e de atualização para os diretores.

Em nível local

- A comunidade, sob a coordenação do diretor, elabora no início do ano o plano comunitário anual, onde o diretor e irmãos manifestam as próprias expectativas, onde partilham objetivos e critérios de ação, e programam os momentos comuns.[8]

▪ O diretor, além de terpossuir o apoio do Iinspetor, seja ajudado e sustentado por uma válida figura de vigário e pela cooperação constante do seu Cconselho.

▪ O diretor, sensível às necessidades dos irmãos e em diálogo com eles, pronto a dar o primeiro passo, empenha-se porem favorecer e promover a maneira mais apropriada depara realizar o colóquio, pronto a dar o primeiro passo.

▪ O diretor, auxiliado pelo inspetor, procura garantirbusca assegurar para si, uma adequada preparação, também com a utilização das ciências humanas, uma adequada preparação,.

[1] Cf. C 55

[2] Esta espiritualidade de comunhão “significa em primeiro lugar ter o olhar do coração voltado para o mistério da Trindade, que habita em nós. .... Significa também a capacidade de sentir o irmão de fé na unidade profunda do Corpo místico, isto é, como “um que faz parte de mim”», para saber partilhar as suas alegrias e os seus sofrimentos, para intuir os seus anseios e dar remédio às suas necessidades, para oferecer-lhe uma verdadeira e profunda amizade. Espiritualidade da comunhão é ainda a capacidade de ver, antes de mais nada, o que há de positivo no outro, para acolhê-lo e valorizá-lo como dom de Deus. .... Espiritualidade da comunhão é, enfim, saber «criar espaço» para o irmão, levando «os fardos uns dos outros» (Gl 6,2) e rejeitando as tentações egoístas que sempre nos insidiam e geram competição, arrivismo, suspeitas, ciúmes” (NMI 43; cf. ib.1).

[3] Ratio, 277

[4] Cf. J. Vecchi, Spiritualità salesiana, ed. SDB, IVE-IVO, pp. 129-131

[5] CG21, 52

[6] Cf. J. Vecchi, Spiritualià salesiana, ed. SDB IVE-IVO, p.25.

[7] Cf. R 145

[8] Cf. C 181


V. CONDIÇÕES ORGANIZATIVAS E ESTRUTURAIS PARA VIVER E TRABALHAR JUNTOS

Muitos prodígios e milagres eram feitos pelas mãos dos Apóstolos entre o povo. Os fiéis reuniam-se todos no pórtico de Salomão. .... Agrupavam-se em número cada vez maior, uma multidão de homens e mulheres que acreditavam no Senhor” (At 5,12.14).

A. CHAMADO DE DEUS

66. Deus nos chama a “viver e trabalhar juntos” nas variadasvárias situações sociais, culturais e religiosas nas quais vivem os jovens e a sermos nelas, como cComunidade salesiana, sinais proféticos do seu amor e testemunhas dos valores do Reino dos Céus.

Estamos conscientes de que Deus nos pede de assumir e atuar a nossa missão em primeiro lugar como cComunidade iInspetorial e local.[1]

672. DNa Congregação desenvolveram-se na Congregação diferentesvárias modalidades de vida comunitária salesiana. Elas, enquanto nos empenham a repensar e a renovar as modalidades operativas e organizativas da cComunidade religiosa salesiana, nos convidam a avaliar continuamente as condições fundamentais que tornam possível uma vida comunitária significativa no cumprimento da nossa missão.

B. SITUAÇÃO

68.3. As Comunidades salesianas experienciamvivem situações diversificadas e, em parte, novas quanto ao “viver e trabalhar juntos”. As novas situaçõesexperiências de vida comunitária salesiana hoje se apresentam com as seguintes tipologiaspodem ser descritas com as seguintes características:

-▪ Comunidades com um número reduzido de irmãos e empenhadas em animar uma pluralidade de obras e presenças, quer seja em terra de missão, quer  seja em realidades com carênciafalta de pessoal.

-▪ Comunidades inseridas em obras complexas, com desproporção entre trabalho e recursos e conseqüente fragmentação dos ritmos comunitários;

- ▪ Comunidades inseridas plenamente no tecido social até à partilha do estilo de vida do povo; que trabalham em estreita colaboração com a Igreja local; que colaboram com membros de outras religiões.

-▪ Comunidades com presenças de leigos e de jovens dentro da vida comunitária.

4. Em muitas comunidades há experiências positivas nas quais transparece uma vida fraterna de sabor tipicamente evangélico, a compartilha comunitária e o sentido de responsabilidade e de participação na missão.

69. 5. Existem alguns aspectos que influenciam negativamente a significatividade do nosso “viver e trabalhar juntos”. Permanece em nalguns casos um modelo operativo de cComunidade que exigerequer uma  séria reconsideração dno relacionamento Comunidade-Missão:

- ▪ elementos estruturais que influenciam o relacionamento as relações comunitárioas, como a prevalência das relações funcionais sobre as fraternas; a pouca valorização do projeto comum e dos momentos destinados ao encontro fraterno; a falta de organização do trabalho e sua setorialização;

- ▪ horários, hábitos, esquemas que a tornam a comunidade afeita a modalidades de ação pastoral, a respostas tradicionais que estão muito distantes da realidade e da cultura dos jovens de hoje;

- ▪ presenças que não provocam nenhumque questiostionnamento,am, que não ativam comunhão e colaboração com aqueles que partilham o espírito e a mesma missão salesiana.

6. Essas condições constituem riscos concretos e reais para alguns iIrmãos, favorecendo cansaço físico e espiritual, situações de mal-estar psicológico e de relacional, mento, independência nas iniciativas, fragmentação no exercício da missão, dificulddes vergências entre gerações, acúmulo de papéis e de funções.

70. O processo rumo a uma cComunidade de salesianos religiosos salesianas com a tarefa de animaçãor  por dentro de uma realidade mais ampla – a Comunidade Educativo-Pastoral – é irreversível.[2]

Participam cCada vez mais, no interior ao interno do núcleo animador da CEP, participam também outros agentes (jovens, leigos, membros da FS, representantes da Igreja local e do território), os quais comque partilham conosco a nossa espiritualidade e missão, empenhando-se na animação. Nessele  núcleo, a cComunidade salesiana desempenha o papel de referência carismática na qual todos se inspiram.

C. DESAFIOS

718. Como resposta ao chamado de Deus e à situação acima ilustrada, quatro são os desafios que pedem uma modalidade nova de organizar o nosso trabalho apostólico e a própria vida da Comunidade salesiana:

.▪ Como superar a tendência ao individualismo, ao setorialismo e à pouca capacidade de partilha, que comprometem o nosso viver e trabalhar juntos?

. ▪ Como garantir uma consistência qualitativa e quantitativa da cComunidade salesiana, como condição prévia para a vida fraterna, o testemunho evangélico e a presença entre os jovens?

. ▪ Como repensar o relacionamento entre as obras e a Comunidade salesiana, para assegurar-lhe o papel de garantia do carisma, de animação e de envolvimento de quantos comaqueles que partilham o espírito e a missão de Dom Bosco?

▪ Como ‘racionalizar’ o conjunto das presenças salesianas num determinado território com o objetivo de assegurar as condições suficientes para uma vida comunitária e fraterna, e a animação da CEP?

D. ORIENTAÇÕES OPERACIONAIS

1. Trabalhar segundo um projeto comunitário

Trabalhar segundo um projeto comunitário

729. Cada Comunidade partilha e elabora o próprio projeto comunitário e anualmente o avalia.

Dá-se deste modo consistência à capacidade de “viver e trabalhar juntos”, superando a progressiva dispersão do trabalho individual e o risco da fragmentação. Trata-se de levar os Irmãos a se convencerem da necessidade de trabalhar de acordo com um mesmo projeto, que não significa necessariamente fazer juntos as mesmas coisas.

7310. A Comunidade se habilita a trabalhar segundo com uma mentalidade de projeto:

▪ Desenvolvendo entre os Irmãos uma visão partilhada do projeto comunitário e ajudando a cada um a descobrir e valorizar dons e qualidades. A Comunidade aceita cada Irmão com sua riqueza e os seus limites e atribui a cada um papéis de co-responsabilidade.

▪ Vivendo o projeto como um processo comunitário, que parte da vida concreta dos Irmãos. O objetivo não é só a redação final do projeto, mas sobretudo levar a efeitoatuar um confronto permanente sobre visões, valores, esperanças, que leve os Irmãos a um real viver e trabalhar juntos.

▪ Promovendopondo momentos de diálogo (aAssembléia dos Irmãos, Conselho local), de discernimento da vontade de Deus (momentos de oração, escuta da Palavra de Deus por meio da através da “lectio divina”, de confronto com o Magistério da Igreja e da Congregação), em sintonia com o Projeto Orgânico Inspetorial, cada Comunidade partilha, elabora e avalia todos os anos o caminho do próprio projeto.

▪ Questionando-se, em particularmente, sobre os seguintes aspectos: O que queremos ser hoje como cComunidade local? Como podemos, enquanto cComunidade local, estar presentes de modo salesiano e religioso, animar a CEP e dar um testemunho evangélico? Quais as conseqüências concretas que brotam disso para a Comunidade? Quais as opções a que devemos proceder fazer agora? De que formação pessoal e comunitária estamos precisando?

7411. A elaboração do projeto comunitário empenha a cComunidade nosem seus diversos componentes:

▪ Envolvendo cada Irmão para além da função que desempenha e fazendo apelo à sua co-responsabilidade. O diálogo fraterno e paciente facilita a participação de todos, harmonizando o projeto pessoal de vida com aquele da comunitáriodade.

▪ Apontando, por meio através da programação anual, objetivos, metas e ações que a própria cComunidade se compromete a alcançar e a avaliar.

▪ Organizando de modo adequado e coerente o ritmo da vida comunitária, as atividades e os horários da vida religiosa e do serviço educativo pastoral, salvaguardando-lhe sempre o estilo salesiano.

▪ Garantindo ao dDiretor, a quem compete animar estes processo com a ajuda de seu Conselho, o necessário apoio por parte do Inspetor e dos organismos de animação inspetorial, valorizando também as contribuiçãoões das ciências humanas.

▪ Convidando o Inspetor com o seu Conselho à à avaliaçãoção d do itinerário de realização dos projetos de cada Comunidade e a sua consonância com o projeto inspetorial.

2. Garantir a consistência qualitativa e quantitativa da Comunidade salesiana

7512. A consistência qualitativa e quantitativa da Comunidade salesiana é condição fundamental para que cadatoda Comunidade torne possível a experiência de vida fraterna, de testemunho evangélico, de presença animadora entre os jovens, de formação permanente, e realize de modo significativo a sua tarefa de animaçãoanimadora na CEP, segundop ode acordo com o modelo operativo descrito pelo CG24.[3]

7613. Isto se realiza:

▪ Cuidando do equilíbrio das novas fronteiras da missão salesiana e a consolidação ou o redimensionamento das atuais, em nível mundial e inspetorial.

▪ Promovendo na cComunidade inspetorial e local a consciência de uma missão comum, garantindo-lhe a qualidade espiritual e educativo-pastoral mediante a formação permanente e o funcionamento dos organismos da cComunidade (Conselho da Casa, Assembléia dos Irmãos, encontros fraternos regulares).

7714. Para alcançar este objetivo:

▪ O Inspetor e o seu Conselho avaliaem a consistência qualitativa e quantitativa das Comunidades existentes:

- à luz do critério dos Regulamentos Gerais, artigos  20 e 150;

- avaliando as concretas oportunidades de desenvolvimento que permitam alcançar, em tempos razoáveis, uma vida comunitária significativa;

- definindo em diálogo com as cComunidades que vivem situações particulares relativamente à consistência quantitativa, as modalidades relativas ao exercício da autoridade e dos organismos da vida comunitária.

▪ O Inspetor e seu Conselho, ao iniciar novas presenças e ao formar novas Comunidades, garantem a adequada consistência qualitativa e quantitativa a fim de que se realizepara realizar:

- uma vida fraterna de qualidade, segundo o estilo do espírito de família;

- a programação e avaliação comunitária da missão confiada à cComunidade;

- a animação das obras e presenças e das respectivas CEPs.

▪ O Reitor Mor e o seu Conselho, durante o sexênio, promoveam um processo de avaliação nas Inspetorias e Regiões que, por causa das novas situações, devem re-estruturarorientar a presença salesiana.

3. Redefinir a relação Comunidade e -Obra

7815. A relação entre Comunidade e Obra deve permitir à Comunidade salesiana viver e trabalhar juntos e ser ponto de referência carismática no núcleo animador da CEP, o que supõe que o projeto comunitário esteja em sintonia com o Projeto Orgânico Inspetorial e com o de cada CEP.

16. A Comunidade salesiana realiza sua tarefa de animação da CEP amadurecendo a convicção de que:

▪ todos os salesianos religiosos, de acordo com suas possibilidades, sãoejam membros do núcleo animador, conscientes de que ele não se reduz à Comunidade SDB. Na linha de interpretação do artigo 5  dos Regulamentos Gerais, art. 5, e no espírito do CG24 e das sucessivas orientações[4], deve ser maiormente incentivada a consciência de que a responsabilidade da animação da CEP deve ser partilhada com os leigos, superando resistências e entrando na perspectiva da co-responsabilidade carismática e pastoral;

▪ toda a Comunidade, ainda que representada por um só Irmão, se seinte participante do núcleo animador da obra;.

▪ o viver e trabalhar juntos da cComunidade encontra uma perspectiva mais ampla, em nível de relações e de co-responsabilidade, no contexto da CEP;

▪ o relacionamento entre as estruturas de governo da c Comunidade religiosa e as estruturas de governo da oObra deve ser harmonizado, evitando superposições.

8017. A cComunidades salesiana vive a sua vocação de ser ponto de referência para a identidade carismática do núcleo animador da CEP, assumindo o modelo operativo descrito pelo CG24. Para tal fimnalidade, a Comunidade salesiana cresce:

▪ formando os jovens e os leigos no carisma salesiano;

▪ partilhando com os leigos a própria missão;

▪ vivendo o espírito de família;

▪ promovendo uma verdadeira co-responsabilidade na animação e no governo;

▪ garantindo fidelidade àna intencionalidade pastoral de todos os aspectos da vida comunitária;

▪ tornando-se promotora de paz e de justiça, e capaz de respostas concretas às necessidades dos pobres.

818. A Comunidade salesiana favorece o seu relacionamento com a CEP:

▪ vivendo com confiança e alegria o diálogo com os jovens do território;

▪ facilitando a participação dos salesianos, dos jovens e dos leigos no trabalho em rede, por meio do envolvimento das estruturas locais e inspetoriais;

▪ realizando o discernimento dos sinais dos tempos;

▪ formando lideranças profissionais na pastoral juvenil, nas dimensões da evangelização, da educação, do social e da pastoral vocacional;

▪ organizando uma pastoral que coordene entre si a CEP e o seu Conselho com a cComunidade lLocal come o seu Conselho[5].

4. Elaborar e avaliar o Pprojeto Oorgânico iinspetorial

8219. A Comunidade inspetorial, por meio dos seus organismosórgãos, estude, elabore ou avalie, nos próximos três anos, o Projeto Orgânico Inspetorial.

O Projeto Orgânico Inspetorial apresenta as opções fundamentais que orientam o desenvolvimento da Inspetoria, assegurando-lhe  a continuidade e a coerência das decisões. Compreende os campos de ação prioritários para os próximos anos, os critérios operativoscionais que devem guiar os vários planos e projetos, as presenças a que daprestarr atenção, as linhas gerais para a preparação do pessoalas pessoas e o desenvolvimento econômico e estrutural, respondendo às urgências atuais e às previsões futuras emersas da análise do território. [6]

8320. O Projeto Orgânico Inspetorial deverá buscar os seguintes objetivos:

▪ reforçar em cada Irmão e em cada Comunidade o sentido da missão comum e da sua co-responsabilidade nela;

▪ redimensionar ou a re-estruturar as frentes de empenhotrabalho e de desenvolvimento da Inspetoria;

▪ superar situações comunitárias de fragmentação, de dispersão e de inconsistência numérica;

▪ priorizar realmente as presenças mais significativas e proféticas, e dar uma expressão mais autêntica daà missão salesiana no território.

8421. Na elaboração e revisão do Projeto Orgânico Inspetorial, o Inspetor e seu Conselho, ajudado por uma equipe operativa, avaliam a significatividade da missão de cada uma das uma das obras/presenças a partir dos seguintesestes critérios:

 ▪ a consistência qualitativa e quantitativa da Comunidade salesiana;

▪ a possibilidade de uma vida religiosa fraterna no estilo salesiano, legível e significativa para os jovens e os leigos colaboradores;

▪ a presença entre os jovens, especialmente os mais pobres e necessitados, vivendo intensamente o sistema preventivo;

▪ a capacidade de oferecer respostas de qualidade educativa e evangelizadora aos desafios que chegam do mundo juvenil e do contexto social;

▪ a capacidade de juntaragregar outras forças (leigos, jovens, Família Salesiana, outras inspetorias e organizações) e de suscitar vocações eclesiais, especialmente para a Família Salesiana;

▪ a promoção de presenças ágeis e leves, que permitam um dinamismo adequado à mudança das realidades;

▪ a capacidade de colaborar e de incidir, de modo eficaz e profético, na transformação evangélica do território.

[1] Cf. C 44. 49

[2] Cf. Relação do Vigário do Reitor-Mor ao CG25,  n. 321.

[3] Cf. CG24 159.173.174

[4] “O que entendemos por “núcleo animador”? Trata-se de um grupo de pessoas que se identifica com a missão, com o sistema educativo e com a espiritualidade salesiana e assume solidariamente a missão de convocar, motivar, envolver todos aqueles que se interessam por uma obra, para formar com eles a comunidade educativa e realizar o projeto de evangelização e educação dos jovens. O ponto de referência para o grupo é a comunidade salesiana. Isto quer dizer que os salesianos, todos e sempre, fazem parte do núcleo animador. Cada um, idosos ou jovem, diretamente empenhado em tarefas operativas ou em repouso, dá a contribuição permitida pela sua preparação ou situação.[...] Quer dizer que o núcleo local pode ser formado até mesmo por leigos, tendo sempre por trás um apoio suficiente por parte dos salesianos, na localidade ou na Inspetoria” (P. J. E. VECCHI, ACG 363, pp. 8-9).

[5] Cf. CG24, n. 161

[6] Cf. A pastoral juvenil salesiana. Quadro de referência fundamental, pág. 132.


CONCLUSÃO

Findos os trabalhos capitulares, deparamo-nos com a riqueza não tanto de um texto escrito, mas de uma experiência vivida: a experiência de uma comunidade fraterna que soube acolher e valorizar a diversidade, avivar e aprofundar as razões ideais do viver e do trabalhar, ampliar a escuta do mundo sobretudo juvenil, assumir as alegrias e as preocupações de tantos irmãos, juntos trabalhar juntos, juntos rezar juntos, juntos partir o pão juntos. É o dom pascal da comunidade que queremos repartir com todos, renovando a nossa fé:

Cremos que a nossa comunidade

nasce da gratuita iniciativa do Pai,

afunda as suas raízes na Páscoa do Senhor,

é um dom sempre novo do Espírito Santo.

Cremos ser chamados a viver em comunidade

no seguimento do Senhor obediente pobre e casto

segundo o carisma de Dom Bosco

a serviço dos jovens, especialmente os mais pobres,

a fim de caminharmos juntos para a plena maturidade de Cristo.

Cremos que a comunidade salesiana,

guiada e amparada pela presença materna de Maria Auxiliadora,

se constrói em torno da Palavra, do Pão e do Perdão,

e que, mediante o exercício da caridade e da correção fraterna,

se torna lugar de misericórdia e de reconciliação.

Cremos que a prática do Sistema Preventivo,

qual inspiração e método para viver e trabalhar juntos,

fortalece as nossas relações com Deus,

aperfeiçoa os nossos laços fraternos

e reúne, numa única esperança, todos – Salesianos, Jovens e Leigos –

numa única esperança,

em clima de família, de confiança e de diálogo:

Cremos que a missão salesiana é confiada à comunidade:

pelo que disso todos somos partícipes e co-responsáveis,

dela todos participamos e por ela respondemos,

com a riqueza dos dons pessoais,

na complementaridade das vocações de laical e presbiteralleigos e presbíteros,

na valorizaçãondo das competências, papéis e préstimos.

Cremos que cada qual das cada comunidades,

vivendo o espírito de família,

atentando para as necessidades do território,

em união com toda a Família Salesiana,

se torna, para os jovens e irmãos:

- exemplo de vida replena de humanidade e graça,

- sinal luminoso de amor,

- escola de espiritualidade,

- proposta vocacional,

- profecia de comunhão.

86. Voltamos agora como os discípulos de Emaús ao nosso ponto de vida e de ação, conscientes de encontrar comunidades de irmãos com os quais partilhar esta fé. Confortados pelo dom do Espírito, responderemos juntos ao convite do «Duc in altum!» para uma missão ainda mais corajosa, certos de que o primeiro e fundamental apelo é o da santidade: «Caros salesianos, sede santos! É a santidade a vossa tarefa essencial, como aliás o é para todos os cristãos!»,[1] e convencidos de que o empenho mais urgente é o de viver e de comunicar uma espiritualidade de comunhão: «fFazer da Igreja a casa e a escola da comunhão: eis o grande desafio que nos espera .... se quisermos ser fiéis ao desígnio de Deus e corresponder às expectativas mais profundas do mundo».[2]

Santidade e comunhão: eis os dons que queremos partilhar com os jovens.

[1] JOÃO PAULO II, Discurso aos participantes do Capítulo Geral..., em L’Osservatore Romano” (it.), 13.04.2002, p. 5

[2] NMI 43